VÁRZEA GRANDE

BATALHÃO ROTAM

Novo comandante da Rotam assegura dinâmica de ações implacáveis contra o crime

O novo comandante da Rotam André ocupava a função de diretor-adjunto de ensino e coordenador das Escolas Militares Tiradentes

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Polícia

Foto: PMMT

O tenente-coronel André Wilian Dorileo, de 41 anos, assumiu o comando do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) em solenidade realizada ontem (22.09), na sede da unidade, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. 

O Batalhão Rotam era comandado pelo então tenente-coronel Paulo César da Silva, que assumiu a unidade especializada da Polícia Militar em outubro de 2019. Neste mês de setembro, o militar foi promovido ao posto de coronel, deixando a coordenação da unidade para o major Michael Kazuo Furuta, que passou o comando da unidade para o tenente-coronel Dorileo.  

A unidade da PM tem mais de 142 policiais e neste ano completou 20 anos de fundação. Nos últimos três anos, a Rotam recebeu cerca de R$ 1 milhão em investimentos do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa, valor destacado pelo comandante-geral da Polícia Militar, Jonildo José de Assis. “Quero agradecer ao governo estadual pelos investimentos que estão e serão feitos na nossa força policial, à nossa instituição militar no Mato Grosso. O Batalhão da Rotam é um batalhão de excelência, eficaz na produtividade operacional e que nos enche os olhos”, ressaltou o comandante-geral da PM. 

Em sua despedida, o coronel Paulo César da Silva falou das melhorias na infraestrutura e destacou a produtividade da unidade, que apreendeu 190 armas de fogo e mais de uma tonelada de drogas sob o seu comando. “Hoje deixo o comando com o sentimento de dever cumprido. Só tenho a agradecer a todos. Conseguimos várias melhorias para a Rotam, de armamentos à infraestrutura, tudo isso somado a uma produtividade incrível. Nossas ações geraram um prejuízo de mais de R$ 15 milhões de reais ao crime organizado”, contou o coronel. 

A Rotam será comandado pelo tenente-coronel André Wilian Dorileo, que ocupava a função de diretor adjunto de ensino e coordenador das Escolas Militares Tiradentes. Promovido à tenente-coronel em 2014, Dorileo exaltou o trabalho realizado pela Rotam. “Para mim, é uma dádiva receber o comando da Rotam. Nesses últimos dez anos tivemos grandes avanços estruturais e um alto índice de produtividade. Vamos dar continuidade ao trabalho e implementar novos projetos”. 

A solenidade da troca de comando da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) reuniu autoridades civis e militares e foi presidida pelo comandante-geral da Polícia Militar, Jonildo José de Assis, junto do coronel José Nildo Silva de Oliveira. 

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Polícia Civil indicia 25 criminosos por vários crimes na região metropolitana

Nas duas fases da operação, o objetivo do trabalho da DERFVA foi atuar na descapitalização e desmantelamento da organização criminosa.

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Foto: PJC/MT

Investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), que culminaram em duas fases da Operação Imperial, identificaram em 30 procedimentos instaurados na unidade a autoria de diversos crimes que envolvem, especialmente, roubos e adulterações de veículos praticados na região metropolitana de Cuiabá, além de estelionatos conexos aos roubos. 

Nas duas fases da operação, o objetivo do trabalho da DERFVA foi atuar na descapitalização e desmantelamento da organização criminosa. Para chegar aos autores e na responsabilização criminal de cada integrante, a delegacia reuniu uma farta documentação durante a investigação e também nas fases da Operação Imperial, quando foram cumpridas 84 ordens judiciais decretadas pela 7a Vara de Cuiabá, entre mandados de prisões, buscas e apreensões e medidas cautelares diversas contra a organização criminosa, além do sequestro de valores de contas bancárias e investimentos dos investigados. 

“Isso tudo estruturado em uma organização, com divisões de funções para cada integrante, cujo único objetivo era obter lucro com as ações criminosas”, apontou o delegado Gustavo Garcia, titular da DERFVA. A investigação identificou que o grupo criminoso foi estruturado para atuar em três frentes diferentes. Uma era responsável por executar os roubos e providenciar a estrutura para que os roubos fossem efetivados, como locação de residências, emprego de veículos locados e roubados para apoiar outras ações criminosas. Outra frente criminosa era responsável pela adulteração dos veículos roubados, que depois eram colocados à venda em sites de comércio eletrônico, e estelionatos praticados pela organização. A terceira frente executava a lavagem de dinheiro. 

Investigados e apreensões 

Ao longo das investigações que vem desde 2018, o trabalho das equipes da unidade especializada conseguiu apurar o envolvimento de 25 integrantes do grupo em diversos crimes, entre eles em 22 roubos, cinco estelionatos, três usos de documentos falsos, três crimes de falsidade ideológica e ainda lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Parte dos integrantes, 13 criminosos, foi presa durante as fases da Operação Imperial, e três deles estão foragidos. Três mulheres envolvidas com o grupo criminoso estão em cumprimento de medida cautelar de monitoramento eletrônico. Durante as fases da Operação Imperial foram apreendidos 36 veículos, sendo 30 carros, cinco motocicletas e uma motoaquática (jet ski). Vinte e seis aparelhos eletrônicos, entre celulares, notebooks e Ipad, e sete armas de fogo foram recolhidos durante cumprimento de mandados judiciais. 

Além dos crimes diretamente ligados ao roubo de veículos, os criminosos agiam ainda no tráfico de drogas na modalidade escambo  (troca de veículos, objetos de roubo/furto por entorpecentes) e receptação. 

O resultado das operações de crimes de roubos e furtos de veículos se reflete também nos índices criminais. A região metropolitana da Capital registrou neste ano queda nas ocorrências, sendo 63% nos roubos e 31% nos furtos de veículos em Cuiabá. Em Várzea Grande, os índices de roubo diminuíram 39% e os de furto 25%, respectivamente.

Além da desarticulação do grupo criminoso, a investigação atuou na apreensão de veículos e valores movimentados pela organização criminosa, atingindo o esquema financeiro do grupo, que foi o foco da primeira fase da operação. 

“Buscamos realizar uma investigação para identificar terceiros ligados à organização criminosa, que tinham a função de ocultar bens e valores dos roubos, estelionatos e crimes conexos. Desta forma, damos uma resposta à sociedade, reduzindo a sensação de insegurança e promovendo uma repressão qualificada, que colabora na redução dos índices criminais”, pontuou o delegado.

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