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Papa demite liderança mundial de organização filantrópica católica

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O papa Francisco demitiu nesta terça-feira (22) a liderança completa do braço filantrópico da Igreja Católica Romana, após acusações de bullying e humilhação de funcionários, e indicou um comissário para dirigir a organização.

A medida surpreendente envolveu executivos da Caritas Internationalis (CI), uma confederação sediada no Vaticano de 162 organizações católicas de auxílio e serviços sociais que trabalha em mais de 200 países.

As demissões no nível executivo da CI, que tem mais de um milhão de funcionários e voluntários por todo o mundo, foram anunciadas em um decreto papal publicado pelo gabinete de Imprensa do Vaticano.

Uma nota separada do departamento de Desenvolvimento do Vaticano, que supervisiona a CI, disse que uma revisão do ambiente profissional neste ano feita por administradores externos e especialistas em psicologia concluiu que havia mal-estar e práticas de gerenciamento ruim na sede da entidade.

Funcionários antigos e atuais disseram à Reuters que casos de abuso verbal, favorecimento e má administração em recursos humanos levaram alguns membros da equipe a deixarem o trabalho. A CI tem sede em um prédio de propriedade do Vaticano em Roma.

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“Nenhuma evidência surgiu sobre má gestão financeira ou impropriedade sexual, mas outros temas importantes e áreas de atenção urgente emergiram do trabalho do comitê”, afirmou a nota do gabinete de desenvolvimento.

“Deficiências reais foram apontadas em administração e procedimentos, prejudicando gravemente o trabalho de equipe e moral da equipe”, diz o comunicado.

Fonte: EBC Internacional

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Divergências comerciais marcam 61ª Cúpula do Mercosul

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Terminou nesta terça-feira (6), em Montevidéu, no Uruguai, a 61ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Em fim de mandato, o presidente Jair Bolsonaro decidiu não comparecer ao encontro e foi representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, além do ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Ao fim do evento, a Argentina assumiu a presidência pro-tempore do bloco para o próximo semestre. 

Esta edição da cúpula foi marcada por divergências comerciais envolvendo os integrantes do bloco, especialmente após a manifestação, por parte do governo uruguaio, sobre o desejo de assinar tratados de livre comércio fora do Mercosul. O país vizinho negocia, inclusive, uma adesão ao Tratado Transpacífico (TPP), que é uma área de livre-comércio que envolve 11 países da Ásia, Oceania e Américas. O movimento de Montevidéu chegou a ser alvo de críticas dos demais sócios que, em comunicado emitido na semana passada, prometeram “adotar eventuais medidas para defender seus interesses no âmbito jurídico e comercial”.

No discurso na abertura da 61ª Cúpula, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, defendeu o direito dos países do bloco assinarem acordos comerciais que possam ser mais favoráveis.  

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“Nós queremos estar abertos ao mundo. Lógico que, se vamos em bloco, vamos melhor. É isso que nós queremos, mas não estamos dispostos a ficar quietos, sem fazer nada. Não podemos falar de ruptura, mas de resolver tensões”, disse o uruguaio.   

Em resposta, o presidente argentino, Alberto Fernández, disse que uma ação unilateral viola normas internas do Mercosul. “Você diz que não quer ruptura, mas numa sociedade quando alguém não segue as regras, está rompendo com as normas. Se as regras precisam ser mudadas, vamos discutir, mas enquanto isso não aconteça, devemos respeitá-las”, afirmou.

Hamilton Mourão destacou a necessidade de construção de consensos e a preservação das trocas comerciais dentro do bloco. Ele chegou a destacar a atuação do governo brasileiro para ampliar acordos comerciais de forma conjunta. 

O presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, ressaltou as assimetrias existentes entre os países do bloco, que são muito desproporcionais em termos geográficos e tamanho de economia, e reforçou a adoção de estratégias comuns.

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O Mercosul é considerada a maior iniciativa de integração regional da América Latina, respondendo por dois terços do território, população e Produto Interno Bruto (PIB) da região. As trocas entre os países do bloco somaram US$ 40,6 bilhões, em 2021. Já o intercâmbio comercial do Mercosul com os demais países, em 2021, foi de US$ 598 bilhões. 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Internacional

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