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Mapa do Turismo de Mato Grosso ganha nova composição

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As composições das Regiões Turísticas no estado foram organizadas, com mais duas no total. O número de municípios envolvidos também saltou de 77 para 101

Da Redação

 

A oficina para a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro, realizada pela adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), teve grande adesão dos municípios mato-grossenses. A atividade ocorreu na quarta-feira (31.05), no auditório do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Cuiabá.

Mais de 50 representantes das Secretarias Municipais de Turismo participaram, durante todo o dia, da programação técnica com palestras e esclarecimentos sobre como compor o Mapa gerido pelo Ministério do Turismo (MTur).

O Mapa do Turismo Brasileiro foi instituído em 2013, integrando o Programa de Regionalização do Turismo, que orienta a atuação do MTur no desenvolvimento das políticas públicas. É ele que define a área – o recorte territorial – que deve ser trabalhada prioritariamente pelo Ministério. Por isso, há a necessidade de atualização periódica para orientar a gestão de projetos prioritários. 

Para os municípios interessados em integrar o Mapa, é preciso se encaixar em alguns critérios estabelecidos pelo MTur como, por exemplo, possuir órgão responsável pela pasta de turismo (Secretaria, Fundação, Coordenadoria, Departamento, Diretoria, Setor, Gerência); destinar dotação para o turismo na Lei Orçamentária Anual (LOA) vigente; apresentar Termo de Compromisso assinado pelo prefeito ou dirigente responsável pela pasta de turismo, conforme modelo disponibilizado no Sistema, aderindo de forma espontânea e formal ao Programa de Regionalização do Turismo e à Região Turística.

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Já para a formação das Regiões Turísticas, as recomendações são: os municípios devem possuir características similares e/ou complementares e aspectos que os identifiquem enquanto região, ou seja, que tenham uma identidade histórica, cultural, econômica e/ou geográfica em comum. As cidades também devem ser limítrofes e/ou próximas umas às outras e a Região Turística deve apresentar comprovação de ciência do Fórum ou do Conselho Estadual de Turismo.

Conforme explicou o coordenador de pesquisa e planejamento do Turismo da Sedec, Diego Beserra, dentro de uma Região são identificadas quais cidades têm a oferta principal, a complementar e as de apoio. Ou seja, não necessariamente o município tem que possuir um grande potencial para se destacar, pois um vizinho pode oferecer estrutura complementar com outros atrativos turísticos e/ou de apoio com pousadas e restaurantes.

Após os esclarecimentos sobre como compor o Mapa, a equipe da Sedec aproveitou o momento para organizar as composições das Regiões Turísticas em Mato Grosso juntamente com os gestores. Todo o processo resultou na formação de 16 Regiões (antes eram 14), compostas por 101 municípios (antes eram 77). Observa-se, assim, um aumento nos números, que só foi possível graças ao trabalho desenvolvido pela equipe da adjunta em busca de aproximação e diálogo com os gestores municipais que atuam no segmento.

“Estamos muito contentes com o resultado do evento, pois essa participação massiva e o resultado alcançado demonstram que o interesse de todos os municípios é fazer do turismo uma prioridade na gestão pública. É isso que nos motiva a continuar o trabalho e fortalecer toda a cadeia”, ressaltou o secretário-adjunto de Turismo, Luis Carlos Nigro.

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Muitos vieram de longe para participar do evento, como é o caso do secretário de Turismo de Vila Bela da Santíssima Trindade (540 km a Sudoeste de Cuiabá), Robinho Profeta, que aprova a iniciativa: “Nós, que estamos distantes da Capital, encontramos muitas dificuldades em disseminar o nosso turismo, as nossas belezas. Com essa oficina, podemos ter acesso às dicas da equipe de como usar redes sociais para divulgar, mapear a nossa geografia, como detectar nossos atrativos e fomentar não só o turismo, mas a cultura e a história da nossa comunidade. Quem fica de fora acaba perdendo apoio e permanece para trás, pois, por mais que estejamos unidos, cada município quer ter seu brilho próprio, forte e, para isso, tem que correr atrás”, disse.

A gestora de Turismo de Santo Antônio de Leverger (27 km ao Centro-Sul da Capital), Claudete Castro, elogiou a ação e parabenizou toda a equipe pelo empenho. Segundo Claudete, este tipo de seminário, mais técnico, permite que os municípios se organizarem politicamente, instituindo projetos e ações direcionadas ao turismo, fortalecendo a gestão e criando laços mais sólidos com outros municípios que compõem uma mesma Região.

Os municípios que desejam pleitear uma vaga no Mapa do Turismo Brasileiro têm até o dia 15 de junho para entregar toda a documentação necessária.

