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A PM diz que tiro que atingiu tenente do Bope saiu da arma de colega

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Tenente Carlos Henrique Scheifer foi morto durante ação para prender ladrões de banco, em maio

Da Redação

 

A Polícia Militar revelou que o tiro que atingiu e matou o tenente Carlos Henrique Scheifer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), durante um confronto no mês de maio, na verdade, saiu da arma de um colega policial, que o acompanhava na operação.

A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (6), através de nota da assessoria de imprensa da Polícia Militar.

Scheifer foi atingido com um tiro de fuzil AK-47 no abdômen e imediatamente encaminhado ao hospital de Matupá (695 km da Capital), mas não resistiu e morreu antes de chegar na unidade médica.

Centenas de amigos lamentaram a morte do tenente, que completaria 28 anos em 11 de junho deste ano.

À época as forças de seguranças empregaram uma  caçada aos criminosos, até então suspeitos de matar o policial.

Conforme a nota, após o episódio um investigador foi designado para apurar as circunstâncias da morte do tenente.

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Foi um exame de balística que comprovou a informação revelada na noite de ontem.

“Durante a instrução do inquérito, o oficial encarregado solicitou exame de balística e constatou, lamentavelmente, que o disparo que vitimou o Tenente Scheifer partiu da arma de outro policial militar que o acompanhava”, diz trecho da nota.

A PM ainda ressaltou que já afastou todos os envolvidos na operação realizada naquele dia e que, agora, busca saber de quem era a arma da qual saiu o disparo, para então encaminhar o caso à Justiça.

 

Suspeitos presos

De acordo com a Polícia Militar, o tenente estava em uma missão na cidade para combater assaltantes de banco da modalidade “Novo Cangaço”, que estariam planejando um roubo na região.

Mais de 140 policiais militares foram encaminhados até a cidade para ajudar nas buscas.

Quatro suspeitos já haviam sido presos na manhã do dia 13 de maio, porém, os policiais ainda estavam em busca do restante da quadrilha.

A caça pelo restante do bando só foi encerrada após 15 dias.

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Operação cumpre mandados de buscas em Cuiabá contra advogada

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (03.02), a Operação “Aparício” para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra quatro pessoas investigadas pelo crime de tráfico de influência. Equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) cumprem os mandados em quatro endereços na Capital.

A vítima foi extorquida a pagar valores em dinheiro, além de ter bens subtraídos, a pretexto de que a advogada conseguiria liberar um celular dela, apreendido em uma operação realizada em setembro de 2022 pela Polícia Civil para apurar furtos de cargas de grãos em Mato Grosso. Na ocasião, o esposo da vítima foi preso na Operação Safra 2 e um celular dela  apreendido durante as buscas.

São alvos da operação da GCCO uma advogada, seu irmão que atua como estagiário e mais duas pessoas que os auxiliaram nos crimes. Uma delas era amiga da família e apresentou à vítima, a advogada.

FOTO: PJC-MT

Fatos

Um amigo da família da vítima indicou uma advogada para dar assistência na requisição de reaver o celular apreendido. A vítima aceitou o auxílio jurídico e a advogada na companhia de seu irmão, passaram a exigir R$ 45 mil, a pretexto de influenciar em ato do delegado responsável pela operação, a fim de conseguirem a liberação dos aparelhos celulares apreendidos.

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O grupo composto pelos quatro investigados, inclusive a advogada, levaram a vítima até sua residência, de onde subtraíram suas joias, um videogame modelo Playstation e um cartão de crédito, de onde foi debitado o valor de R$ 10 mil.

O irmão da advogada disse à vítima, por telefone, que já havia um mandado de prisão expedido contra ela. A extorsão continuou no dia seguinte, quando ela foi obrigada a transferir mais valores para completar a quantia de 45 mil reais.

O grupo ainda constrangeu a vítima com ameaças, dizendo que ela poderia ser presa a qualquer momento, e a obrigou, junto com o filho menor de idade, a passar a noite dia 26 de setembro, em um hotel na região da rodoviária, em Cuiabá. Como a vítima não tinha o valor exigido, pediu ajuda a familiares do marido, que conseguiram transferir a ela R$ 35 mil, que foram destinados diretamente à conta da advogada e seu irmão. Porém, a vítima continuou sendo extorquida, sendo levada junto com o filho a uma casa precária, onde permaneceram trancados.

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Na tentativa de sair da casa, a vítima ligou para o amigo da família que a apresentou a advogada, e pediu ajuda, sendo depois levada a um outro hotel de Cuiabá.

Além dos R$ 45 mil exigidos pelos investigados, a vítima foi coagida a transferir seu veículo Toyota Yaris, também apreendido na operação policial, com o pretexto de que o carro era o pagamento dos honorários advocatícios durante o acompanhamento do marido dela, em interrogatório na GCCO.

Foto: PJC-MT

Investigação

O inquérito policial instaurado para apurar o crime de tráfico de influência comprovou que a advogada e seus comparsas estiveram na residência da vítima nas datas relatadas por ela, além da permanência nos hotéis citados por ela. Imagens de câmeras de segurança mostraram os investigados nos locais com a vítima e seu filho.

Outros depoimentos colhidos pela GCCO e documentos reunidos corroboraram as informações passadas pela vítima.

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