VÁRZEA GRANDE

Crimes contra a natureza em 2022

Batalhão Ambiental aplica R$ 317 milhões em multas de crimes contra a natureza em 2022

O Batalhão Ambiental também realiza o resgate e soltura de animais silvestres em Cuiabá, Várzea Grande, e municípios que pertencem aos biomas do Pantanal e Cerrado

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Polícia

Fonte: PM MT

O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) aplicou em 2022 mais de R$ 317,7 milhões em multas de crimes contra a natureza em Mato Grosso. O trabalho do BPMPA também resultou na apreensão de mais de cinco toneladas de pescado e no resgate de 1.048 animais silvestres.

O Batalhão Ambiental tem sede na cidade de Várzea Grande e atua diretamente no policiamento e fiscalização ambiental, em proteção à fauna, flora e aos recursos hídricos e ambientais. Em 2022, foram deflagradas 72 operações em todo o estado, com o objetivo de fiscalizar e identificar áreas de degradação ambiental, sendo registrados 920 autos de infração e inspeção, e 701 termos de apreensão, embargo e interdição. Além desses, foram apreendidos 6.371,37m³ de madeiras, 88 tratores e 51 motosserras.

As ações foram integradas com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e outras unidades especializadas da PMMT, como o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e Força Tática.

O comandante do Batalhão Ambiental, tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, ressalta que as fiscalizações das áreas de desmatamento ocorrem por meio de pontos de alerta enviados por satélites, e que o principal alvo das operações foram os garimpos ilegais em todo o estado.

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“Desenvolvemos ações de cunho preventivo e repressivo, respeitando a agenda ambiental, atuando intensamente no combate ao desmatamento nos três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal). Fizemos frente e fechamos empreendimentos potencialmente poluidores, sem licenças ambientais ou que estavam em discordância com o parecer técnico dessas licenças, sendo o foco principal em garimpos irregulares no território mato-grossense”, afirma o tenente-coronel Fagner.

No patrulhamento fluvial, os policiais militares do Batalhão Ambiental realizaram fiscalizações de rotina pelos rios da bacia do Paraguai, com objetivo de conter a pesca predatória, principalmente na época de defeso da Pìracema, período que dura até o dia 02 de fevereiro deste ano. Em 2022, o BPMPA realizou a apreensão de 5,8 toneladas de pescado, sendo um total de 1.048 unidades de diversas espécies apreendidas.

O Batalhão Ambiental também realiza o resgate e soltura de animais silvestres em Cuiabá, Várzea Grande, e municípios que pertencem aos biomas do Pantanal e Cerrado. Neste ano, 1.048 animais foram resgatados, por meio de denúncias feitas pela população. Deste número, 274 animais foram devolvidos para a natureza.

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Trabalho ostensivo

Além disso, os policiais do BPMPA registraram 1.410 boletins de ocorrência, resultando na prisão de 113 pessoas, sendo 38 em flagrante. No policiamento ostensivo, no ano de 2022, foram apreendidas 55 armas de fogo e 535 munições intactas de diversos calibres. Os policiais militares também realizaram apreensões de porções de entorpecentes e localização de veículos.

Fonte: PM MT

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Polícia

Polícia Civil faz novas diligências para identificar local onde vítimas do Maranhão foram executadas

Oito pessoas identificadas pela DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte dos quatro rapazes foram presas durante a operação

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Foto: PJC-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá realizou novas diligências a fim de identificar o possível local para onde quatro vítimas, oriundas do Maranhão, foram levadas, torturadas e executadas por ordem de uma facção criminosa.

Equipes da DHPP e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio do Corpo de Bombeiros, foram a uma casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, onde foram realizadas perícias. O imóvel está abandonado e apresenta prováveis vestígios de que pessoas tenham sido executadas no local. Peritos da Politec fizeram aplicação do reagente luminol para detectar se há presença de sangue humano e a DHPP aguardará o resultado do exame.

Foto: Polícia Civil-MT

As diligências dão sequência à Operação Kalypto, deflagrada pela DHPP no dia 24 de janeiro para cumprir 18 ordens judiciais de prisão temporária e de buscas e apreensões contra integrantes de uma facção que sequestraram, mutilaram, assassinaram e depois sumiram com os corpos de quatro rapazes, há quase dois anos.

Oito pessoas identificadas pela investigação da DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte das vítimas foram presas durante a Operação Kaypto.

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Foto: Polícia Civil-MT

Tribunal do crime

As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, desta forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, no dia 02 de maio de 2021.

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações coletadas durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá porque receberam ameaças de morte.

A investigação apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

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Foto: PJC-MT

Ameaças e coação

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho devido à escassez de oportunidades no estado nordestino. Em Cuiabá, conseguiram trabalho com salário e podiam suprir as despesas de alimentação e moradia.

Além de matar as quatro vítimas, nas semanas seguintes os criminosos não hesitaram em determinar o regresso dos familiares de Tiago, Geraldo e Clemilton ao estado de origem. O delegado Caio Fernando faz uma observação sobre a situação causada às famílias: “Esses familiares que aqui também conseguiram emprego e sustento, sem culpa alguma, foram literalmente ‘tocados’ de Cuiabá da noite para o dia, sem que ao menos pudessem organizar seu retorno”.

Em diligências no Maranhão, a equipe da DHPP constatou que os parentes das vítimas se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade econômica e lamentando que foram obrigados a retornar de Cuiabá para não ter o mesmo destino dos familiares mortos.

Fonte: PJC-MT

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