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Fluminense explora falhas do Santos e vence por 3 a 2 no Maracanã

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O vice-campeão carioca foi mais eficiente e mereceu a vitória, aproveitando as falhas santistas no sistema de marcação

Da Redação

 

O Fluminense voltou a ser atração no Maracanã, nesta manhã de domingo, quando venceu o Santos por 3 a 2, pela rodada de abertura do Campeonato Brasileiro. Apesar do calor devido o horário matutino, o jogo foi muito movimentado e repleto de emoções. O vice-campeão carioca foi mais eficiente e mereceu a vitória, aproveitando as falhas santistas no sistema de marcação.

O Fluminense planejou a pressão inicial para tentar sair na frente. Deu certo, porque abriu o placar logo aos três minutos. O artífice do gol foi o lateral-esquerdo Léo que deu uma arrancada de 45 minutos, dando inclusive uma meia-lua sobre Victor Ferraz antes de levantar a cabeça e cruzar. Henrique Dourado esticou a perna, se antecipou à marcação e com o bico da chuteira desviou a bola para as redes.

A esperada reação do Santos demorou muito a acontecer. Mesmo porque o time carioca era soberano no meio-campo, forte na marcação com o trio formado por Orujuela, Wendel e Sornoza. Além disso, contava ainda com apagadas atuações dos principais meias santistas: Lucas Lima e Vitor Bueno.

Com tantos erros nos passes, o Santos chegou poucas vezes em condições de finalizar. Foram apenas cinco chances, mas uma apenas em direção ao gol. Foi o lance do empate. Bruno Henrique ajeitou a bola pelo lado esquerdo e levantou na marca do pênalti. Victor Ferraz, como fator surpresa, vindo de trás, desviou de cabeça no canto esquerdo de Diego Cavalieri.

O jogo continuou movimentado. Aos 43 minutos, dentro da área, Henrique acertou uma virada de esquerda e acertou a trave direita de Vanderlei. Mas o segundo gol saiu num pênalti muito contestado.

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Numa dividida, o pé de Jean Mota tocou no pé de Henrique Dourado que caiu no gramado. O árbitro Wagner Reway interpretou como pênalti, aos 46 minutos. Na cobrança, o mesmo Dourado deslocou Vanderlei, que caiu no lado direito e viu a bola entrar no esquerdo, aos 48.

Segundo tempo

O segundo tempo começou em alta velocidade. O Santos tentou a pressão e assustou num chute de Bruno Henrique, aos 7 minutos. Mas a defesa do Fluminense estava bem encaixada e na frente conseguiu ampliar. Richarlison acreditou numa bola quase perdida pelo lado esquerdo e recuou para Wendel. Ele esperou o tempo certo para fazer o passe a Sornozo, que bateu colocado no canto esquerdo de Vanderlei: 3 a 1 aos 12 minutos.

O time paulista não desistia e aos 15 minutos não diminuiu por azar. Após cruzamento da esquerda, Ricardo Oliveira cabeceou no travessão. A volta caiu na cabeça de Bruno Henrique que, de novo, acertou o travessão. A defesa, depois do sufoco, aliviou. Em seguida, Dorival Júnior tentou dar força ofensiva com as entradas de Hernández e Kayke nos lugares, respectivamente, de Vitor Bueno e Ricardo Oliveira.

Mas o Fluminense continuou com pontadas agudas no ataque. Léo tabelou e chutou em cima de Vanderlei, aos 19 minutos, e depois, aos 22, Sornoza quase ampliou. O Santos sentiu o desgaste e o técnico Abel Braga até fez duas trocas. Tirou Richarlison para a entrada do volante Pierre, para reforçar a marcação e depois, aos 40, Gustavo Scarpa entrou na vaga de Sornoza. Ele não atuava há 45 dias, devido a uma lesão no tornozelo direito.

Os santistas não desistiram. Lucas Lima lançou Bruno Henrique pela esquerda e ele chutou em cima de Cavalieri, que rebateu. A bola, porém, ficou nos pés de Hernández que chutou de primeira e diminuiu aos 41 minutos. Por conta deste gol, os últimos minutos foram de tensão até o final.

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Próximos jogos

A maratona de jogos não terminou para o Fluminense. Na quarta-feira enfrenta o Grêmio, às 21h45, em Porto Alegre, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. No domingo, pela segunda rodada do Brasileiro, vai pegar o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte, às 16 horas.

