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Prefeitura acompanha implantação do projeto piloto do Hora Estendida

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O programa facilita o dia a dia de pais que trabalham até as 18h, horário habitual de encerramento do atendimento das unidades infantis

Da Redação

 

A secretária-adjunta de Educação, Edilene Machado, e a diretora de Ensino, Zileide Lucinda dos Santos, estiveram, nesta terça-feira (30), no Centro Municipal de Educação (CMEI) Oscar Amélito, para verificar a execução do programa Hora Estendida.O acompanhamento do projeto piloto, lançado pela prefeitura de Cuiabá, em abril deste ano, segue à risca dentro da proposta de implantação inicial que prevê, ao longo de 90 dias, o aperfeiçoamento e adequações de acordo com a necessidade da unidade.

“Estamos indo verificar de perto a implantação desta importante proposta do prefeito Emanuel Pinheiro. O prefeito tem a preocupação de estar acompanhando de perto as necessidades das pessoas. Essa é a gestão humanizada que ele e nós defendemos. Então, estamos no CMEI acompanhando o pai e a mãe da criança buscar seu filho nesse tempo a mais e verificando a eficácia do programa que atende a realidade da comunidade”, disse a secretária Edilene.

Atualmente, o projeto tem 12 crianças cadastradas, cujos pais se alternam nos horários e dias diferentes, conforme suas necessidades e expedientes, para buscar a criança após às 18 horas, horário habitual de encerramento das atividades, porém estendido em 1 hora, de acordo com a proposta do programa.

Durante este um mês de implantação, foi registrado apenas uma saída de criança às 19h30, horário limite do tempo estendido. As demais crianças variam entre 18h30  e 19h para serem buscadas pelos pais e responsáveis legais.

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Ao longo dos  de execução do piloto, o CMEI foi se adaptando à Hora Estendida como detalha a diretora da unidade infantil, Ádila Andrade. “Antes, os portões eram abertos às 17h e os pais tinham até 18h para pegar todas as crianças. Já hoje, a partir das 18h, ficam na escola aquelas que têm direito ao horário estendido. Portanto, ficou mais clara esta organização”, explicou.

Dentro desse espaço-tempo a mais oferecido pelo município de Cuiabá, as crianças praticam atividades pedagógicas e outras como brincadeiras, cantigas, cirandas e massinha de modelar, entre outras.

Conforme explica a diretora, a Hora Estendida tem colaborado de forma positiva no processo cognitivo das crianças. “Parece que à noite e com o silêncio elas ficam mais à vontade para brincar, e fazer novas descobertas. Pois, a criança tem um mundo de livros e brinquedos e vivências só para ela. Só dela”, pontuou.

A execução do programa é possível pela voluntariedade das Técnicas em Desenvolvimento Infantil (TDI), quais, por meio de uma reorganização da jornada de trabalho, sem oneração da carga horária e da folha salarial, atendem a criança por um tempo maior.   

A exemplo, a pedagoga Adriana Araújo, TDI do Oscar Amélito, externa a gratidão de contribuir um pouco mais na vida destas crianças. “Eu me coloco no lugar das mães que agora podem sair mais tranquilas do seu trabalho, sabendo que seu filho está bem, alimentado e bem cuidado. Isso é gratificante”, contou sorridente.

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Entre os responsáveis pelas crianças atendidas no Hora Estendida está Elisandra de Arruda, mãe de dois alunos do CMEI. A responsável por duas crianças, uma de cinco meses e outra de três anos, explica que um dos reflexos positivos percebido foram percebidos em casa. “A Amanda era mais quietinha e hoje já se solta mais. Às vezes, até chora nos finais de semana, pedindo para vir para a creche”, explicou a mãe .

Desde sua implantação, equipes da Secretaria Municipal de Educação fazem visitas semanais à unidade, durante o período estendido, para verificar a execução piloto de funcionamento do programa, a fim de elaborar relatórios de aperfeiçoamento e de adequação técnica. O prazo para este trabalho inicial é de 90 dias a partir da sua efetivação sendo elaborado por uma comissão instituída.

Programa

O programa Hora Estendida, respaldado pela Constituição Federal, institui o redimensionamento da jornada de trabalho dos profissionais da unidade para garantir a permanência da criança na unidade educacional em 1h30 a mais do horário habitual.

Deste modo, a unidade, em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação (SME), projetou a reorganização da escala diária dos profissionais, envolvidos por adesão espontânea, mediante a um horário diferenciado de entrada e saída que garante o custo zero da proposta sob o ponto vista da jornada de trabalho.

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Prefeitura de VG fornece transporte gratuito a pequenos produtores rurais

Somente nestas duas primeiras semanas do ano, já foram transportadas três cargas de mudas de capiaçu para comunidades Sadia 1 e Umuarama, além de outros insumos

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SECOM VG

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), realizou o transporte gratuito de uma carga de capiaçu (capim) no assentamento Nossa Senhora Aparecida 1 (Sadia 1), o que vai beneficiar 11 famílias que vivem da agricultura. Esta é a segunda entrega de mudas de capim na comunidade rural. A primeira ocorreu na semana passada, beneficiando cinco pequenos produtores.

