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Canarana

Após buscas coordenadas pela Civil, homem é localizado em mata

O delegado regional em exercício, Matheus Soares Augusto, solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros para prosseguir nas buscas

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Fonte: PJC MT

Um morador que estava desaparecido no município de Canarana, no Leste do Estado, foi encontrado em uma região de mata, na manhã deste domingo (15.010, após dois dias de buscas.

As buscas, coordenadas pela Delegacia de Canarana, começaram na sexta-feira (13), após a Polícia Civil ser informada de que um veículo estava abandonado às margens da BR-158 e o proprietário teria desaparecido.

Inicialmente, foi realizada incursão na mata pela equipe da Polícia Civil, um trabalho difícil, pois o período é de chuvas e a vegetação da área muito densa. No primeiro dia as buscas prosseguiram até a noite.

O delegado regional em exercício, Matheus Soares Augusto, solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros para prosseguir nas buscas. Uma equipe de Barra do Garças iniciou na manhã de sábado (14) as buscas na mata, com uso de cão farejador.

A equipe da delegacia de Canarana também sobrevoou a região do desaparecimento, com um drone e uma equipe de indígenas da Aldeia Pequi auxiliou nas buscas, por conhecerem a região.

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Adelar Luis Tibola, de 50 anos, foi localizado na manhã deste domingo pelo gerente de uma fazenda. Ele estava desorientado e com sinais de hipotermia e foi imediatamente encaminhado ao hospital municipal.

Uma equipe da Polícia Civil esteve na unidade de saúde, no entanto, ele ainda apresenta confusão mental e segue medicado.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil faz novas diligências para identificar local onde vítimas do Maranhão foram executadas

Oito pessoas identificadas pela DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte dos quatro rapazes foram presas durante a operação

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Foto: PJC-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá realizou novas diligências a fim de identificar o possível local para onde quatro vítimas, oriundas do Maranhão, foram levadas, torturadas e executadas por ordem de uma facção criminosa.

Equipes da DHPP e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio do Corpo de Bombeiros, foram a uma casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, onde foram realizadas perícias. O imóvel está abandonado e apresenta prováveis vestígios de que pessoas tenham sido executadas no local. Peritos da Politec fizeram aplicação do reagente luminol para detectar se há presença de sangue humano e a DHPP aguardará o resultado do exame.

Foto: Polícia Civil-MT

As diligências dão sequência à Operação Kalypto, deflagrada pela DHPP no dia 24 de janeiro para cumprir 18 ordens judiciais de prisão temporária e de buscas e apreensões contra integrantes de uma facção que sequestraram, mutilaram, assassinaram e depois sumiram com os corpos de quatro rapazes, há quase dois anos.

Oito pessoas identificadas pela investigação da DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte das vítimas foram presas durante a Operação Kaypto.

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Foto: Polícia Civil-MT

Tribunal do crime

As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, desta forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, no dia 02 de maio de 2021.

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações coletadas durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá porque receberam ameaças de morte.

A investigação apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

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Foto: PJC-MT

Ameaças e coação

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho devido à escassez de oportunidades no estado nordestino. Em Cuiabá, conseguiram trabalho com salário e podiam suprir as despesas de alimentação e moradia.

Além de matar as quatro vítimas, nas semanas seguintes os criminosos não hesitaram em determinar o regresso dos familiares de Tiago, Geraldo e Clemilton ao estado de origem. O delegado Caio Fernando faz uma observação sobre a situação causada às famílias: “Esses familiares que aqui também conseguiram emprego e sustento, sem culpa alguma, foram literalmente ‘tocados’ de Cuiabá da noite para o dia, sem que ao menos pudessem organizar seu retorno”.

Em diligências no Maranhão, a equipe da DHPP constatou que os parentes das vítimas se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade econômica e lamentando que foram obrigados a retornar de Cuiabá para não ter o mesmo destino dos familiares mortos.

Fonte: PJC-MT

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