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Temporada de pesca aquece turismo; rede hoteleira está quase 100% ocupada em MT

Os recursos foram aplicados, por exemplo, no 26º Festival de Pesca de Barra do Bugres, 7º Festival de Pesca de Acorizal, Festival de Pesca de Barão de Melgaço, Festival de Pesca de Campinápolis, 7º Festival Cultural de Pesca de Porto Estrela, 22º Festival Cultural de Pesca, e 39º Festival Internacional de Pesca em Cáceres.  

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Foto: divulgação SECOM MT

O início da temporada de pesca em Mato Grosso é visto com otimismo pela Secretaria Adjunta de Turismo, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A expectativa é que a rede hoteleira nos municípios da região do Pantanal, como Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço, atinja a taxa de 100% de ocupação.

A variedade de espécies de pescado nas bacias hidrográficas que banham Mato Grosso consagrou o Estado como um dos principais destinos do país para os amantes da pesca, e as regiões das bacias da Amazônia e do Araguaia também estão entre os destinos mais procurados pelos apaixonados por uma boa pescaria.

Os municípios mais buscados são Luciara, São Félix do Araguaia, Alta Floresta e Paranaíta. Os rios da bacia amazônica atraem grande parte dos praticantes de pesca amadora, chamada de “Pesque e Solte”, em busca de peixes que podem chegar a 150 quilos e medir aproximadamente 1,5 metros.

A atividade de pesca aquece o turismo regional com a busca por hospedagem, locação de barcos e comércio especializado. O presidente do Sindicato Intermunicipal dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado (SHRBS-MT), Luis Carlos Nigro, conta que o setor hoteleiro já está quase 100% reservado para a temporada de 2023.

“O setor hoteleiro, as agências de viagens, os restaurantes já estão prontos para receber os apaixonados por pesca, principalmente na região do Pantanal, nas cidades de Poconé e de Cáceres. Esse é um segmento que movimenta muito a economia e o turismo local. Os hotéis de pesca e barco-hotéis, por exemplo, já estão bem cheios: a maioria já atingiu 100% de lotação”, conta.

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Antenado a esse movimento, o Governo de Mato Grosso investe em obras estruturantes para garantir rapidez no deslocamento e dar mais conforto ao público que transita nessas regiões. Ao todo são R$ 151,4 milhões em investimentos no turismo, desde asfaltamento de rodovias, revitalização de orlas, sinalização turística e outros produtos voltados ao setor. Apenas em investimentos diretos em festivais de pesca, em 2022, foram R$ 6,1 milhões. Outros R$ 100 mil ainda foram investidos por meio de emenda parlamentar.

Foto: Divulgação SECOM MT

Os recursos foram aplicados, por exemplo, no 26º Festival de Pesca de Barra do Bugres, 7º Festival de Pesca de Acorizal, Festival de Pesca de Barão de Melgaço, Festival de Pesca de Campinápolis, 7º Festival Cultural de Pesca de Porto Estrela, 22º Festival Cultural de Pesca, e 39º Festival Internacional de Pesca em Cáceres.

“O Governo de Mato Grosso vem investindo no turismo regional, a exemplo da substituição de pontes na Transpantaneira. Cerca de 40% das pontes de madeira já foram substituídas por pontes de concreto, em um investimento de R$ 17 milhões. A previsão é de que, até o final da gestão, 100% das pontes sejam substituídas. Além disso, vários outros investimentos foram feitos em outras regiões das bacias hidrográficas e que têm potencial pesqueiro, como na baixada cuiabana e no Araguaia. Isso anima ainda mais o turista e fomenta a visitação nestas regiões”, comentou o secretário adjunto de Turismo, Jefferson Preza Moreno.

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A prefeita do município de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira Leite, pontuou que a liberação da pesca no Estado movimenta muito a cidade, pois essa modalidade de turismo atrai pessoas de todos os lugares para conhecer as belezas da região do Araguaia.

“Percebemos que vêm empresários brasileiros e estrangeiros também. Com isso, a nossa cidade consegue fomentar a economia e o turismo, positivamente”, contou.

Outras obras lançadas pelo Governo de Mato Grosso para o fomento do setor são as construções de cinco orlas turísticas nos municípios de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Luciara, São Félix do Araguaia e Cáceres, ao investimento total de R$ 56,8 milhões.

“Ver o governo estadual investindo em mais infraestrutura e logística nos incentiva a nos dedicarmos a oferecer o melhor para os visitantes do Araguaia. Pensando nisso, também já estamos investindo na modernização das nossas pousadas. Com aquisição de novos barcos, lanchas e motores, oferecemos serviços com mais qualidade para que esse turista volte e divulgue as belezas naturais do nosso Estado”, ponderou o empresário Carlos Camelo, dono de pousada na cidade de Luciara.

Fonte: SECOM MT

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