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Rede de laboratórios: Unimed Cuiabá inaugura primeiras unidades

A entrega dos laboratórios é mais um marco na saúde suplementar do Centro-oeste

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Saúde

Foto: Assessoria de Imprensa Unimed

Em 2023, a Unimed Cuiabá fortalece serviços de assistência à saúde com inauguração de rede própria de laboratórios. Até o momento, quatro unidades já foram inauguradas, todas elas, em pontos estratégicos da cidade. Além das unidades no Baú, Jardim Cuiabá, Avenida Barão de Melgaço, no último dia 4, o laboratório no bairro Bosque da Saúde também abriu as portas ao público.

Os membros da Diretoria Executiva e Conselho Administrativo da Cooperativa visitaram cada novo ponto e comemoraram o investimento. As demais unidades estão previstas para serem inauguradas ainda no 1º trimestre deste ano.

O Diretor-Presidente da Unimed Cuiabá, Dr. Rubens Carlos de Oliveira Junior, acredita que a rede deve impactar de forma positiva a economia mato-grossense, além de oferecer mais uma opção de serviço qualificado, o que desafoga atendimentos, fortalece a autonomia e a rapidez nos resultados de exames. “É uma legítima preocupação com as vidas mato-grossenses, sejam elas, as 223 mil clientes da Unimed Cuiabá, mais de 90 mil vidas de clientes de intercâmbio ou sociedade em geral”, comenta.

O presidente reforça que a entrega dos laboratórios é mais um marco na saúde suplementar do Centro-Oeste e, por este e outros motivos, a Unimed Cuiabá segue na vanguarda da saúde suplementar em Mato Grosso.

A Diretora Administrativo Financeira, Dra. Suzana Palma, defende que um patamar a mais para o mercado foi alcançado, pois a excelência de prestação de serviços da rede de laboratórios da Unimed Cuiabá, recebeu atenção especial, para se tornar o diferencial. “É uma grande conquista desta gestão conseguir trazer essa inovação dentro do nosso sistema para Mato Grosso. Isso não se trata apenas de uma questão local, como Cuiabá, mas uma influencia diretamente no sistema da Unimed Brasil”, acredita Suzana.

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Localização estratégica
As instalações contam com ampla estrutura, conforto, climatização e um sistema eficiente entre consultórios, clínicas e médicos cooperados. Além disso, foram projetadas de acordo com o “mapa de calor”, que mostra (através dos dados no sistema), onde estão localizados maior parte dos clientes.

O Diretor de Mercado da Unimed Cuiabá, Dr. Celso Firmo Rodrigues, diz que o estudo de mapa de calor é feito há um bom tempo e garante mais segurança – em tempo hábil, de retorno para as unidades. “Esta ação é importante para melhorarmos o acesso dos clientes à nossa rede de laboratórios”, pondera.

A localização privilegiada e acessível de cada posto também foi destacada pela vice-presidente do Conselho Administrativo Drª. Maria Regina Vieira Ângelo Marques. “Tem outras unidades para serem inauguradas que vão facilitar também o deslocamento de nossos clientes, pacientes de intercâmbio e sociedade. Fico feliz em participar deste momento da Cooperativa, que investe em seus recursos próprios”, ressalta.

Credibilidade da marca e verticalização
Para o presidente do Conselho Administrativo da Unimed Cuiabá Dr. João Bosco, a marca Unimed Cuiabá, é um dos fatores que contribui para a credibilidade da verticalização dos serviços.

“Temos uma coisa fundamental, que é a aderência e fidelização do cliente quando ele vê a marca Unimed, que é muito forte, ele se sente confortável. Estamos satisfeitos por essas inaugurações. Seguramente, fornecerá uma qualidade excepcional para o cliente Unimed e para o cooperado e colaboradores”, afirma João Bosco.

O Chief Executive Officer (CEO) da Cooperativa Eroaldo Oliveira, explica que a linha de cuidado da Unimed Cuiabá também passa por toda área de diagnóstico e que, por isso, a Cooperativa optou por fazer a verticalização desse trabalho de laboratórios. “Isso oferece uma maior oferta [de serviços] para a demanda de seus usuários. Estamos inaugurando sequencialmente postos de coletas, com o total de nove postos – agora, e mais um núcleo técnico de análises clínicas”, defende.

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O CEO reforça que o objetivo é construir um sistema de prestação de serviços com mais qualidade, além de gerar economicidade nos custos e empregos.

A união de forças também foi o que chamou a atenção do membro do Conselho Administrativo e médico cooperado há quase 40 anos, o Dr. Claudio Poletto Casarotto, que ressaltou a relevância deste sonho antigo dos profissionais da saúde – que vestem a camisa da Cooperativa. “Sinto um enorme orgulho em ver um sonho ser concretizado, pois sou cooperado desde 1984 e sempre defendi os recursos próprios. Agora, estamos aqui, inaugurando um dos postos de laboratório. Todo cooperado deve sentir orgulho, pois são realizações do universo dos cooperados. Isso não é meu, é da Unimed, que é de todos”, celebrou Dr. Claudio, que atua na área de pediatria.

Rede de Laboratórios
A rede é formada por nove laboratórios, sendo um localizado na rua Barão de Melgaço, ao lado da Farmácia Unimed. As demais unidades estão instaladas nos bairros Jardim Cuiabá, Baú, Bosque da Saúde, Jardim California (Hosp. São Judas Tadeu), Coxipó, CPA II. Além das unidades em Várzea Grande nos bairros Cristo Rei e Avenida Filinto Muller.

