VÁRZEA GRANDE

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Suporte do início ao fim

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A cura do câncer é ainda uma incógnita para a medicina e, felizmente, cada vez mais nos deparamos com pessoas próximas que se curaram ou ainda, por meio das redes sociais, com histórias emocionantes de paciente que finalizam o tratamento, saem do hospital e retornam para casa depois de um longo período de internações, enfim curadas. Campanhas como, a do Outubro Rosa e Novembro Azul, respectivamente, voltadas ao combate do câncer de mama e próstata, sendo as mais frequentes no Brasil, ajudam a conscientizar, prevenir e identificar a doença precocemente e assim aumentar as chances de cura.

Recentemente a BBC publicou um artigo que falava sobre uma “arma secreta” no combate a tumores cancerígenos: a melatonina, que é conhecida como o “hormônio do sono” e possui propriedades antioxidantes. Experimentos mostraram que ela pode retardar a progressão do câncer em diferentes estágios do ciclo tumoral. No entanto, ainda será necessário ensaios clínicos, pesquisas e regulações para que a prática clínica possa ser viabilizada.

Enquanto isso, as práticas integrativas e complementares oferecem comprovadamente um “escudo” para ajudar e fortalecer o paciente nessa trajetória do tratamento de câncer. O potencial terapêutico da aromaterapia pode contribuir no alívio de efeitos colaterais da radioterapia e quimioterapia, amenizar sintomas dos medicamentos e ainda trabalhar o emocional.

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Os principais óleos essenciais indicados para quem está em tratamento oncológico são o cúrcuma (também conhecido como açafrão ou turmeric), copaíba e o olíbano. Todos eles têm em comum propriedades anticancerígenas, antitumorais, antioxidantes e/ou anti-inflamatórias, além de ativos únicos de cada planta que proporcionam à saúde outros benefícios seja para a pele, alívio do estresse e dor. A cúrcuma é geralmente indicada como chá, contudo a potência dos ativos do óleo essencial é maior e apenas uma gota é o suficiente para ingerir, seja com água ou suco, sem falar na praticidade, uma vez que a diluição do pó é mais difícil. Para aliviar o estresse, três gotas para inalar ou difundir.

O óleo essencial de copaíba além de atuar na degeneração das células, alivia dores e fortalece o sistema imunológico. O olíbano além de retardar e inibir o crescimento das células cancerígenas, trata a inflamação e dor causada pela radiação da terapia e ainda exerce influência sobre o sistema nervoso, atuando sobre as emoções, para gerar relaxamento e equilibrar o humor.

Na aromaterapia, também há propriedades que podem substituir o uso da melatonina, no auxílio do sono de forma ainda mais natural, com o uso do óleo essencial de lavanda ou vetiver, que é conhecido como o óleo da tranquilidade e melhora a qualidade do sono e trata a ansiedade. Como muitos médicos indicam sorrir para aumentar a produção da serotonina, o hormônio da felicidade, também há os cítricos, que são os óleos emocionais e atuam no alívio do estresse e no bem-estar.

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As possibilidades são variadas ao aliar a aromaterapia, ou outras práticas integrativas e complementares, como a cromoterapia, e ainda profissionais como psicólogos. O uso dos óleos pode dar suporte e complementar esse tratamento do início ao fim, dando uma qualidade de vida melhor para o paciente. Não significa que o uso leve a cura, mas contribuir para que esse paciente consiga passar pelo tratamento de uma forma mais leve e sem tanto sofrimento é esse o objetivo.

Sonia Mazetto é Gestora de Potencial Humano, Terapeuta Integrativa, Fonoaudióloga e Palestrante

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Cuidados com a audição e a voz durante a Copa

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Não é somente o coração que sofre durante os jogos da Seleção Brasileira. Os ouvidos e a voz também!

Mesmo na euforia deste período, é preciso alguns cuidados com a audição devido ao intenso volume dos jogos de artifícios, cornetas e gritos que fazem parte das vibrações.

A poluição sonora decorrente de fogos de artifício e cornetas pode alcançar de 150 a 175 decibéis, sendo que o limite seguro de exposição aos sons recomendado por especialistas é de 85dB.Quando a quantidade recomendada ultrapassa esse limite, há risco de perda auditiva e, em alguns casos, a situação torna irreversível.

A exposição a esse tipo de poluição sonora pode ocasionar consequências severas na qualidade de vida da população, afetando a saúde do indivíduo e suas relações sociais. Os sintomas são diversos, como sensação de pressão nos ouvidos, zumbido, dificuldade para ouvir, tontura, irritabilidade, sensação de ouvido tapado, e estalos nos ouvidos.

Caso um ou mais sintomas permaneçam, mesmo após o término da festa, a pessoa deve procurar um médico otorrinolaringologista para realizar uma avaliação. Vale ressaltar que se o indivíduo já tem predisposição a desenvolver uma perda auditiva ou se, no dia a dia, está exposto ao ruído intenso de forma consistente, ele terá maior probabilidade de desenvolver uma perda auditiva e, portanto, deve ser ainda mais cauteloso.

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Gritar é uma das atitudes mais agressivas para a laringe, pois, nesse momento, ocorre ataque brusco entre as cordas vocais. Isso pode causar um inchaço, irritação na mucosa das cordas vocais. O grito deve ser sempre evitado.

O tom da nossa voz em uma conversa normal varia entre 60 e 70 decibéis. Cada vez que aumentamos 3 decibéis no nosso tom de voz, já fazemos um esforço enorme nas cordas vocais. As consequências desse esforço dependem da intensidade, desde rouquidão até sangramento das cordas vocais.

Se a voz não apresentar melhora depois de três dias, é importante procurar um médico otorrinolaringologista especialista em voz. Seguem algumas dicas para recuperar a voz:

– Beba bastante água: a água vai cair na corrente sanguínea e chegar nas cordas vocais 30 minutos depois;

– Faça repouso vocal por dois ou três dias: poupar a voz, ficar sem falar, é fundamental para recuperar a voz;

-Não pigarreie: ficar pigarreando força as pregas vocais e piora o quadro;

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-Não fale sussurrando: sussurrar provoca mais tensão na região e piora o quadro;

E se engana quem pensa que gengibre, mel, própolis, bala de menta podem curar rouquidão. Eles têm efeito anestésico na região próxima à corda vocal, mas não ajudam a recuperar a voz. 

Outro mito é tomar conhaque. Ele aumenta o fluxo sanguíneo na região, melhora na hora, mas o efeito rebote é pior. Já a água morna com sal serve para limpar secreções da garganta. Ela não age diretamente na voz, mas se você estiver com inflamação na região, pode ajudar indiretamente.

Passe essas dicas adiante. Vamos comemorar sem agredir nossa saúde!

Vanessa Moraes é fonoaudióloga e audiologista na Sonicon, em Cuiabá (MT)

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