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Mato Grosso possui um dos melhores sistemas de bibliotecas públicas do país

Coordenadoria do SEBP está sediada no Palácio de Instrução, patrimônio histórico de Cuiabá

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Foto: Divulgação Secom-MT

O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso (SEBP-MT) está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro-Oeste do Brasil, segundo o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). A bibliotecária Waldineia Ribeiro de Almeida, na função de coordenadora do sistema, ligada à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), recebeu a homenagem no final de 2022, em Brasília (DF).

“Somos o único setor que trabalha gestão pública para bibliotecas no Estado. Coordenamos 167 bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça é o nosso laboratório, onde todos os testes são feitos para serem disseminados para o interior”, afirma a bibliotecária.

A instituição, que possui importância literária e social dentro do Estado, está sediada no Palácio de Instrução, um prédio histórico e imponente, construído entre os anos de 1911 e 1914, e incialmente arquitetado para abrigar a sede da Escola Normal e a Escola Modelo, funcionando mais tarde também a Escola Liceu Cuiabano.

Foto: Divulgação Secom-MT

Localizado no quadrilátero do Largo da Matriz, região significativa no período colonial e próximo ao quartel da Força Nacional, o prédio que abriga a Biblioteca Estevão de Mendonça surgiu quando a arquitetura cuiabana sofreu grande influência dos italianos. “No final do século XIX trouxeram uma nova maneira de construir para Cuiabá. A estética mudou e as obras passaram a incluir ornamentos ecléticos e plantas neoclássicas”, explica o arquiteto da Secel, Robinson Araújo.

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A coordenadora do SEBP, Waldineia, também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital cuiabana, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local.

“Em datas comemorativas, como aniversário da cidade e do Estado, chegamos a receber 1.000 pessoas por dia para visitas orientadas e direcionadas. Já diariamente cerca de 100 pessoas passam por aqui. A nossa sala de acervo geral tem catalogado mais de 30 mil exemplares de livros, e a sala Mato Grosso é a mais procurada. Nela temos todas as referências de literatura mato-grossense”, destaca.

Foto: Divulgação Secom-MT

Espaço social

Sensível às questões sociais, ela defende o papel social que a biblioteca deve desempenhar na vida do ser humano. “O livro acalenta, dá força, muda sua personalidade e seu conceito. A leitura é necessária, é um alimento para a alma. Eu sou a prova viva do que esse espaço fez na minha vida e é por isso que luto para que as pessoas entendam que este é um local de transformação social, onde não existe ninguém que não saiba nada ou ninguém que não possa ensinar alguma coisa”, pondera.

Com o objetivo de proporcionar capacitação para as equipes, regulamentar o espaço para trabalhar dentro das legislações estaduais e federais, realizar vistorias, fomentar recursos e distribuição de livros gratuitos, através de contrapartidas que vêm de incentivos do Governo, ela ainda ressalta a importância do Estado na dimensão de políticas públicas para o segmento da biblioteca.

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“Sem o apoio e/ou entendimento do Governo não estaríamos ocupando posições tão relevantes a nível nacional e internacional. O programa Revita Bibliotecas, por exemplo, é um trabalho que realizamos in loco, no qual, além de ambientes, revitalizamos o conceito de biblioteca dentro de cada município. Já foram 32 bibliotecas reativadas e 63 reabertas”.

Para a gestora, a grande defasagem no setor ainda é a falta de pessoas habilitadas. “Percorri o Estado entre 2016 e 2020 e tenho um diagnóstico preciso: não nos faltam recursos, falta ambiente atrativo, chamar a população para dentro das bibliotecas. Quando abri o leque do que eles poderiam fazer, falaram que não faziam porque não sabiam se podiam”, lamenta.

De acordo com ela, existem diversas outras atividades para aproximar a biblioteca da população, entre elas a colônia de férias, oficina de pipas e bonecos, e laboratórios de informática que estão pulverizando para o estado inteiro.

