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ARTIGO

A neve queima: o risco que quase ninguém leva a sério

Cíntia Procópio é dermatologista, especialista em rejuvenescimento com naturalidade.

Publicado em

Opinião

Foto: Assessoria Cíntia Procópio
Foto: Assessoria Cíntia Procópio

A pele não entende paisagem. Para ela, sol forte é sol forte, esteja você de frente para o mar ou cercado por montanhas cobertas de neve. Como dermatologista, vejo muitos pacientes associarem risco apenas ao verão e à praia, mas a verdade é que tanto o calor intenso quanto o frio extremo, especialmente em ambientes de alta reflexão de luz, podem desencadear problemas sérios como melasma e queimaduras na pele.

O melasma, em especial, é uma condição silenciosa e traiçoeira. Ele surge a partir de estímulos que ativam excessivamente os melanócitos, as células responsáveis pela produção de pigmento. Radiação solar, luz visível, calor e até inflamações leves na pele podem ser gatilhos. Na praia, a exposição direta ao sol, somada ao reflexo da água e da areia, cria um ambiente perfeito para o surgimento ou agravamento das manchas. Já na neve, o risco costuma ser subestimado. A superfície branca reflete até 80% da radiação ultravioleta, e o frio intenso leva muitas pessoas a relaxarem no uso do protetor solar, o que favorece tanto queimaduras quanto o aparecimento de manchas persistentes.

As queimaduras solares não escolhem estação. Elas são uma resposta inflamatória da pele à radiação excessiva e podem ocorrer mesmo em dias nublados ou frios. Bolhas e descamação, além de vermelhidão, ardor e sensibilidade, são sinais de alerta. Para além do desconforto imediato, cada queimadura deixa uma memória na pele, aumentando o risco de envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele ao longo da vida.

A prevenção começa antes da viagem, e isso faz toda a diferença. Preparar a pele significa reforçar a barreira cutânea, manter uma rotina consistente de hidratação e usar antioxidantes tópicos, como a vitamina C, que ajudam a neutralizar os danos causados pela radiação. O protetor solar deve ser escolhido com critério, preferencialmente com alto fator de proteção, amplo espectro e reaplicado corretamente, mesmo no frio ou em atividades ao ar livre na neve. Chapéus, óculos escuros, roupas com proteção UV e evitar os horários de radiação mais intensa continuam sendo aliados indispensáveis, independentemente do destino.

Quando, apesar de todos os cuidados, a queimadura acontece, o primeiro passo é interromper imediatamente a exposição. Compressas frias, produtos calmantes com ativos como pantenol, aloe vera ou água termal ajudam a aliviar o desconforto e reduzir a inflamação. Também é fundamental aumentar a hidratação, tanto oral quanto da pele, já que a água participa diretamente dos processos de reparação cutânea. Em casos mais intensos, a avaliação médica é indispensável para evitar complicações e orientar o tratamento adequado. Já diante do surgimento ou piora do melasma, insistir em soluções caseiras costuma agravar o quadro. O ideal é buscar orientação especializada para controlar a inflamação, proteger a pele e tratar as manchas de forma segura e progressiva.

Cuidar da pele é um exercício de constância e respeito aos limites do corpo. A paisagem pode mudar, mas a responsabilidade com a saúde da pele permanece a mesma. Seja sob o sol escaldante da praia ou o brilho intenso da neve, proteger-se é um gesto de autocuidado que reflete não só na aparência, mas na saúde e no bem-estar ao longo dos anos.

Cíntia Procópio é dermatologista, especialista em rejuvenescimento com naturalidade.
CRM: 5156 / RQE 2711

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Que Mato Grosso continue no rumo certo

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Foto: Mayke Toscano

Depois de anos intensos, de decisões difíceis e de muito trabalho, chegou o momento de encerrar esse ciclo de sete anos e três meses como governador de Mato Grosso. E saio desse posto com o coração cheio de gratidão a Deus, ao povo e a todos que nos ajudaram nessa missão.

Quando assumi, em 2019, o cenário era desafiador: um Estado quebrado, com uma dívida bilionária, salários atrasados, fornecedores sem receber há meses e uma população que já não acreditava mais no governo.

Não olhamos para trás e fizemos uma escolha: enfrentar os problemas. Com a ajuda da Assembleia Legislativa, dos Poderes, dos servidores públicos e do povo, tomamos medidas necessárias para colocar as contas em ordem, cortar desperdícios, enfrentar privilégios e reconstruir a credibilidade do Governo.

No começo, muitos não entenderam. Fui calorosamente vaiado. E não havia como julgar essas vaias, porque vinham de quem estava cansado de ouvir promessas não cumpridas e de sofrer as consequências de duas gestões desastrosas que me antecederam.

