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VACINAÇÃO CONTRA COVID

Campanha Vacina Cuiabá alerta para continuidade do processo de imunização

De 20 de dezembro a 12 de janeiro foram aplicadas mais de 3.400 doses contra a Covid 19

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Saúde

FOTO: LUIZ ALVES - SECOM/CUIABÁ

A maior  parte da população cuiabana recebeu a primeira dose da vacina  contra a Covid 19, ou seja, 525.075 pessoas. Os dados são acompanhados pela Secretaria de Saúde de Cuiabá (SMS) e contabilizam ainda,  que 485.682 tomaram também a segunda dose do imunizante.

Considerando todas as faixas etárias, já foram aplicadas 1.335.012 doses no município de Cuiabá até o momento.

Neste mês de janeiro, o ritmo de procura ainda é lento. Já em dezembro,  o total de doses aplicadas era de 1.331.575.  Destes, 524.508 referentes à primeira dose e 485.099 de segunda dose. Ou seja, 3.437 a mais que em 20 de dezembro no montante total.

“Na faixa etária de 18 anos acima, atingimos 97,1% do público vacinado com a primeira dose, sendo 446.043, Temos ainda  93,6%, 430.116 pessoas que  receberam a segunda dose. Dos 12 anos aos 17 anos a porcentagem está boa no que se refere à primeira dose, sendo 85,3 %. Já a segunda dose para essa faixa de idade está em de 58,5%. É importante completar a vacinação com as doses recomendadas para frear a propagação de novos casos”, reforça a secretária adjunta de Atenção Secundária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Flávia Guimarães.

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Do público a partir dos 18 anos, 221.733 pessoas receberam também a primeira dose de reforço em Cuiabá. Já a segunda dose de reforço para esta idade, atingiu 75.566 indivíduos.

De 5 a 11 anos, 31.694 crianças, pontuando 52,2% e 19.635 (32,4%) a segunda dose.

De 3 a 4 anos apenas 6,7% foram vacinadas com a primeira dose, sendo 1.243 crianças. E destas, apenas 418 receberam a segunda dose do imunizante. E para os bebês de 6 meses a 2 anos, 182 foram vacinados com a primeira dose e 18 com a segunda.

Vacinas disponíveis

Pessoas a partir de 12 anos que ainda não tomaram a primeira dose ou segunda dose da vacina contra a Covid-19, e as acima de 18 anos que não tomaram o reforço, podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência, pois as UBS dispõem do imunizante, com exceção da UBS Grande Terceiro, Ana Poupina e Novo Paraíso II.

As doses para crianças de 3 a 11 anos estão disponíveis na UBS Pico do Amor, UBS Altos da Serra I e II, UBS Pedra 90 I e II, UBS Parque Cuiabá, UBS Jardim Liberdade / Osmar Cabral, UBS Parque Ohara, UBS Ilza Terezinha Picolli, UBS Jardim Vitória I, UBS Cidade Verde, UBS Quilombo, UBS Nossa Senhora da Guia, UBS Aguaçu e UBS Rio dos Peixes.

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Para as crianças de 6 meses a menores de três anos, as doses estão disponíveis nas unidades do Cidade Verde, Parque Ohara e Ilza Picolli.

Fonte: SECOM CUIABÁ

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Saúde

Saiba o que é a hidradenite supurativa e quais os fatores de risco

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Doença de pele pouco conhecida, a hidradenite supurativa é uma doença negligenciada que pode levar à depressão, ansiedade e, inclusive, ao isolamento social e a dificuldades profissionais. Em entrevista à Agência Brasil, o dermatologista Wagner Galvão, especialista na doença, enumerou entre os fatores de risco para a hidradenite supurativa a obesidade, o tabagismo e atrito nas áreas de dobras.

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória de pele, dolorosa e crônica, caracterizada por nódulos e caroços que aparecem com frequência em regiões de grandes dobras no corpo, como as axilas, sob as mamas, nádegas e entre as regiões genitais. Eventualmente, pode surgir também no couro cabeludo, nuca e face. Esses caroços, que podem ser do tamanho de uma ervilha até o de uma bola de gude, tendem a soltar pus. Apesar de a doença estar ligada à predisposição genética, a obesidade e o tabagismo podem ser gatilhos para agravar o quadro inflamatório.