“Recebemos pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais, pessoas em situação de rua, crianças e idosos. Hoje as nossas bibliotecas fecham somente no período do Natal e Ano Novo. Nosso objetivo é direcionar pessoas, transformar vidas e criar cidadãos críticos e pensantes. Queremos ser a ponte para um mundo melhor. A biblioteca não tem idade, ela está aqui para quem queira”.

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Políticas fiscais e capacidade de produção geram crescimento

Empregos formais na indústria de etanol de milho aumentaram 12,5% de 2021 para 2022

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Foto por: Christiano Antonucci - Secom MT

A desburocratização do acesso às políticas de incentivos fiscais do Governo de Mato Grosso e a alta capacidade de produção têm resultado no  crescimento e destaque nacional da produção do biocombustível no Estado, destaca o secretário da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Alberto Miranda Lima.

O Estado é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional, conforme a União Nacional de Etanol de Milho (Unem).

“A expectativa do setor para os próximos anos é ampliar para 19 o número de indústrias de etanol no Estado. Atualmente temos 11 usinas. A capacidade de produção de milho em Mato Grosso mais que dobrou em uma década, por causa da produção em duas safras no mesmo ano e da alta tecnologia empregada. Com isso, juntamos a facilidade e a eficiência das políticas de incentivo fiscais com a segurança jurídica, e estamos impulsionando esse setor o a investir no Estado”, explica César Miranda.

Segundo o secretário, com a implantação dessas novas usinas, Mato Grosso elevará ainda mais a produção de etanol de milho, gerando novos emprego e movimentando a economia.

“Um exemplo disso é a região norte do Estado, que é interligada pela principal via de escoamento de grãos. Hoje o Norte é responsável por 70% da produção de milho. Das 11 usinas de etanol que temos no Estado, sete estão instaladas nessa região”, conta.

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Liderando o ranking nacional de produção de grãos e do etanol de milho, Mato Grosso tem registrado expansão industrial com a implantação de novas usinas, gerando crescimento de novos postos de trabalho.

Dados do Cadastro de Empregos e Desempregados (Caged) apontam aumento de 12,5% de empregos formais em 2022 no setor, se comparado com o mesmo período em 2021. Em 2021 o Estado contava com oito mil trabalhadores formais nas indústrias de etanol de milho. Já em 2022 esse número subiu para mais de nove mil empregos.

Atualmente, o etanol de milho é uma das fontes de energia de menor impacto ambiental – o biocombustível apresenta uma diminuição significativa na emissão de gases de efeito estufa de mais de 70% comparado a gasolina. O Governo de Mato Grosso projeta ainda mais o crescimento do setor em prol de alcançar a meta sustentável do país na resposta global à ameaça das mudanças climáticas.

Ao todo, no Brasil, são 18 usinas de etanol de milho em operação, segundo a Unem. Dessas, 11 estão instaladas nos munícipios mato-grossenses de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Nova Mutum, Poconé, Nova Marilândia, São José do Rio Claro, Jaciara, Campos de Júlio. Dessas indústrias. Três dessas unidades já em fase de ampliação nas cidades de Sorriso (duas usinas) e Campos de Júlio.

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Além dessas, no país, outras 9 usinas também estão em processo de construção. Seis dessas unidades estão sendo instaladas em solo mato-grossense, nos municípios de Sorriso, Ipiranga do Norte, Campo Novo do Parecis, Primavera do Leste, Tabaporã e Vera.

Indicadores do “Observatório do Desenvolvimento” da Sedec revelam que, apesar da alternativa de biocombustível sustentável ainda ser considerada novidade, o Estado vem alcançando índices de produção do etanol de milho relevantes diante do cenário nacional.

Na safra 2021/22, o Mato Grosso foi responsável por mais de 85 % da produção do país, alcançando mais de 3 bilhões de litros, superando a produção de etanol derivada da cana-de-açúcar apenas três anos após a implantação da primeira usina exclusivamente de milho no Estado. A estimativa é que o setor atinja cerca de 8 bilhões de litros de biocombustível até 2028.

Além de Mato Grosso, apenas os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo possuem usinas do biocombustível.

FONTE: SECOM MT

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