VÁRZEA GRANDE

Dia Nacional da Saúde

Maus hábitos elevam número de jovens afetados por doenças do coração

Neste dia Dia Nacional da Saúde tem por objetivo, conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável

Publicado em

Saúde

Foto: SewCream/Shutterstock

Neste dia 5 de agosto marca a comemoração do Dia Nacional da Saúde (que tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável) foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872.

O cardiologista e especialista em marca-passo, Dr. Roberto Yano, aproveitou a semana da celebração para fazer um alerta: os jovens estão cada vez mais sendo afetados por doenças cardíacas. Muito disso, segundo o médico, pode ser atribuído aos maus hábitos desse público.

“Esse estilo de vida (baseado em sedentarismo, má-alimentação, estresse, uso de celular o dia todo) está acabando com a saúde dos jovens. Os casos de hipertensão arterial em jovens e até em crianças têm aumentado muito nos últimos anos e pasmem, a tendência é piorar ainda mais nas próximas décadas. Sendo assim, os pais desses jovens, preocupados (e com razão) com a saúde dos seus filhos, têm agendado consultas com cardiologistas cada vez mais cedo”, revelou.

Leia Também:  Governo de MT licita obras de construção da Orla

Questionado se ele tem visto, de perto, esse aumento das consultas cardíacas em jovem, o doutor respondeu que sim e que os sintomas são os mais variados. “Tenho visto esse aumento no meu próprio consultório”, disse.

“Alguns desses pacientes apresentam sintomas que vão desde o estresse e a ansiedade (por todo esse estilo de vida péssimo que os jovens de hoje estão levando), até casos realmente graves como a própria hipertensão arterial, cardiopatias estruturais e casos de arritmia cardíaca em jovens”, completou.

Dr. Yano revelou ainda que atende muitos jovens com sintomas que se assemelham a sintomas cardiológicos como dor no peito, falta de ar, palpitação, sensação de tontura ou desmaio, muitos deles associados aos quadros de ansiedade e depressão que têm atingido cada vez mais a população brasileira, inclusive entre os mais jovens.  

“A minoria dos casos é realmente de alguma doença grave. Mas, de qualquer forma, a orientação é sempre a mesma. Independentemente da idade, em caso de sintomas cardíacos como os que eu citei acima, o cardiologista deve sempre avaliar o jovem. Em dúvida procure sempre o especialista”, aconselhou.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Saúde

Alimentos ultraprocessados podem contribuir para perda cognitiva

Publicados

em

Dificuldade de lembrar datas, fazer cálculos ou realizar tarefas básicas do dia a dia. As habilidades cognitivas geralmente diminuem à medida que a idade avança. Mas pesquisa feita por cientistas da USP mostra que a perda chega a ser 28% maior entre pessoas que consomem mais alimentos ultraprocessados.

São alimentos que passaram por processo industrial tão intenso que a composição deles já nem parece a de comida de verdade. Encaixam-se nesta categoria pães de forma, salgadinhos, refrigerantes.

O declínio cognitivo foi maior entre as pessoas que consumiam mais de 20% das calorias diárias de ultraprocessados. E não é difícil chegar a essa média: 20% equivale a três fatias de pães de forma por dia.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional de Alzheimer, realizada na semana passada na cidade de San Diego, nos Estados Unidos.

A pesquisa analisou o desempenho das pessoas que participaram do mais longo e maior estudo de performance cognitiva realizado no Brasil: o Elsa-Brasil. São cerca de 15 mil pessoas, entre 35 e 74 anos, que começaram a ser acompanhadas em 2008 para investigar fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, arterioesclerose e acidente vascular cerebral. O estudo analisou os dados conforme o tipo de alimento consumido: alimentos não processados, como vegetais e frutas, os ingredientes culinários, como sal e óleos, os alimentos processados, com modificações leves como adição de sal ou açúcar, e os ultraprocessados.

Leia Também:  São Paulo quer que governo exiga passaporte da vacina a estrangeiros

Dados do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP mostram que o consumo médio de alimentos ultraprocessados no Brasil é justamente de 20% no Brasil. Como é uma média, algumas pessoas consomem muito mais. Mas ainda assim, é um patamar três vezes menor que a de países ricos, onde a média chega a 60%.

Mas é justamente essa diferença que torna um país como o Brasil um mercado cobiçado pela indústria de alimentos, explicou a nutricionista e integrante do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da USP, Renata Levy.

Em outubro, entram em vigor as novas regras de rotulagem de alimentos aprovadas pela Anvisa. Agora, a embalagem de produtos ricos em gordura, açúcar ou sódio vão trazer a informação em destaque no rótulo do produto. Renata acha que é um avanço, mas é preciso fazer mais para inibir o consumo de ultraprocessados.

Outra proposta defendida pelos pesquisadores é proibir a venda de ultraprocessados nas cantinas das escolas, já que no Brasil, os adolescentes são os principais consumidores desse tipo de produto.

Leia Também:  STF mantém restrições às propagandas eleitorais pagas em jornais

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA