VÁRZEA GRANDE

Radioterapia e braquiterapia

SES abre credenciamento para empresas prestadoras de serviços

Objetivo é ampliar a rede e descentralizar o serviço, que hoje é ofertado pelas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), entre elas o Hospital Estadual Santa Casa

Publicado em

Saúde

Foto: divulgação SECOM MT

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou Chamamento Público para credenciar empresas prestadoras de serviços de radioterapia e braquiterapia. Atualmente, os tratamentos são ofertados pelo Governo do Estado no Hospital Estadual Santa Casa, que atua como referência em Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). O objetivo do chamamento é ampliar a rede e descentralizar o serviço.

“Estamos trabalhando para que, além do Hospital Estadual Santa Casa, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) contem com o serviço em outras localidades. Dessa forma, ampliamos a rede de atendimento e geramos mais conforto para a população que hoje precisa se deslocar até a capital para o tratamento”, diz o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Conforme edital de licitação do Chamamento Público Nº 001/2023/SES/MT, divulgado no Diário Oficial que circulou no dia 09 de janeiro, as empresas interessadas poderão se credenciar a partir do dia 20 de janeiro de 2023 e terão um prazo de 12 meses para cadastramento.

Os envelopes de habilitação e a proposta deverão ser entregues durante o expediente, de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h e das 14h às 18h, à Comissão Permanente de Licitação na Coordenadoria de Aquisições da Superintendência de Aquisições e Contratos (SUAC), na sede da SES, em Cuiabá.

Leia Também:  Criminosos roubam fotos de redes e usam para dar golpes via WhatsApp

De acordo com o edital, os envelopes serão recebidos, em seguida abertos, analisados e conferidos, verificando as exigências no prazo de até cinco dias úteis subsequentes à sua entrega, podendo ser prorrogado.

O resultado será divulgado por meio de Ata, disponibilizado no site da SES no link: http://www.saude.mt.gov.br/licitacao-editais e publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Saúde

Saiba o que é a hidradenite supurativa e quais os fatores de risco

Publicados

em

Doença de pele pouco conhecida, a hidradenite supurativa é uma doença negligenciada que pode levar à depressão, ansiedade e, inclusive, ao isolamento social e a dificuldades profissionais. Em entrevista à Agência Brasil, o dermatologista Wagner Galvão, especialista na doença, enumerou entre os fatores de risco para a hidradenite supurativa a obesidade, o tabagismo e atrito nas áreas de dobras.

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória de pele, dolorosa e crônica, caracterizada por nódulos e caroços que aparecem com frequência em regiões de grandes dobras no corpo, como as axilas, sob as mamas, nádegas e entre as regiões genitais. Eventualmente, pode surgir também no couro cabeludo, nuca e face. Esses caroços, que podem ser do tamanho de uma ervilha até o de uma bola de gude, tendem a soltar pus. Apesar de a doença estar ligada à predisposição genética, a obesidade e o tabagismo podem ser gatilhos para agravar o quadro inflamatório.

Galvão, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) regional São Paulo, onde participa do Grupo de Doenças Autoimunes, destacou a importância do diagnóstico precoce. “Para intervir precocemente, para que a pessoa não venha, com a progressão da doença, ter as complicações e problemas que são o grande fardo da hidradenite supurativa”.

Hidradenite Supurativa Hidradenite Supurativa

Dermatologista Wagner Galvão defende a importância do diagnóstico precoce da hidradenite supurativa  – Wagner Galvão/ divulgação

Como se trata de uma doença que evolui em crise, as lesões que aparecem nas axilas, virilha, nádegas ficam vermelhas, dolorosas, muitas vezes soltando pus. A história normal do paciente é procurar ajuda em pronto-socorro. Wagner Galvão afirmou porém que, muitas vezes, os médicos de pronto-socorro têm dificuldade de fazer diagnóstico. “Tipicamente, o atraso do diagnóstico entre o surgimento das lesões e o paciente chegar ao diagnóstico da hidradenite supurativa leva 12 anos e ele passa, em média, por 14 médicos, até conseguir o diagnóstico”, revelou o especialista.

O conceito de prevenção se equipara à prevenção secundária. Ou seja, identificar antes para não evoluir. “Para fazer o diagnóstico, eu preciso da lesão típica no lugar típico de uma decorrência de crise. Sem a lesão, eu não consigo falar nada. Para eu conseguir intervir, a pessoa já tem o problema”. Galvão destacou que, quando o dermatologista intervém precocemente, consegue evitar grandes complicações. Significa que, desse modo, as lesões, ou caroços, não evoluem a tal ponto de prejudicar a pessoa e fazê-la entrar em depressão. “A gente minimiza muito os impactos da doença, que podem ser tenebrosos. Quando a gente diagnostica precocemente é a janela de oportunidade para impedir a evolução da doença”, reforçou.

Prevalência

Estudos de prevalência mostram que a hidradenite supurativa atinge 0,4% da população no Brasil. “Muitas vezes, essa prevalência é subestimada, por atraso de diagnóstico. No mundo, a proporção de casos graves é, em geral, em torno de 5%”. No Brasil, os casos graves representam quase 40%, informou Wagner Galvão. Segundo ele, os casos são mais comuns em afrodescendentes e em mulheres. “Cerca de 60% a 70% dos casos são em mulheres”, informou.

Existe uma razão para isso. É que, normalmente, a doença está associada a uma fase hormonal mais bem definida na mulher do que no homem. “Eu tenho mais casos em mulheres. Mas, quando olho somente os casos mais graves, não tenho uma diferença tão grande entre homens e mulheres”. Nos homens, há menos casos mas, proporcionalmente, há mais casos graves.

Por faixa etária, a doença começa, tipicamente, na puberdade ou na fase pré-púbere, por volta dos 10 anos, 12 anos, 14 anos, podendo surgir mais tarde. Ela é menos comum na fase infantil, quando está associada a síndromes de algumas doenças autoinflamatórias.

Galvão participa, nesta semana, do Congresso Europeu de Hidradenite Supurativa. Naquela região, o diagnóstico é melhor, afirmou o médico brasileiro, que vai participar das discussões sobre a doença.

Tratamento

Wagner Galvão explicou que o tratamento para a doença depende do estágio de gravidade. “Houve um grande avanço, nos últimos anos, no tratamento da hidradenite supurativa”, comentou. Em casos leves, são usados cremes e pomadas, além de outras medidas para reduzir crises. Nos casos que vão de intermediários a graves, existe uma medicação imunobiológica denominada Adalimumabe, disponível atualmente no Brasil no Sistema Único de Saúde (SUS) e também coberta pelos planos de saúde. No site do Ministério da Saúde, o SUS publicou o primeiro Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratar a doença. O protocolo inclui terapias inovadoras, como, medicamentos biológicos, disponíveis atualmente também em planos de saúde privados.

No verão, por conta das alterações de temperatura, é preciso ter cuidados especiais, como roupas mais folgadas e de tecido leves nos dias mais quentes, que não friccionem a pele, alertam os especialistas. Wagner Galvão é também médico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo. 

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC Saúde

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Homem é preso em flagrante por provocar incêndio
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA