Decisão judicial
Justiça determina suspensão de pedágio e exige reparos em rodovia de MT
Cobrança na MT-130 deve ser interrompida em até 24 horas; concessionária terá prazo para recuperar a via.
Judiciário
A Justiça de Mato Grosso determinou a suspensão da cobrança de pedágio na MT-130, no trecho entre Primavera do Leste e Paranatinga, no prazo de até 24 horas. A decisão também obriga a concessionária Rota dos Grãos a realizar reparos imediatos na pista e apresentar, em até 15 dias, um cronograma de recuperação.
A medida foi assinada pelo juiz Alexandre Delicato Pampado, da 3ª Vara Cível de Primavera do Leste, no âmbito de uma ação civil pública. Na decisão, o magistrado aponta indícios de problemas estruturais na rodovia, como buracos, ondulações e desníveis, destacando que não é razoável manter a cobrança diante das condições da via.
O juiz também determinou que a tarifa só poderá ser retomada mediante autorização judicial, após a apresentação de laudo técnico que comprove a plena trafegabilidade do trecho.
A ação foi proposta no contexto de articulações lideradas por Leonardo Bortolin, que destacou a insatisfação de motoristas com a situação da rodovia e a cobrança considerada incompatível com o serviço prestado.
Na decisão, foi fixada multa diária em caso de descumprimento, equivalente a 10 vezes a média da arrecadação dos últimos seis meses. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso se manifestou favorável à medida.
Uma audiência de conciliação está marcada para o dia 23 de julho de 2026, às 16h30.
Judiciário
Influenciadora reage após operação por jogos ilegais
Alvo de operação contra jogos de azar online, influenciadora questiona legalidade das plataformas e nega irregularidades, enquanto Polícia Civil aponta esquema familiar com indícios de lavagem de dinheiro.
Alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada nesta quinta-feira (23), por divulgação de jogos ilegais como o “Tigrinho”, uma influenciadora digital questionou a legalidade e a aprovação das plataformas utilizadas.
“Eu não coloco uma arma na cabeça de ninguém, tá? De ninguém”, afirmou em gravação publicada horas após a ação policial.
No vídeo, a investigada comparou os jogos de azar com modalidades como Mega-Sena e Lotofácil, argumentando que existem práticas semelhantes autorizadas no país. “Não tem nada além das plataformas que eu divulgava, que, inclusive, eu não consigo entender por que foram aprovadas. As bets foram aprovadas. Existem as lotéricas, a Mega-Sena, os joguinhos do governo. Aí pode, mas quando é a gente não pode. Mas estou aqui de cabeça erguida”, declarou.
No Brasil, apenas as apostas de quota fixa, conhecidas como “bets”, são regulamentadas. Já os sorteios oficiais passam por processos rigorosos de auditoria e controle, enquanto jogos de azar, nos quais o resultado depende exclusivamente da sorte, são proibidos, assim como sua divulgação.
A influenciadora também afirmou ter responsabilidade sobre o conteúdo divulgado, mas defendeu a atividade. “Eu não coloco uma arma na cabeça de ninguém, tá? De ninguém. Tenho grande responsabilidade com as plataformas que divulgo aqui”, disse. Em outro trecho, acrescentou: “Os jogos podem fazer mal porque tem gente que vicia, sim, mas também fazem um bem absurdo pra muitas pessoas.”
Ela ainda declarou estar “tranquila” em relação à investigação, alegando que sempre recolheu impostos sobre os ganhos e que acusações de lavagem de dinheiro seriam falsas.
Segundo a Polícia Civil, a influenciadora integra um esquema criminoso formado por membros de uma mesma família, investigado por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.
As investigações apontam que os envolvidos utilizavam redes sociais para promover os jogos, atraindo participantes com promessas de ganhos elevados. Um dos suspeitos seria responsável pela articulação financeira e pela ocultação dos valores ilícitos.
O padrão de vida elevado dos investigados, considerado incompatível com a renda formal declarada, também é alvo de apuração.
As ordens judiciais incluem mandados de busca e apreensão, suspensão de atividades econômicas, bloqueio de contas em redes sociais, sequestro de imóveis e veículos, além do bloqueio de valores que somam até R$ 10 milhões.
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