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Vice-presidente diz que Tensões exigem pragmatismo do Brasil

Ao reconhecer que a questão da preservação do meio ambiente é um dos principais desafios globais da atualidade, Mourão chamou a atenção para o fato de que o debate pode camuflar interesses internacionais

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última quarta-feira (24), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, alertou o acirramento de tensões geopolíticas que exigem que o Brasil aja com pragmatismo e flexibilidade, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

“Vivemos um contexto de acirramento de tensões geopolíticas. Principalmente entre as duas grandes potências mundiais, os Estados Unidos e a China. Este contexto pode terminar em uma competição benigna, favorecendo aos demais países, ou levar a algum tipo de conflito. Nós, brasileiros, temos que ter pragmatismo para buscar nossos interesses e flexibilidade para saber o momento de agir”, disse Mourão, acrescentando que “atores importantes estão com os olhos voltados para o Brasil”.

Ao reconhecer que a questão da preservação do meio ambiente é um dos principais desafios globais da atualidade, Mourão chamou a atenção para o fato de que o debate pode camuflar interesses internacionais, como disputas comerciais, principalmente relacionadas ao agronegócio e ao potencial de exploração da biodiversidade e de riquezas minerais.

“Há uma disputa no mercado internacional do agronegócio que vincula a produtividade brasileira ao desmatamento da Amazônia”, disse Mourão, embora reconhecendo que o desmatamento na Amazônia, alvo das principais críticas internacionais, vem aumentando desde 2014, acentuando-se ainda mais a partir de 2019.

“Se me perguntarem a que eu atribuo isso, eu direi: à falta de recursos financeiros. A partir de 2012, iniciamos uma crise econômica, com a consequente diminuição dos recursos governamentais, o que dificulta o combate às ilegalidades”, acrescentou o vice-presidente.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na semana passada, mostram que nos últimos 12 meses a Floresta Amazônica perdeu em cobertura vegetal uma área equivalente a 13,235 mil quilômetros quadrados, resultado classificado como “inaceitáveis” pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

Para Mourão, nesse contexto de “tensão geopolítica” e disputas, a questão da sustentabilidade se tornou um dos fatores de influência externa sobre a soberania dos países. “Os estados podem ser soberanos no sentido jurídico, mas agentes do exterior influenciam nos assuntos internos. Neste século 21, a questão da sustentabilidade é um dos fatores de influência na soberania de um país”, disse Mourão, apontando a importância, para o Brasil, do desenvolvimento sustentável da Amazônia brasileira, “onde diversos atores estatais e não estatais procuram limitar nossa soberania”.

“Várias razões podem limitar a soberania de qualquer país. A interdependência econômica internacional; o fluxo de refugiados; o tráfico de drogas e as ações do crime organizado. Quando a soberania de um país entra em cheque, ocorre a intervenção. Que pode começar por meros discursos. Quando alguém lá fora faz um discurso em relação a uma determinada situação no nosso país, ele está realizando uma intervenção em nossa soberania. Esta é a linha mais baixa de intervenção. Depois, a propaganda feita contra um país. A ajuda econômica também resulta em um reflexo sobre a soberania nacional. O passo seguinte é fornecer assessoria militar ou apoio a uma posição governamental estabelecida. Depois, há o bloqueio, a ação militar limitada e, por fim, a invasão”, concluiu Mourão.

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Presidente diploma cadetes e fala sobre governo: “aqui é mais difícil”

Jair Bolsonaro também afirmou que é papel dos formandos defender a democracia brasileira e a liberdade, além de frisar a necessidade de respeito pela Constituição.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro presidiu hoje (27) a cerimônia de formatura de 391 novos aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende sul do Rio de Janeiro. Bolsonaro fez um discurso de improviso à tropa e evitou falar de política.

Durante a fala, o presidente relembrou os quatro anos necessários para a conclusão do curso e comparou a jornada à da presidência. “Eu até hoje guardo os ensinamentos que aqui aprendi. Nos momentos difíceis a frente da Presidência da República  eu vejo o que passei por aqui e me conformo dizendo: aqui foi mais difícil.” 

Bolsonaro também exaltou as 23 mulheres que integram a turma e que se formam “mostrando para todos nós que quem tem garra, determinação, força de vontade, coragem e fé consegue atingir os seus objetivos. Parabéns a vocês todas.”  

O presidente atribuiu ao Exército Brasileiro suas conquistas pessoais. “Esta formação marca a vida de todos nós. Essa formação nos fará vencer obstáculos. Lembrem-se de uma coisa: o que for possível nós faremos, o que não for, entregaremos nas mãos de Deus; Ele no dia a dia nos dá exemplos de superação”, afirmou.

Jair Bolsonaro também afirmou que é papel dos formandos defender a democracia brasileira e a liberdade, além de frisar a necessidade de respeito pela Constituição. “Nós atingiremos o nosso objetivo, que é o bem estar de toda a nossa população.”

Além da defesa de valores, Bolsonaro também discursou sobre a amizade e o companheirismo entre integrantes das Forças Armadas. “Sem gratidão não chegaremos a lugar algum. Quem esquece o seu passado está condenado a não ter futuro”, frisou.

Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, também foi exaltado durante a fala. ”Um homem exemplo para todos nós. E digo a vocês: quem fará o futuro da nossa pátria não será um homem ou uma mulher. Seremos todos nós, 210 milhões de habitantes.”

Duração

Sob sol forte, a cerimônia de formatura dos 391 novos aspirantes a oficial do Exército durou aproximadamente 1h30. No moimento dos aspirantes receberem a espada de Duque de Caxias, Bolsonaro desceu do palanque das autoridades e foi cumprimentar e tirar fotos com familiares de formandos. Ele ficou cerca de 20 minutos no pátio.

Na cerimônia também estavam presentes, o vice-presidente Hamilton Mourão, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto e os comandantes das três Forças, além de generais.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

 

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