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Rio tem aumento de gripe Influenza A e chama população para se vacinar

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Nos últimos sete dias, o Rio de Janeiro registrou 6,5 mil casos da gripe Influenza A. Para o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, isso indica que a cidade enfrenta um surto da doença. Ele disse que, entre os casos anotados, 23 crianças estão internadas atualmente na rede pública da cidade com sintomas da Influenza A H3N2.

“É uma quantidade expressiva, por isso a gente está convocando toda a população para se vacinar o quanto antes”, afirmou o secretário em entrevista à Agência Brasil.

Hoje, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, cancelou a agenda porque também está com a doença. “A tal da Influenza 2 me pegou de jeito. Governando virtualmente. Em breve na atividade!”, postou em seu perfil no Twitter.

O aumento de resultados positivos para Influenza A foi constatado nas amostras coletadas em unidades de saúde sentinelas. “A gente tem aumento [de casos] em alguns locais. A gente está tendo aumento na Rocinha, na Vila Kennedy e também alguns casos na região central da cidade. A gripe é uma doença imunoprevenível. Ela pode ser contida com vacinação e  precisamos que os cariocas venham se vacinar. A nossa expectativa é que, com o aumento da cobertura vacinal para a gripe, haja uma redução dos casos”, disse o secretário.

A atual cobertura vacinal do público-alvo da campanha de imunização contra a gripe é de 55,7%. Soranz afirmou, também, que não há uma região específica que preocupe mais neste momento.

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“Todas as regiões preocupam. É importante que as pessoas se vacinem em todas as regiões da cidade. A cobertura precisa crescer. É fundamental que, principalmente as crianças de seis meses a seis anos, os idosos acima de 60 anos e as gestantes, se vacinem. Eles são os grupos que têm maior risco de adoecer gravemente. A gente já teve 23 crianças que tiveram que ser internadas por Influenza A H3N2 no Rio e é muito importante que todos procurem um posto para se vacinar o quanto antes”, explicou o secretário de Saúde.

Contaminação

As cepas da Influenza se modificam a cada ano e conforme o secretário, a H3N2 é a que tem contaminado as pessoas atualmente. “Muda, por isso é que é importante se vacinar todos os anos com aquela cepa que está em ação”, detalhou.

Como os sintomas da gripe Influenza coincidem com alguns da covid-19, antes da entrada do inverno no Rio, a secretaria tinha intensificado a campanha de vacinação contra a gripe para evitar o surgimento de casos e também fazer diferença entre as duas doenças. Agora, embora os registros de covid-19 tenham caído na capital, a preocupação é com o avanço da Influenza A.

“A gente precisa que as campanhas se intensifiquem o tempo todo e agora, com o baixíssimo número de casos de covid no Rio de Janeiro, com a queda muito grande nos casos de covid, o vírus da Influenza ocupou este espaço. É importante que a gente vacine para evitar a disseminação da Influenza A no Rio”, afirmou.

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O secretário de Saúde observou que qualquer pessoa pode se dirigir aos postos para se vacinar contra a gripe. Os postos também estão fazendo testes de covid-19 para quem chega com sintomas semelhantes entre as duas doenças. A vacina está disponível nas unidades de Atenção Primária do Município do Rio, como Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Dose de reforço

Com relação ao reforço contra a covid-19, o Rio continua fazendo a imunização com a terceira dose, no sistema de vacina heteróloga, diferente da aplicada nas duas doses anteriores.

“A vacina heteróloga é segura e aumenta os níveis de imunidade. O Rio de Janeiro já aplicou mais de 1,2 milhão de doses de vacinas para reforço, a grande maioria dela com vacinação heteróloga. A vacina heteróloga para idosos no Rio quase zerou o número de internados por covid-19 na cidade”, revelou, acrescentando que o município tem mantido a vacinação contra a covid-19 conforme orientações do Ministério da Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde salientou que “a pessoa que estiver com sintomas de gripe ou de covid-19 não deve tomar a vacina”.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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Covid-19: Brasil registra 229 óbitos e 9,2 mil novos casos

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O boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na noite de hoje (27) mostra que o Brasil registrou, em 24 horas, 229 novas mortes em decorrência de covid-19. Com isso, o país chegou a 614.186 mortes durante a pandemia.

O levantamento mostra que 9.233 novos casos da doença foram registrados no sistema de monitoramento da doença. No total, o país registrou até o momento 22.076.863 casos de infecção pelo novo coronavírus. O informativo também traz os dados sobre óbitos em decorrência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que somam 119 casos e estão sob investigação de órgãos de saúde.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra a evolução dos números da pandemia no Brasil.Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra a evolução dos números da pandemia no Brasil.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra a evolução dos números da pandemia no Brasil. – Ministério da Saúde

O país tem 174.396 casos ativos de covid-19 em monitoramento. O número diz respeito a casos diagnosticados que estão sob supervisão médica ou em isolamento.

O número de recuperados é de 21.288.281 casos, o que corresponde a 96,4% do total de infectados.

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Estados

No topo do ranking de mortes por estado estão: São Paulo (153.993), Rio de Janeiro (69.011), Minas Gerais (56.143), Paraná (40.771) e Rio Grande do Sul (36.075).

Os estados que menos registraram mortes por covid-19 foram o Acre (1.846), o Amapá (2.002) e Roraima (2.050).

Vacinação

O painel de vacinação do Ministério da Saúde estava fora do ar no momento da apuração dos dados, e a última atualização que consta no vacinômetro do site do ministério registrava, até o dia 25 de novembro, 364.177.468 doses de vacinas distribuídas, com 306.982.366 doses aplicadas – número que compreende a primeira dose, a segunda dose e aplicações únicas.

O ministério registra, ainda, que o governo federal já investiu cerca de R$ 207,3 bilhões em vacinas.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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