Consertamos o Estado. Nos tornamos nota A+ no Tesouro Nacional e a unidade da federação que mais devolve, proporcionalmente, os impostos ao cidadão, com recordes de investimentos em todas as áreas.

Fizemos o maior pacote de obras de infraestrutura da história. Até o final do ano, teremos entregado mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo. É mais do que tudo o que foi feito nos últimos 270 anos em Mato Grosso. Sem contar os milhares de quilômetros de asfalto urbano que viabilizamos em parceria com as prefeituras, levando conforto para a porta da casa das pessoas.

Na Saúde, dobramos o número de grandes hospitais. Além de reabrir e modernizar a Santa Casa, entregamos o Hospital Central (o melhor hospital público do país) e o Hospital Estadual do Alto Tapajós. Também seguimos com a construção do Hospital Júlio Müller e mais três hospitais regionais, com previsão de conclusão ainda este ano.

Na Educação, saímos da 22ª para a 8ª posição no país. Hoje, o filho do trabalhador tem uniforme, material completo e até a possibilidade de intercâmbio para a Inglaterra. Mais de 150 escolas foram entregues, sendo novas ou completamente modernizadas. Muitas, inclusive, com piscina.

Por meio do programa SER Família, liderado voluntariamente pela minha esposa, a primeira-dama Virginia Mendes, fizemos um dos maiores investimentos do país na área social e conseguimos alcançar a ousada meta de ajudar 40 mil famílias a comprar a própria casa, com parceria do Governo Federal e prefeituras.

Nossas forças de Segurança se tornaram as mais bem equipadas do país, com tolerância zero aos bandidos. Convocamos mais de 3.700 novos agentes e reduzimos os principais índices de criminalidade. E nenhuma invasão de terra em Mato Grosso prosperou nesse período.

Mato Grosso virou o jogo em todas as áreas. Saiu da Série C para a Série A dos estados brasileiros: o estado com menor desemprego, com o maior PIB, com uma das menores desigualdades de renda, com a maior redução de impostos e que conduz a maior obra rodoviária do país, a BR-163.

Nosso estado virou exemplo. Passou a ser bem avaliado em todo o país e até no exterior. Conseguimos, juntos, retomar o orgulho de viver em Mato Grosso, esse estado que é um verdadeiro exemplo de Brasil que dá certo. E nada disso foi feito sozinho.

Foi construído com servidores públicos dedicados, com parceiros, com prefeitos, deputados, os Poderes, os setores produtivos, empresários e, principalmente, com cada trabalhador e cidadão mato-grossense que passou a ver seus impostos retornarem em obras e ações.

A vocês, minha eterna gratidão.

Hoje deixo o Governo com a tranquilidade de quem fez o que precisava ser feito. E, mais importante, com a segurança de que Mato Grosso continuará no rumo certo.

O Estado passa a ser conduzido pelo vice-governador Otaviano Pivetta, um homem que esteve ao meu lado em todas as decisões importantes dessa gestão nos últimos sete anos.

Além da experiência como vice, Pivetta foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Tenho absoluta confiança de que ele dará continuidade a esse trabalho com seriedade, equilíbrio e responsabilidade.

Porque o mais difícil já foi feito: colocar Mato Grosso no rumo certo. E é exatamente por isso que este momento também exige atenção, já que, neste ano, tomaremos muitas decisões importantes nas urnas.

O povo mato-grossense já viu esse filme e sabe o que acontece quando escolhemos maus gestores. Mato Grosso não pode voltar à época da corrupção e da incompetência, que perdurou por oito longos anos antes de 2019.

Precisamos escolher representantes que tenham compromisso com resultados, com trabalho sério e com responsabilidade. Gente que respeite o dinheiro público. Gente que tenha coragem de fazer o que precisa ser feito. Porque foi assim que Mato Grosso conseguiu se tornar um estado muito melhor para se viver.

Agora sigo em uma nova missão, voltada à construção de uma futura candidatura ao Senado. Com a mesma vontade, energia e garra de lutar por Mato Grosso. Porque antes de entrar na política, eu criticava os políticos. Até o dia em que resolvi arregaçar as mangas e fazer diferente, tanto como prefeito de Cuiabá quanto como governador.

Da mesma forma, há anos venho denunciando as leis frouxas e atrasadas do nosso país, que incentivam a impunidade e a ineficiência. Chegou a hora de fazer mais do que cobrar. Por isso, vou me colocar à disposição para contribuir com a construção de leis mais eficientes e alinhadas à realidade de Mato Grosso e do Brasil.

Muito obrigado por tudo, meus amigos de Mato Grosso.

Mauro Mendes

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