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Polícia Civil desarticula quadrilha que roubava veículos e trocava por drogas em Pontes e Lacerda

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Da Redação

 

Quinze pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa, investigada em crimes de roubos de veículos e tráfico de drogas, na fronteira de Mato Grosso, foram presas durante a primeira e segunda fase da operação “Furto Vitae”, da Polícia Judiciária Civil de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste),

Neste sábado (03), Policiais da Delegacia de Polícia e a Gerência de Operações Especiais (GOE), em continuidade as investigações, cumpriram nove mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva.

Os suspeitos Wederson Aguiares Rodrigues, Edson Rodrigues, Valdeir Morales Marques, e Shirlei da Silva Aguiares, tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos e também foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições e associação criminosa, por terem sido encontrados com duas armas de fogo, munições e drogas.

Durante os meses da investigação, iniciada no final de 2016,  também foram presos: Maxsuel Aguiares Rodrigues, Carlos Elias Martins Carvalho, Rafael dos Santos Coron, Hemerson Lopes Machado, Renato Igor Pereira dos Santos, Bruno Souza Silva, Tiago da Silva Souza, Fernanda Tenório Marques, Leonardo Carmo de Carvalho, Eneias Soares Lins de Souza e Nilson Peo da Silva Junior.  

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Todos os 15 membros estão indiciados em crimes de roubos, receptação, posse de arma de fogo, tráfico e associação ao tráfico de drogas,

Durante a investigação, a Polícia Civil conseguiu identificar que os suspeitos tinham como alvo a subtração de motocicletas, posteriormente, usadas como meio para cometer outros roubos, principalmente, de caminhonetes com destino à Bolívia e lá  trocadas por droga.

A primeira fase na operação aconteceu no dia 22 de maio de 2017, quando dois membros da organização foram presos e também apreendidos drogas, armas de fogo, usadas nos assaltos, além de uma motocicleta.

As investigações continuam para localizar e prender outros possíveis membros do grupo criminoso.

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Polícia Civil faz novas diligências para identificar local onde vítimas do Maranhão foram executadas

Oito pessoas identificadas pela DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte dos quatro rapazes foram presas durante a operação

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Foto: PJC-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá realizou novas diligências a fim de identificar o possível local para onde quatro vítimas, oriundas do Maranhão, foram levadas, torturadas e executadas por ordem de uma facção criminosa.

Equipes da DHPP e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio do Corpo de Bombeiros, foram a uma casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, onde foram realizadas perícias. O imóvel está abandonado e apresenta prováveis vestígios de que pessoas tenham sido executadas no local. Peritos da Politec fizeram aplicação do reagente luminol para detectar se há presença de sangue humano e a DHPP aguardará o resultado do exame.

Foto: Polícia Civil-MT

As diligências dão sequência à Operação Kalypto, deflagrada pela DHPP no dia 24 de janeiro para cumprir 18 ordens judiciais de prisão temporária e de buscas e apreensões contra integrantes de uma facção que sequestraram, mutilaram, assassinaram e depois sumiram com os corpos de quatro rapazes, há quase dois anos.

Oito pessoas identificadas pela investigação da DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte das vítimas foram presas durante a Operação Kaypto.

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Foto: Polícia Civil-MT

Tribunal do crime

As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, desta forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, no dia 02 de maio de 2021.

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações coletadas durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá porque receberam ameaças de morte.

A investigação apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

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Foto: PJC-MT

Ameaças e coação

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho devido à escassez de oportunidades no estado nordestino. Em Cuiabá, conseguiram trabalho com salário e podiam suprir as despesas de alimentação e moradia.

Além de matar as quatro vítimas, nas semanas seguintes os criminosos não hesitaram em determinar o regresso dos familiares de Tiago, Geraldo e Clemilton ao estado de origem. O delegado Caio Fernando faz uma observação sobre a situação causada às famílias: “Esses familiares que aqui também conseguiram emprego e sustento, sem culpa alguma, foram literalmente ‘tocados’ de Cuiabá da noite para o dia, sem que ao menos pudessem organizar seu retorno”.

Em diligências no Maranhão, a equipe da DHPP constatou que os parentes das vítimas se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade econômica e lamentando que foram obrigados a retornar de Cuiabá para não ter o mesmo destino dos familiares mortos.

Fonte: PJC-MT

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