VÁRZEA GRANDE

CUIABÁ

Em 11 meses, quase 500 mil atendimentos nas UPAs e Policlínicas

As unidades realizaram mais de 480 mil atendimentos de janeiro a novembro

Publicado em

Saúde

Foto: Davi Valle - Secom-Cuiabá

As unidades de pronto atendimento da Atenção Secundária, que englobam três UPAs (Morada do Ouro, Pascoal Ramos e Verdão) e três Policlínicas (Pedra 90, Coxipó e Planalto), realizaram mais de 480 mil atendimentos no período de janeiro a novembro de 2022. Em breve, a capital contará com mais uma unidade, a UPA Jardim Leblon.

Apesar de serem unidades para atendimento preferencial de casos de urgência e emergência, ao analisar os números das UPAs, constata-se que a maior parte dos pacientes atendidos foi de classificação verde, ou seja, pouco urgente. A UPA Verdão, por exemplo, realizou 95.250 atendimentos até novembro e destes, 51% foi de pacientes com classificação verde. No caso a UPA Pascoal Ramos, o atendimento de classificação verde no mesmo período foi 52% do total. Apenas a UPA Morada do Ouro atendeu um pouco menos de pacientes verdes, com 48,9% do total de atendidos. Mesmo assim, esse quantitativo é quase metade dos atendimentos.

Em relação aos atendimentos de emergência, que são feitos em pacientes com a classificação vermelha, os números também são substanciais. Só nas UPAs, 122.253 pacientes deram entrada como emergência, no período entre janeiro e novembro deste ano. A UPA Verdão foi a que mais atendeu casos de emergência, com 47% do total de atendimentos. A UPA Morada do Ouro também teve um número alto de pacientes de emergência, somando 44% do total atendido em 11 meses. Os atendimentos de emergência da UPA Pascoal Ramos somaram 39% do total de pacientes atendidos.

Leia Também:  São Paulo vacina amanhã contra covid-19 que tem 37 anos

“As UPAs e Policlínicas desempenham um papel importantíssimo na saúde pública municipal, pois é a porta de entrada dos pacientes de urgência e emergência. Nestas unidades eles recebem os primeiros atendimentos, que salvam vidas e depois, caso precisem de atendimento de alta complexidade, são transferidos para os hospitais da nossa rede. Mesmo com todo o problema que tivemos de escassez de médicos, após cumprirmos uma decisão judicial que obrigava a mandar embora todos os contratados, em momento algum fechamos as portas das nossas unidades. Continuamos a atender a população, não só de Cuiabá, mas de várias outras partes do estado e mesmo com dificuldades, os atendimentos nestas unidades seguem sendo realizados 24h por dia, de domingo a domingo”, comentou o prefeito Emanuel Pinheiro.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Saúde

Saiba o que é a hidradenite supurativa e quais os fatores de risco

Publicados

em

Doença de pele pouco conhecida, a hidradenite supurativa é uma doença negligenciada que pode levar à depressão, ansiedade e, inclusive, ao isolamento social e a dificuldades profissionais. Em entrevista à Agência Brasil, o dermatologista Wagner Galvão, especialista na doença, enumerou entre os fatores de risco para a hidradenite supurativa a obesidade, o tabagismo e atrito nas áreas de dobras.

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória de pele, dolorosa e crônica, caracterizada por nódulos e caroços que aparecem com frequência em regiões de grandes dobras no corpo, como as axilas, sob as mamas, nádegas e entre as regiões genitais. Eventualmente, pode surgir também no couro cabeludo, nuca e face. Esses caroços, que podem ser do tamanho de uma ervilha até o de uma bola de gude, tendem a soltar pus. Apesar de a doença estar ligada à predisposição genética, a obesidade e o tabagismo podem ser gatilhos para agravar o quadro inflamatório.

Galvão, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) regional São Paulo, onde participa do Grupo de Doenças Autoimunes, destacou a importância do diagnóstico precoce. “Para intervir precocemente, para que a pessoa não venha, com a progressão da doença, ter as complicações e problemas que são o grande fardo da hidradenite supurativa”.

