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Presidente da Coreia do Sul está disposto a visitar Pyongyang

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Moon Jae-in, do Partido Democrático, foi eleito na terça-feira para substituir a conservadora Park Geun-hye, contrária ao diálogo com o país de Kim Jong-un

 

Da Redação

 

Moon Jae-in tomou posse como presidente da Coreia do Sul nesta quarta-feira e levantou a possibilidade de visitar a vizinha Coreia do Norte “sob as condições certas”, para discutir o programa nuclear do regime. Representante da esquerda sul-coreana, Moon deixou clara mais uma vez sua posição aberta ao diálogo com Pyongyang, apesar de dizer que manterá sanções.

“Irei trabalhar para solucionar a crise nacional de segurança com urgência”, disse Moon, após cerimônia na Assembleia Nacional. “Estou disposto a ir a qualquer lugar pela paz na Península Coreana. Se necessário, voarei imediatamente para Washington, irei a Pequim e Tóquio e, sob as condições certas, a Pyongyang também”, declarou.

A postura mais moderada de Moon pode gerar atritos com Washington, que nos últimos tempos alterna ameaças de ação militar com possibilidades de conversas pacíficas com o regime norte-coreano. Eleito na terça-feira com 41% dos votos, o líder do Partido Democrático declarou ainda que irá “negociar sinceramente” com os Estados Unidos e a China sobre a ativação de um sistema antimísseis no território sul-coreano, o THAAD. Pequim teme que o sistema seja utilizado para espiar suas operações militares e se opõe à instalação.

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Em sua primeira coletiva de imprensa como presidente, o advogado de direitos humanos também indicou Lee Nak-yon como primeiro-ministro – que precisa ser confirmado pelo Congresso – e Suh Hoon como chefe do Serviço de Inteligência Nacional. A ideia de Moon é substituir rapidamente autoridades herdadas da ex-presidente conservadora Park Geun-hye, destituída do cargo por um impeachment confirmado em março, após o estouro de um grande escândalo de corrupção.

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo e Reuters

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Kiev e aliados rejeitam resultados de referendos na Ucrânia

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Ucrânia, Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE) denunciaram hoje (28) os resultados “falsos” e “ilegais” dos referendos realizados nos últimos dias pelas forças pró-russas nas regiões de Kherson, Zaporizhia, Lugansk e Donetsk. Ainda que amplamente desacreditados pela comunidade internacional, os votos abrem caminho à anexação de mais território ucraniano por parte da Rússia e poderão representar uma escalada no conflito entre Kiev e Moscou.

Os referendos realizados nas quatro regiões devem antecipar a integração desses territórios à Federação Russa. A comunidade internacional não reconhece a legitimidade dos plebiscitos, já que foram agendados com poucos dias de antecedência, na sequência da recuperação de várias localidades por parte do Exército ucraniano desde o início de setembro.

Além disso, há também acusações de vigilância apertada e coerção por parte de soldados russos, fortemente armados nos locais onde foi possível recolher votos. Os críticos lembram o grande êxodo de população nessas regiões, que têm sido o palco central dos combates e da invasão russa ao longo dos últimos meses.

Nos resultados apresentados pelas administrações locais pró-russas, 98,2% da população da autoproclamada República de Lugansk votaram a favor da integração do território à Rússia. Em Donetsk, foram 99,23% os que apoiam a anexação e em Zaporizhia, 93,1 por cento manifestaram apoio aos pró-russos. Em Kherson, de acordo com as administrações pró-russas, a votação foi de 87,05 por cento a favor da anexação.

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Em comunicado divulgado hoje, o Ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros (MNE) denuncia os referendos como “mais um crime” cometido pelos russos, que terá credibilidade e reconhecimento nulos.

“Forçar a população nesses territórios a preencher alguns papéis sob o cano de uma arma é mais um crime russo no contexto da agressão contra a Ucrânia”, diz o MNE ucraniano, considerando que os referendos “violam gravemente a Constituição e as leis da Ucrânia, bem como as normas do direito internacional”.

O voto “não tem nada a ver com a expressão da vontade” do povo e não terá implicações “no sistema administrativo-territorial“ da Ucrânia ou nas “fronteiras internacionalmente reconhecidas”. Os referendos são considerados “nulos e sem valor”.

“As regiões de Lugansk, Donetsk, Zaporizhia e Kherson, assim como a Crimeia ucraniana, continuam a ser territórios soberanos. A Ucrânia tem todo o direito a restaurar sua integridade territorial por meios militares e diplomáticos, e continuará a libertar os territórios temporariamente ocupados”, diz ainda o Ministério ucraniano dos Negócios Estrangeiros.

Kiev conclui o comunicado afirmando que não irá ceder a “nenhum ultimato” russo e pede “à União Europeia, à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e ao G7 que aumentem imediata e significativamente a pressão sobre a Rússia”, com mais sanções e maior ajuda militar à Ucrânia.

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Resultados 

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, denunciou os referendos “ilegais” de anexação, com resultados “manipulados”.

“Esta é mais uma violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia, no contexto de violações sistemáticas dos direitos humanos. Saudamos a coragem dos ucranianos que continuam a opor-se e a resistir à invasão russa”, afirmou.

Também o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que os resultados dos referendos são “fictícios” e que a União Europeia não os reconhece. Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, denunciou os “simulacros de referendos” que representam “nova escalada da guerra de Putin”.

Os Estados Unidos falam em “referendos falsos”. A embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, confirmou que vai apresentar resolução no Conselho de Segurança em que irá apelar aos seus membros – a Rússia incluída – para que não reconheçam a integração desses territórios à Federação Russa.

Fonte: EBC Internacional

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