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Novo PGR apoia investigar presidente

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Os 8 candidatos à sucessão de Janot dizem ao ‘Estado’ defender inquérito quando houver indícios de crimes praticados durante o mandato

Da Redação

 

Embora tenham opiniões divergentes sobre vários temas internos do Ministério Público Federal, oito candidatos à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, concordam que, havendo indícios de crimes praticados pelo presidente da República no exercício do mandato, como os citados pelo empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, sobre Michel Temer, é necessária a abertura de uma investigação.

Os subprocuradores Raquel Dodge, Nicolao Dino, Eitel Santiago, Mário Bonsaglia, Ela Wiecko, Carlos Frederico, Sandra Cureau e Franklin Costa participaram nesta quinta-feira, 22, do sexto e último debate entre os candidatos organizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O tema não foi abordado no debate, mas todos foram questionados pelo Estado sobre a possibilidade de investigação do presidente da República por crimes praticados antes e durante o mandato.

 Os oito candidatos afirmaram que, em caso de provas ou indícios entregues em uma colaboração premiada sobre crimes praticados no mandato, é dever do procurador-geral da República instaurar uma investigação. No entanto, eles não quiseram falar sobre o caso concreto envolvendo a atual investigação sobre o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução da Justiça, organização criminosa e corrupção passiva.

Apontada como favorita na disputa, Raquel Dodge afirmou que a abertura de investigação diante de indícios de crime é “obrigação do titular da ação penal” que deve solicitar a avaliação da necessidade da investigação do Supremo Tribunal Federal. Raquel chegou a debater o tema, mas com foco em investigações de crimes anteriores ao mandato, com Sandra Cureau.

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Enquanto Sandra se posicionou contra a investigação de crimes praticados antes do mandato, Raquel considerou que nesses casos também é possível realizar a investigação, mas sem apresentar a denúncia. “Me refiro à possibilidade com os argumentos de que ninguém está acima da lei e, também, para preservar os vestígios e as provas. Mas isso deve ser feito com cautela para não manchar o mandato do presidente da República”, afirmou Raquel.

Com esse posicionamento, se eleita, Raquel seria a favor de que Temer fosse investigado pelos crimes pelos quais foi acusado na delação da Odebrecht e também pelos outros supostos delitos citados no acordo de colaboração dos executivos da JBS. Na Odebrecht, Temer foi acusado de pedir US$ 40 milhões em propina por um contrato da área internacional. Na JBS, além dos crimes investigados por Janot, Temer aparece apontado como destinatário de repasses irregulares para suas campanhas eleitorais. O presidente nega irregularidades.

‘Exagero’. Crítico da gestão de Janot, o subprocurador Eitel Santiago defendeu a investigação em caso de indícios de crimes praticados no mandato, mas apontou a necessidade de se evitar uma apuração “escandalosa”. “Há um certo exagero na divulgação antecipada, isso é prejudicial ao País”, disse.

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Assim como nos outros encontros, o último debate oficial da ANPR não entrou em temas polêmicos como os acordos de colaboração assinados por Janot e a imunidade concedida ao empresário Joesley Batista. 

Lista. Para procuradores ouvidos pela reportagem, quatro dos oito concorrentes estão mais próximos de uma vaga na lista tríplice que será encaminhada ao presidente da República. Além de Raquel, vista como favorita, estariam no páreo os candidatos Mário Bonsaglia, Ela Wiecko e Nicolao Dino. A eleição será realizada na próxima terça-feira, 27.

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Cogitações destacam nomes para pleito eleitoral de Cuiabá e VG em 2024

Resultado eleitoral de 2022 puxam as tendências das eleições municipais, porém a Justiça será decisiva

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Foto: Assessoria/Divulgação

Dr. Lúdio Cabral, Abílio Júnio, Fábio Garcia, José Roberto Stopa, por Cuiabá, Jayme Campos, Kalil Baracat e Fabinho por Várzea Grande, assim segue o cenário da política, nem bem acabou uma eleição, porque ainda tem o segundo turno para decidir a presidência da República, entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva, as cogitações para disputar os próximos pleitos municipais, já começam tomar conta das principais rodas de conversas.