Hidradenite Supurativa Hidradenite Supurativa

Dermatologista Wagner Galvão defende a importância do diagnóstico precoce da hidradenite supurativa  – Wagner Galvão/ divulgação

Como se trata de uma doença que evolui em crise, as lesões que aparecem nas axilas, virilha, nádegas ficam vermelhas, dolorosas, muitas vezes soltando pus. A história normal do paciente é procurar ajuda em pronto-socorro. Wagner Galvão afirmou porém que, muitas vezes, os médicos de pronto-socorro têm dificuldade de fazer diagnóstico. “Tipicamente, o atraso do diagnóstico entre o surgimento das lesões e o paciente chegar ao diagnóstico da hidradenite supurativa leva 12 anos e ele passa, em média, por 14 médicos, até conseguir o diagnóstico”, revelou o especialista.

O conceito de prevenção se equipara à prevenção secundária. Ou seja, identificar antes para não evoluir. “Para fazer o diagnóstico, eu preciso da lesão típica no lugar típico de uma decorrência de crise. Sem a lesão, eu não consigo falar nada. Para eu conseguir intervir, a pessoa já tem o problema”. Galvão destacou que, quando o dermatologista intervém precocemente, consegue evitar grandes complicações. Significa que, desse modo, as lesões, ou caroços, não evoluem a tal ponto de prejudicar a pessoa e fazê-la entrar em depressão. “A gente minimiza muito os impactos da doença, que podem ser tenebrosos. Quando a gente diagnostica precocemente é a janela de oportunidade para impedir a evolução da doença”, reforçou.

Prevalência

Estudos de prevalência mostram que a hidradenite supurativa atinge 0,4% da população no Brasil. “Muitas vezes, essa prevalência é subestimada, por atraso de diagnóstico. No mundo, a proporção de casos graves é, em geral, em torno de 5%”. No Brasil, os casos graves representam quase 40%, informou Wagner Galvão. Segundo ele, os casos são mais comuns em afrodescendentes e em mulheres. “Cerca de 60% a 70% dos casos são em mulheres”, informou.

Existe uma razão para isso. É que, normalmente, a doença está associada a uma fase hormonal mais bem definida na mulher do que no homem. “Eu tenho mais casos em mulheres. Mas, quando olho somente os casos mais graves, não tenho uma diferença tão grande entre homens e mulheres”. Nos homens, há menos casos mas, proporcionalmente, há mais casos graves.

Por faixa etária, a doença começa, tipicamente, na puberdade ou na fase pré-púbere, por volta dos 10 anos, 12 anos, 14 anos, podendo surgir mais tarde. Ela é menos comum na fase infantil, quando está associada a síndromes de algumas doenças autoinflamatórias.

Galvão participa, nesta semana, do Congresso Europeu de Hidradenite Supurativa. Naquela região, o diagnóstico é melhor, afirmou o médico brasileiro, que vai participar das discussões sobre a doença.

Tratamento

Wagner Galvão explicou que o tratamento para a doença depende do estágio de gravidade. “Houve um grande avanço, nos últimos anos, no tratamento da hidradenite supurativa”, comentou. Em casos leves, são usados cremes e pomadas, além de outras medidas para reduzir crises. Nos casos que vão de intermediários a graves, existe uma medicação imunobiológica denominada Adalimumabe, disponível atualmente no Brasil no Sistema Único de Saúde (SUS) e também coberta pelos planos de saúde. No site do Ministério da Saúde, o SUS publicou o primeiro Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratar a doença. O protocolo inclui terapias inovadoras, como, medicamentos biológicos, disponíveis atualmente também em planos de saúde privados.

No verão, por conta das alterações de temperatura, é preciso ter cuidados especiais, como roupas mais folgadas e de tecido leves nos dias mais quentes, que não friccionem a pele, alertam os especialistas. Wagner Galvão é também médico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo. 

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC Saúde

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  PRF apreende mais de 300 kg de drogas escondidas em ônibus
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA