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Brasil quer reforçar papel na CPLP, diz chanceler em visita a Portugal

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O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, disse que o Brasil quer reforçar o seu papel na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), assegurando que o pagamento de contribuições em atraso à organização será prioritário, em um período de dois anos.

França, que termina hoje (2) sua primeira visita oficial, de três dias, a Portugal, encontrou-se nessa quinta-feira com o secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Telles. Eles conversaram sobre a possibilidade de maior intercâmbio da organização com a Fundação brasileira Alexandre Gusmão, para promover a língua portuguesa e os valores da comunidade. Também falaram sobre o esforço do Brasil para efetuar, tão rápido quanto possível, o pagamento de cotas em atraso.

Em entrevista em Lisboa, o ministro destacou a importância dos valores da organização lusófona, “partindo da ampla base geográfica que tem a CPLP, agora reforçada pela quantidade de observadores [associados]”.

A Fundação Alexandre de Gusmão, uma entidade de direito privado, diretamente vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, deverá desenvolver atividades em conjunto com a CPLP e contará com financiamentos da Caixa Económica Federal, acrescentou o ministro. “Vamos fazer convénios com entidades privadas, e na parte cultural, teremos o apoio da Caixa, que é um banco público”.

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O ministro disse esperar que o Brasil consiga “por meio de eventos, seminários, debates públicos, publicações de obras, aumentar sua participação na CPLP.  “Por meio da revitalização da Fundação, poderemos atrair parceiros privados e ter presença econômica e financeira maior, com aportes privados em programas conjuntos que possam ser desenvolvidos no Brasil, em Portugal ou em outro país da CPLP”, afirmou.

“Pensamos que é preciso dar um pouco mais de transparência às atividades da CPLP, na divulgação das suas atividades, e penso fazer isso durante a minha gestão”, acrescentou.

Sobre o pagamento de cotas em atraso, o chanceler disse que “o Brasil é um dos que mais aporte financeiro” garante à CPLP, mas justificou os atrasos com a realidade orçamentária, que “tem impedido estar em dia com as contribuições”.

“O meu desejo é que possa envidar esforços no Ministério da Economia para que a gente regularize essas pendências, não só com a CPLP. Há pendências noutros organismos internacionais, que o governo Bolsonaro herdou de governos anteriores”, lembrou o ministro.

Segundo dados oficiais de março de 2020, o Brasil devia 1.536.907,36 euros por duas contribuições anuais em atraso de 768.453,68 cada, uma referente a 2019 e outra em relação àquele ano.

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Uma Cúpula  de Chefes de Estado e de Governo será realizada em Luanda, Angola, nos próximos dias 16 e 17 de julho, por ocasião dos 25 anos da organização. O Brasil será representado no encontro pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

Durante a cúpula, Angola assumirá oficialmente a presidência da CPLP, sucedendo Cabo Verde, que teve o mandato prolongado por mais um ano devido à pandemia de covid-19.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Edição: Graça Adjuto

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Bento XVI admite erro em depoimento sobre casos de abusos na Alemanha

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O ex-papa Bento XVI reconheceu, nesta segunda-feira (24), que estava presente à reunião, em 1980, sobre caso de abuso sexual quando era arcebispo de Munique. Ele disse que, equivocadamente, contou a investigadores alemães que não havia comparecido.

Relatório publicado na semana passada sobre abusos na arquidiocese entre 1945 e 2019 diz que o então cardeal Joseph Ratzinger não agiu contra clérigos em quatro casos de acusações de abuso, quando era arcebispo entre 1977 e 1982.

Em entrevista coletiva quinta-feira (20) em Munique, advogados que investigaram o abuso questionaram afirmação de Bento, em comunicado de 82 páginas, de que não se lembrava de ter comparecido à reunião em 1980 para discutir o caso de padre acusado de abuso. Eles disseram que a afirmação contradiz documentos que têm em mãos.

Em nota hoje, o secretário pessoal do ex-papa, o arcebispo George Ganswein, afirmou que Bento compareceu à reunião, mas que a omissão foi “resultado de descuido na edição do comunicado” e não foi feita “de má fé”.

“Ele [o ex-papa] sente muito por esse erro e pede para ser desculpado”, disse Ganswein.

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O secretário afirmou ainda que Bento pretende explicar como o erro aconteceu após examinar o relatório, de quase 2 mil páginas, enviado eletronicamente na última quinta-feira.

O ex-papa, que está com 94 anos e tem enfrentado problemas de saúde, continua vivendo no Vaticano após renunciar ao cargo em 2013.

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