Foto: Divulgação

Pela segunda eleição consecutiva, Dr. Lúdio Cabral é o deputado estadual mais bem votado em Cuiabá, fato que para muitas pessoas é o credenciamento na disputa municipal, ainda mais, se o candidato Luiz Inácio Lula da Silva retornar ao cargo de Presidente da República.

Foto: Divulgação

Abílio Júnior, uma das surpresas em votação para deputado federal, que devido questões jurídicas corre risco de vencer e não assumir o cargo, depois desta eleição, mostrou corpo eleitoral, sendo apontando também, como um dos nomes para o pleito.

Foto: Luiz Alves

José Roberto Stopa, o homem de confiança do atual prefeito, Emanuel Pinheiro, além de vice é secretário de obras, conhecido como um verdadeiro trator para trabalhar, porém, a densidade de votos obtido pela primeira-dama do município, Marcia Pinheiro na disputa pelo governo do estado, coloca o nome de Stopa em risco na eleição municipal, vai que de última hora, Emanuel muda os planos e opta pela mulher e não o “fiel escudeiro”.

Foto: Vicente Aquino/Secom-CBA

Segundo informações de fontes ligadas aos bastidores da política e de acordo com o “Aracuã do Pantanal”, devido os problemas de investigação pela Justiça, que podem surgir ainda mais, envolvendo o nome de Marcia Pinheiro, o grupo do prefeito já possui a tendência de apoiar José Roberto Stopa.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

No caso de Fábio Garcia, a Prefeitura de Cuiabá, assim como já foi declarado e publicado na imprensa, é um sonho pessoal do deputado federal eleito, mesmo afirmando que não tem pressa, a oportunidade poderá surgir nos próximos dois anos, ainda mais com apoio do governador reeleito, Mauro Mendes, potencializado caso confirme a reeleição do presidente, Jair Bolsonaro.

Foto: Assessoria

Em Várzea Grande, a disputa também ficaria acirrada, já que as cogitações apontam para o “grito de independência” do atual prefeito, Kalil Baracat, que segundo fontes ligadas aos corredores do “Paço Couto Magalhães”, é marcado para acontecer ainda neste ano de 2022. Uma “liberdade” necessária ao político, que deseja seguir seus próprios planos, em busca da reeleição.

Foto: Assessoria/Divulgação

Por outro lado, segundo informações do “Aracuã do Pantanal”, o senador Jayme Campos estaria com planos de retomar o comando da “Cidade Industrial”, e mais uma vez administrar aos seus moldes, mesmo com a idade avança, o senador afirma que ainda tem muita “lenha para queimar”, e muitos ainda apostam que Jayme é imbatível na terra de Couto Magalhães, porém, o risco de uma derreto dentro de “casa”, poderá deixar uma “nódoa de caju” no âmago da sua longa carreira política.  

Foto: SECOM CÂMARA

Já para o deputado estadual eleito, Fabinho, a ascensão do seu nome, com uma votação expressiva no município, além de mostrar força, alimentou as esperanças dos apoiadores, desde os mais afoitos aos técnicos, já que de fato, os números comprovaram que a população deseja mudança, assim, é considerado natural, as cogitações do seu nome para disputar a Prefeitura de Várzea Grande.

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Seguindo na contramão dos discursos políticos, hoje está provado, com os resultados desta eleição de 2022, que um candidato de fato não se faz em ano de eleição, como se dizia antigamente, se não for preparado um nome com antecedência, mesmo que seja no modo discreto, o fracasso é certo, desta forma, para quem tem no mínimo intenção, a hora de colocar o sonho no papel já passando a porta, se deixar para depois, poderá ser tarde demais.

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