Foto: Assessoria de Imprensa Unimed

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Saiba o que é a hidradenite supurativa e quais os fatores de risco

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Doença de pele pouco conhecida, a hidradenite supurativa é uma doença negligenciada que pode levar à depressão, ansiedade e, inclusive, ao isolamento social e a dificuldades profissionais. Em entrevista à Agência Brasil, o dermatologista Wagner Galvão, especialista na doença, enumerou entre os fatores de risco para a hidradenite supurativa a obesidade, o tabagismo e atrito nas áreas de dobras.

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória de pele, dolorosa e crônica, caracterizada por nódulos e caroços que aparecem com frequência em regiões de grandes dobras no corpo, como as axilas, sob as mamas, nádegas e entre as regiões genitais. Eventualmente, pode surgir também no couro cabeludo, nuca e face. Esses caroços, que podem ser do tamanho de uma ervilha até o de uma bola de gude, tendem a soltar pus. Apesar de a doença estar ligada à predisposição genética, a obesidade e o tabagismo podem ser gatilhos para agravar o quadro inflamatório.

Galvão, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) regional São Paulo, onde participa do Grupo de Doenças Autoimunes, destacou a importância do diagnóstico precoce. “Para intervir precocemente, para que a pessoa não venha, com a progressão da doença, ter as complicações e problemas que são o grande fardo da hidradenite supurativa”.

Hidradenite Supurativa Hidradenite Supurativa

Dermatologista Wagner Galvão defende a importância do diagnóstico precoce da hidradenite supurativa  – Wagner Galvão/ divulgação

Como se trata de uma doença que evolui em crise, as lesões que aparecem nas axilas, virilha, nádegas ficam vermelhas, dolorosas, muitas vezes soltando pus. A história normal do paciente é procurar ajuda em pronto-socorro. Wagner Galvão afirmou porém que, muitas vezes, os médicos de pronto-socorro têm dificuldade de fazer diagnóstico. “Tipicamente, o atraso do diagnóstico entre o surgimento das lesões e o paciente chegar ao diagnóstico da hidradenite supurativa leva 12 anos e ele passa, em média, por 14 médicos, até conseguir o diagnóstico”, revelou o especialista.

O conceito de prevenção se equipara à prevenção secundária. Ou seja, identificar antes para não evoluir. “Para fazer o diagnóstico, eu preciso da lesão típica no lugar típico de uma decorrência de crise. Sem a lesão, eu não consigo falar nada. Para eu conseguir intervir, a pessoa já tem o problema”. Galvão destacou que, quando o dermatologista intervém precocemente, consegue evitar grandes complicações. Significa que, desse modo, as lesões, ou caroços, não evoluem a tal ponto de prejudicar a pessoa e fazê-la entrar em depressão. “A gente minimiza muito os impactos da doença, que podem ser tenebrosos. Quando a gente diagnostica precocemente é a janela de oportunidade para impedir a evolução da doença”, reforçou.

Prevalência

Estudos de prevalência mostram que a hidradenite supurativa atinge 0,4% da população no Brasil. “Muitas vezes, essa prevalência é subestimada, por atraso de diagnóstico. No mundo, a proporção de casos graves é, em geral, em torno de 5%”. No Brasil, os casos graves representam quase 40%, informou Wagner Galvão. Segundo ele, os casos são mais comuns em afrodescendentes e em mulheres. “Cerca de 60% a 70% dos casos são em mulheres”, informou.

Existe uma razão para isso. É que, normalmente, a doença está associada a uma fase hormonal mais bem definida na mulher do que no homem. “Eu tenho mais casos em mulheres. Mas, quando olho somente os casos mais graves, não tenho uma diferença tão grande entre homens e mulheres”. Nos homens, há menos casos mas, proporcionalmente, há mais casos graves.

Por faixa etária, a doença começa, tipicamente, na puberdade ou na fase pré-púbere, por volta dos 10 anos, 12 anos, 14 anos, podendo surgir mais tarde. Ela é menos comum na fase infantil, quando está associada a síndromes de algumas doenças autoinflamatórias.

Galvão participa, nesta semana, do Congresso Europeu de Hidradenite Supurativa. Naquela região, o diagnóstico é melhor, afirmou o médico brasileiro, que vai participar das discussões sobre a doença.

Tratamento

Wagner Galvão explicou que o tratamento para a doença depende do estágio de gravidade. “Houve um grande avanço, nos últimos anos, no tratamento da hidradenite supurativa”, comentou. Em casos leves, são usados cremes e pomadas, além de outras medidas para reduzir crises. Nos casos que vão de intermediários a graves, existe uma medicação imunobiológica denominada Adalimumabe, disponível atualmente no Brasil no Sistema Único de Saúde (SUS) e também coberta pelos planos de saúde. No site do Ministério da Saúde, o SUS publicou o primeiro Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratar a doença. O protocolo inclui terapias inovadoras, como, medicamentos biológicos, disponíveis atualmente também em planos de saúde privados.

No verão, por conta das alterações de temperatura, é preciso ter cuidados especiais, como roupas mais folgadas e de tecido leves nos dias mais quentes, que não friccionem a pele, alertam os especialistas. Wagner Galvão é também médico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo. 

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC Saúde

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