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Forças policiais levam segurança para bairro de Rondonópolis

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Da Redação

 

Muito mais que cumprimento de mandados de busca e apreensão, a operação “Jardim das Flores Seguro”, deflagrada no bairro que leva o nome da ação, em Rondonópolis (215 km ao Sul de Cuiabá), objetivou atender outros anseios da comunidade da região. A iniciativa foi deflagrada pelas forças de Segurança Pública, na manhã desta quinta-feira (1º.06).

Foram empregados 56 policiais, integrantes da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Polícia Militar (PM-MT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação resultou em três prisões em flagrante, apreensão de porções de droga e munições.

“Já havia várias informações referentes ao tráfico de drogas. Pedimos para os policiais fazerem o levantamento, em razão das reclamações dos moradores. Cumprimos esses mandados hoje com o apoio da PM e PRF e também fizemos abordagens na entrada e saída do bairro. Tivemos sucesso. Essa aproximação com a sociedade que é o mais importante e o retorno vem com denúncias, devido a confiança que vamos conquistando”, disse o delegado regional, Claudinei Lopes.

Um homem encontrado em uma das residências alvos das ordens judiciais foi preso por estar com mandado de prisão em aberto pelo crime de falsificação de documento público. Outro suspeito foi detido em poder de munições de diversos calibres, incluindo nove milímetros. Depois de interrogado, ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de munição de uso restrito, que é crime inafiançável.

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O terceiro detido estava em posse de uma porção de maconha. Ele foi autuado em termo circunstanciado de ocorrência (TCO) por uso de droga.

Durante a operação, as forças policiais envolvidas efetuaram várias abordagens preventivas a pessoas e veículos, nas vias de acesso de entrada e saída do bairro, com a intenção de identificar suspeitos de crimes, apreender armas e drogas, além de garantir a ordem pública na localidade.

Ainda no bairro Jardim das Flores, as equipes aproveitaram para conversar com os moradores, buscando aproximação da comunidade com a polícia. Os policiais também visitaram a casa de uma senhora, conhecida por todos do entorno por Dona Maria. Ela mora no bairro há 30 anos, e, mesmo diante das dificuldades financeiras, fornece sopa para moradores de rua e pessoas carentes da localidade.

A Escola Municipal Princesa Isabel também recebeu os policiais para um bate-papo com alunos e professores sobre segurança pública.

Participaram da operação integrada “Jardim das Flores Seguro”, 28 policiais civis, entre investigadores, escrivães e delegados de polícia, 22 policiais militares e seis policiais rodoviários federais.

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Polícia Civil faz novas diligências para identificar local onde vítimas do Maranhão foram executadas

Oito pessoas identificadas pela DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte dos quatro rapazes foram presas durante a operação

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Foto: PJC-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá realizou novas diligências a fim de identificar o possível local para onde quatro vítimas, oriundas do Maranhão, foram levadas, torturadas e executadas por ordem de uma facção criminosa.

Equipes da DHPP e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio do Corpo de Bombeiros, foram a uma casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, onde foram realizadas perícias. O imóvel está abandonado e apresenta prováveis vestígios de que pessoas tenham sido executadas no local. Peritos da Politec fizeram aplicação do reagente luminol para detectar se há presença de sangue humano e a DHPP aguardará o resultado do exame.

Foto: Polícia Civil-MT

As diligências dão sequência à Operação Kalypto, deflagrada pela DHPP no dia 24 de janeiro para cumprir 18 ordens judiciais de prisão temporária e de buscas e apreensões contra integrantes de uma facção que sequestraram, mutilaram, assassinaram e depois sumiram com os corpos de quatro rapazes, há quase dois anos.

Oito pessoas identificadas pela investigação da DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte das vítimas foram presas durante a Operação Kaypto.

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Foto: Polícia Civil-MT

Tribunal do crime

As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, desta forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, no dia 02 de maio de 2021.

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações coletadas durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá porque receberam ameaças de morte.

A investigação apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

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Foto: PJC-MT

Ameaças e coação

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho devido à escassez de oportunidades no estado nordestino. Em Cuiabá, conseguiram trabalho com salário e podiam suprir as despesas de alimentação e moradia.

Além de matar as quatro vítimas, nas semanas seguintes os criminosos não hesitaram em determinar o regresso dos familiares de Tiago, Geraldo e Clemilton ao estado de origem. O delegado Caio Fernando faz uma observação sobre a situação causada às famílias: “Esses familiares que aqui também conseguiram emprego e sustento, sem culpa alguma, foram literalmente ‘tocados’ de Cuiabá da noite para o dia, sem que ao menos pudessem organizar seu retorno”.

Em diligências no Maranhão, a equipe da DHPP constatou que os parentes das vítimas se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade econômica e lamentando que foram obrigados a retornar de Cuiabá para não ter o mesmo destino dos familiares mortos.

Fonte: PJC-MT

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