VÁRZEA GRANDE

SORRISO-MT

Portando armas de fogo e defensivos agrícolas, homens são presos

Os suspeitos ainda afirmaram aos policiais militares que estariam se preparando para cometer um homicídio durante a madrugada.

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Polícia

Fonte: PM MT

Quatro homens, com idades entre 19 e 26 anos, foram presos pela Polícia Militar por formação de quadrilha e porte ilegal de arma, na madrugada desta terça-feira (17.01), em Sorriso. Com os suspeitos, que confessaram estarem se preparando para cometer um homicídio, a PM apreendeu armas de fogo, munições e galões de defensivos agrícolas.

Por volta de 00h50, a equipe da Força Tática em patrulhamento pelo bairro Jardim Primavera se deparou com dois homens que agiam de forma suspeita e saíram correndo ao visualizarem a viatura policial. De imediato, os policiais começaram a acompanhar os suspeitos e viram que eles jogaram objetos no chão durante a fuga.

Poucos metros depois, a dupla foi abordada pela equipe. Em revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado. Porém, ao serem questionados sobre os objetos jogados durante a fuga, os suspeitos afirmaram que se tratavam de armas de fogo. A PM então encontrou uma pistola e um revólver calibre .38, bem como munições para o armamento.

Durante a abordagem à dupla, um carro Gol azul que estava nas proximidades fugiu em alta velocidade. Devido a atitude suspeita, a equipe da Força Tática solicitou apoio dos policiais militares do 12º BPM, que iniciaram diligências em buscas do veículo.

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A equipe do 12º BPM localizou um veículo no bairro Topázio com as mesmas características repassadas pela Força Tática, com dois ocupantes. Foi iniciado acompanhamento ao veículo, sendo abordado pela PM na sequência.

Em vistoria veicular, os policiais militares encontraram carregadores de pistola e munições. Ao serem perguntados sobre as armas de fogo, um dos suspeitos afirmou ter uma espingarda em sua residência e que teria dispensado um revólver calibre .38 durante a fuga. A PM foi ao local informado e localizou o revólver.

Os suspeitos ainda afirmaram aos policiais militares que estariam se preparando para cometer um homicídio durante a madrugada. Os criminosos também disseram que estavam reunidos em uma residência, onde haveria outros materiais ilícitos.

No imóvel indicado, os policiais militares encontraram a espingarda do suspeito detido no veículo Gol, além de nove galões de defensivos agrícolas ( que os criminosos não indicaram a procedência), e três balanças de precisão.

Diante dos fatos, todos os quatro suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados para a Delegacia de Sorriso para registro do boletim de ocorrência e demais providências. No local, foi identificado que todos os suspeitos tinham passagens policiais por crimes de tráfico de drogas, roubo e homicídio.

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Fonte: PM MT

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Polícia

Polícia Civil faz novas diligências para identificar local onde vítimas do Maranhão foram executadas

Oito pessoas identificadas pela DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte dos quatro rapazes foram presas durante a operação

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Foto: PJC-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá realizou novas diligências a fim de identificar o possível local para onde quatro vítimas, oriundas do Maranhão, foram levadas, torturadas e executadas por ordem de uma facção criminosa.

Equipes da DHPP e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio do Corpo de Bombeiros, foram a uma casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, onde foram realizadas perícias. O imóvel está abandonado e apresenta prováveis vestígios de que pessoas tenham sido executadas no local. Peritos da Politec fizeram aplicação do reagente luminol para detectar se há presença de sangue humano e a DHPP aguardará o resultado do exame.

Foto: Polícia Civil-MT

As diligências dão sequência à Operação Kalypto, deflagrada pela DHPP no dia 24 de janeiro para cumprir 18 ordens judiciais de prisão temporária e de buscas e apreensões contra integrantes de uma facção que sequestraram, mutilaram, assassinaram e depois sumiram com os corpos de quatro rapazes, há quase dois anos.

Oito pessoas identificadas pela investigação da DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte das vítimas foram presas durante a Operação Kaypto.

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Foto: Polícia Civil-MT

Tribunal do crime

As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, desta forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, no dia 02 de maio de 2021.

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações coletadas durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá porque receberam ameaças de morte.

A investigação apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

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Foto: PJC-MT

Ameaças e coação

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho devido à escassez de oportunidades no estado nordestino. Em Cuiabá, conseguiram trabalho com salário e podiam suprir as despesas de alimentação e moradia.

Além de matar as quatro vítimas, nas semanas seguintes os criminosos não hesitaram em determinar o regresso dos familiares de Tiago, Geraldo e Clemilton ao estado de origem. O delegado Caio Fernando faz uma observação sobre a situação causada às famílias: “Esses familiares que aqui também conseguiram emprego e sustento, sem culpa alguma, foram literalmente ‘tocados’ de Cuiabá da noite para o dia, sem que ao menos pudessem organizar seu retorno”.

Em diligências no Maranhão, a equipe da DHPP constatou que os parentes das vítimas se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade econômica e lamentando que foram obrigados a retornar de Cuiabá para não ter o mesmo destino dos familiares mortos.

Fonte: PJC-MT

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