GCCO prende quadrilha em Mato Grosso que faturou R$ 5 milhões

Da Redação

 

A Polícia Civil calcula que a quadrilha investigada na Operação Panóptico, deflagrada nesta quinta-feira (28), tenha faturado cerca de R$ 5 milhões com a atividade criminosa.

O dinheiro do crime, segundo os investigadores, era “investido” em veículos importados, lanchas, viagens e festas. Tudo era ostentado abertamente nas redes sociais, conforme os investigadores.

Embora houvesse cinco mandados de prisão decretados, treze pessoas foram presas na quinta – parte delas em flagrante -, com a apreensão de 20 quilos de drogas, dinheiro, munições, armas de fogo, medicamentos, dois veículos, celulares, explosivos e outros.

A investigação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), apoiadas pelos núcleos de inteligências das delegacias do interior do Estado e a Diretoria de Inteligência.

A operação tinha o objetivo de coletar dados sobre uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios, na prática crimes como tráfico de drogas, crimes patrimoniais, homicídios e explosão de caixas eletrônicos. 

Os mandados são oriundos de informações colhidas pelos núcleos de inteligência, instalados nas Regionais da Polícia Civil no interior do Estado, e repassadas a Diretoria de Inteligência em Cuiabá.

Para a região metropolitana foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 5 ordens de prisão contra três assaltantes de bancos.

As demais buscas foram decretadas para o interior. Somente em Água Boa, foram 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos por policiais da GCCO, GOE (Grupo de Operações Especiais) e Polícia Militar local.

Em Cuiabá, no Residencial Alice Novack, os policiais apreenderam 14 tabletes de maconha e um de pasta-base de cocaína, culminando na prisão de dois homens e uma mulher por tráfico de drogas.

O local foi um dos pontos com buscas determinadas pela Justiça.

Em outros lugares foram apreendidos munições, duas armas de fogo, medicamentos genéricos, pé de maconha, dinheiro, entre outros itens.

Ainda na Capital, R.A.S.P. foi preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva por roubo a banco.

Ele era alvo da operação “Luxus”, desencadeada no dia 4 de maio, quando 17 membros de uma organização criminosa tiveram mandados de prisão decretados por roubos a bancos. Na ocasião, o assaltante fugiu pelos fundos da casa, no Bairro Jardim Mossoró, só de cueca e o celular nas mãos.

Com mandado de prisão preventiva em aberto, E.P.O. teve a ordem de prisão cumprida dentro da Penitenciária Central do Estado. Ele tem envolvimento no roubo do Banco do Brasil, em abril de 2016, e de uma cooperativa de Crédito.

Em Rondonópolis, foram cumpridos seis mandados de buscas resultando na prisão de 4 pessoas e apreensão de 1 menor, por crimes de tráfico de drogas, posse de artefatos  explosivos, violação de direitos autorais, devido a apreensão de CD e DVD e bonés, e crime ambiental, pela apreensão de uma paca abatida em comércio da cidade.

Também houve apreensão de anotações e adesivos relacionados a uma facção criminosa, celulares e outros produtos.

Em um dos pontos também foram apreendidos R$ 2.450 com indícios de falsificação nas notas de 100 e 50 e confirmada serem falsas as cédulas de 10 e 5. Uma pessoa foi presa e autuada na Polícia Federal por moeda falsa.

O termo “Panóptico”, que dá nome à operação, significa construção, cuja estrutura faz com que se consiga observar a totalidade da sua superfície interior a partir de um único ponto. O termo foi utilizado pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Benthan em 1785, para designar um modelo de penitenciária ideal.