Galvão, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) regional São Paulo, onde participa do Grupo de Doenças Autoimunes, destacou a importância do diagnóstico precoce. “Para intervir precocemente, para que a pessoa não venha, com a progressão da doença, ter as complicações e problemas que são o grande fardo da hidradenite supurativa”.

Hidradenite Supurativa Hidradenite Supurativa

Dermatologista Wagner Galvão defende a importância do diagnóstico precoce da hidradenite supurativa  – Wagner Galvão/ divulgação

Como se trata de uma doença que evolui em crise, as lesões que aparecem nas axilas, virilha, nádegas ficam vermelhas, dolorosas, muitas vezes soltando pus. A história normal do paciente é procurar ajuda em pronto-socorro. Wagner Galvão afirmou porém que, muitas vezes, os médicos de pronto-socorro têm dificuldade de fazer diagnóstico. “Tipicamente, o atraso do diagnóstico entre o surgimento das lesões e o paciente chegar ao diagnóstico da hidradenite supurativa leva 12 anos e ele passa, em média, por 14 médicos, até conseguir o diagnóstico”, revelou o especialista.

O conceito de prevenção se equipara à prevenção secundária. Ou seja, identificar antes para não evoluir. “Para fazer o diagnóstico, eu preciso da lesão típica no lugar típico de uma decorrência de crise. Sem a lesão, eu não consigo falar nada. Para eu conseguir intervir, a pessoa já tem o problema”. Galvão destacou que, quando o dermatologista intervém precocemente, consegue evitar grandes complicações. Significa que, desse modo, as lesões, ou caroços, não evoluem a tal ponto de prejudicar a pessoa e fazê-la entrar em depressão. “A gente minimiza muito os impactos da doença, que podem ser tenebrosos. Quando a gente diagnostica precocemente é a janela de oportunidade para impedir a evolução da doença”, reforçou.

Prevalência

Estudos de prevalência mostram que a hidradenite supurativa atinge 0,4% da população no Brasil. “Muitas vezes, essa prevalência é subestimada, por atraso de diagnóstico. No mundo, a proporção de casos graves é, em geral, em torno de 5%”. No Brasil, os casos graves representam quase 40%, informou Wagner Galvão. Segundo ele, os casos são mais comuns em afrodescendentes e em mulheres. “Cerca de 60% a 70% dos casos são em mulheres”, informou.

Existe uma razão para isso. É que, normalmente, a doença está associada a uma fase hormonal mais bem definida na mulher do que no homem. “Eu tenho mais casos em mulheres. Mas, quando olho somente os casos mais graves, não tenho uma diferença tão grande entre homens e mulheres”. Nos homens, há menos casos mas, proporcionalmente, há mais casos graves.

Por faixa etária, a doença começa, tipicamente, na puberdade ou na fase pré-púbere, por volta dos 10 anos, 12 anos, 14 anos, podendo surgir mais tarde. Ela é menos comum na fase infantil, quando está associada a síndromes de algumas doenças autoinflamatórias.

Galvão participa, nesta semana, do Congresso Europeu de Hidradenite Supurativa. Naquela região, o diagnóstico é melhor, afirmou o médico brasileiro, que vai participar das discussões sobre a doença.

Tratamento

Wagner Galvão explicou que o tratamento para a doença depende do estágio de gravidade. “Houve um grande avanço, nos últimos anos, no tratamento da hidradenite supurativa”, comentou. Em casos leves, são usados cremes e pomadas, além de outras medidas para reduzir crises. Nos casos que vão de intermediários a graves, existe uma medicação imunobiológica denominada Adalimumabe, disponível atualmente no Brasil no Sistema Único de Saúde (SUS) e também coberta pelos planos de saúde. No site do Ministério da Saúde, o SUS publicou o primeiro Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratar a doença. O protocolo inclui terapias inovadoras, como, medicamentos biológicos, disponíveis atualmente também em planos de saúde privados.

No verão, por conta das alterações de temperatura, é preciso ter cuidados especiais, como roupas mais folgadas e de tecido leves nos dias mais quentes, que não friccionem a pele, alertam os especialistas. Wagner Galvão é também médico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo. 

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC Saúde

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