As remessas de capiaçu foram doadas por um pequeno produtor do assentamento São Miguel (Sadia 3). Os produtores se uniram para pagar uma pessoa para fazer o corte da gramínea. Já o transporte foi feito de forma totalmente gratuita pela SEMMADRS, que dispõe de dois caminhões-caçamba (com capacidade de 15 toneladas cada) para atender às demandas do campo. Se fossem pagar o frete entre as duas comunidades, os agricultores teriam que desembolsar em torno de R$ 1,2 mil.

Os caminhões foram doados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) para o Município, no dia 11 de novembro de 2022. Em menos de dois meses, os veículos já haviam transportado 56 toneladas de insumos. Em menos de duas semanas de 2023, foram realizados os transportes de três cargas de capiaçu para as comunidades do Sadia 1 e Umuarama; uma carga de areia para reforma de baia de suínos, no Umuarama; uma carga de terra preta para a implantação de uma horta comunitária no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Santa Maria, além de atender outros setores da SEMMADRS, como o viveiro municipal.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio dos Santos, comemora a produtividade. “Em Várzea Grande, vivemos um momento muito propício para a agricultura familiar, em que os pequenos produtores estão empenhados em desenvolver suas atividades, nossas equipes, sob determinação do prefeito Kalil Baracat têm elaborado projetos que atendem às demandas e, além disso, contamos com várias parcerias que favorecem produção agrária no nosso município. Estamos muito felizes com os resultados obtidos e vamos continuar trabalhando para melhorar ainda mais”, assevera.

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Aproveitamento do suporte

Dentre os pequenos agricultores da comunidade Sadia 1, alguns já criam gado e outros querem começar a trabalhar com a bovinocultura, a fim de diversificar a produção. Vera Lúcia Pereira Reis é dona de uma propriedade onde, junto com o esposo, cria 24 cabeças de gado, galinhas caipiras e peixes. Ela já conta com 12 hectares de pasto, composto por braquiara e andropogon. Agora, já preparou o solo de mais um hectare para receber as mudas de capiaçu. “Vai ajudar no período de seca porque geralmente o pasto fica mais escasso e temos que gastar com ração, servir casca de mandioca para o gado”, afirma.

Já o agricultor José Domingos vive com a esposa em uma propriedade de 10 hectares, onde cria porcos, galinha caipira e trabalha com olericultura. Agora, pretende começar a criar gado e, por isso, aproveitou a doação e transporte gratuito de capim para iniciar o pasto. “Vou aproveitar a época de chuva para plantar capim. O pasto nosso vai dar uns 5 hectares. Um macinho desse pra mim começar já está bom porque depois dá para tirar mais ramos dele mesmo”, afirma.

A respeito do apoio ofertado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), ele elogia, destacando que além do transporte de capim, já recebeu calcário e sua esposa participou de cursos. “É ótimo porque eu tenho plantação de mandioca, milho e a terra melhorou muito desde o calcário que nós ganhamos ano passado da Prefeitura. Temos vários apoios com orientações. Minha esposa já fez vários cursos. Tudo o que vem, a gente quer”.

A presidente da Associação de Produtores do Assentamento Nossa Senhora Aparecida 1, Lucineia Ferreira da Silva, destaca a relevância do trabalho da Prefeitura no fomento aos pequenos produtores rurais. “É muito importante para os agricultores da nossa comunidade estar ganhando essas mudas de capiaçu porque aqui para nós é tudo mais difícil, mas, com a equipe dando todo esse suporte fica mais fácil. Nessa época da chuva, precisamos de mudas e os agricultores estão muito empenhados em criar gado para produzir leite, fazer doces. Com a ajuda da Secretaria aqui conosco, dando esse apoio, o desenvolvimento da nossa comunidade é melhor. Estamos muito animados com essa parceria!”, comenta.

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Compromisso com resultados

Além de fazer o transporte das mudas de capim de forma gratuita, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) também fornece apoio no preparo do solo, por meio de tratores e grades aradoras com operador de máquinas e doação de calcário, além da assistência técnica fornecida por agrônomos e técnicos agrícolas.

“Vamos dar toda a orientação no plantio dessas mudas e acompanhar também o seu desenvolvimento futuramente, ver as falhas, ver as condições do solo. A comunidade Sadia 1 conta com um trator de 50 cavalos da Prefeitura para suporte no gradeamento do solo. Nosso objetivo é fazer com que de fato esses pequenos produtores tenham um resultado satisfatório com esse trabalho”, diz o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável do Município, Jhonattan Ferreira.

Capiaçu

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o BRS Capiaçu é um clone de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) de alto rendimento para suplementação volumosa na forma de silagem ou picado verde. Devido ao seu elevado potencial de produção (50t/ha/ano), também pode ser utilizada para a produção de biomassa energética. Tem porte alto (até 4,20 metros de altura), se destacando pela produtividade e pelo valor nutritivo da forragem quando comparada com outras cultivares de capim-elefante. A BRS Capiaçu apresenta maior produção de matéria seca a um menor custo em relação ao milho e a cana-de-açúcar. A silagem deste capim constitui uma alternativa mais barata para suplementação do pasto no período da seca.

Fonte: SECOM VG

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