A situação do Santos é bem mais complicada porque na quinta-feira vai enfrentar o The Strongest, em altitude superior a 3.000 metros, na Bolívia, pela Copa Libertadores. A viagem acontece na segunda-feira. No próximo sábado receberá, na Vila Belmiro, o Coritiba, pela segunda rodada do Brasileirão, às 16 horas.

Ficha técnica

FLUMINENSE – Diego Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza (Gustavo Scarpa); Richarlison (Pierre), Henrique Dourado e Wellington Silva (Marcos Júnior). Técnico: Abel Braga.

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Jean Mota (Léo Citadini); Renato, Thiago Maia, Lucas Lima e Vitor Bueno (Hernández); Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke). Técnico: Dorival Júnior.

GOLS – Henrique Dourado, aos 3 e aos 48 (pênalti), e Victor Ferraz, aos 38 minutos do primeiro tempo. Sornoza, aos 12, e Hernández, aos 41 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Léo (Fluminense); Bruno Henrique, Ricardo Oliveira, Lucas Veríssimo, Lucas Lima e Victor Ferraz (Santos).

ÁRBITRO – Wagner Reway (MT).

RENDA – R$ 305.610,00.

PÚBLICO – 9.880 pagantes (11.835 total).

LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Palmeiras vence o Galo no Mineirão e aumenta vantagem na liderança do Brasileirão

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O Palmeiras segue ainda mais líder ao ter superado o Atlético-MG, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, na noite desta quarta-feira (28.09), com gol marcado pelo zagueiro Murilo, aos 7 minutos da etapa final. Agora com 60 pontos na tabela e garantido na liderança matematicamente pelo menos até a 31ª etapa do certame, o Verdão garantiu a sua centésima ocupando a primeira posição do Nacional desde que começou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos, em 2003.

As 100 rodadas de lideranças palmeirenses já colocam o Alviverde no top 3 dos times que por mais vezes estiveram à frente do torneio, atrás só do Cruzeiro (109) e do Corinthians (131). Além das 22 rodadas que liderou em 2022 até aqui (já considerando a 30ª de forma garantida), o Palmeiras também foi dono deste posto no Brasileirão de 2004 (cinco vezes), em 2008 (duas vezes), em 2009 (17 vezes), em 2016 (29 vezes), 2018 (12 vezes), 2019 (oito vezes) e em 2021 (cinco vezes).

De quebra, este foi o 16° jogo invicto do time de forma consecutiva atuando como visitante no Brasileirão, isso já considerando as duas últimas partidas fora de casa da edição anterior (uma vitória e um empate) e agora mais 14 referentes a 2022 e, com isso, o Palmeiras de Abel Ferreira – nesta noite comandado por João Martins devido à suspensão de Abel – igualou a sua própria melhor série historicamente neste quesito., que havia registrada entre 05 de agosto de 2018 e 13 de julho de 2019, sob o comando do então treinador Luiz Felipe Scolari.

Além disso, essas 14 partidas partidas sem perder fora de casa só na atual edição (são 16 no total contando as duas últimas rodadas de 2021) fazem do Verdão o melhor visitante do certame, pois, nos 14 duelos, conquistou 30 dos 42 pontos possíveis, com oito vitórias (Juventude, Santos, Coritiba, São Paulo, América-MG, Ceará, Corinthians e Atlético-MG) e seis empates (Goiás, Flamengo, Avaí, Fortaleza, Fluminense e Bragantino). E o Alviverde ostenta a marca de ser, até aqui, o único time que não perdeu fora de casa no Brasileirão de 2022.

Essas 16 partidas que o Palmeiras registra (tanto entre 2018 e 2019 quanto atualmente) já representam a quarta maior série invicta de um time como visitante no Brasileirão, atrás só do Botafogo-RJ (4°, 22 jogos invictos fora de casa no Brasileiro entre 1976 e 1979); Vasco (3°, 25 jogos invictos como visitante pelo Nacional entre 1976 e 1978); e do São Paulo (recordista no quesito, com 28 jogos seguidos sem perder fora de casa entre 1974 e 1976). Será que o Verdão da atualidade consegue desbancar o rival tricolor nessa lista?

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Vale enfatizar ainda que, historicamente, o Palmeiras é dono de grandes invencibilidades no Brasileirão. Além de repetir os 16 jogos seguidos sem perder fora de casa, também já acumulou 31 jogos sem reveses entre 2018 e 2019 (é a 5ª maior série invicta de um time dentro de casa na história do Brasileiro; o líder é o Flamengo, com 53).

E levando em conta as maiores invencibilidades gerais do Nacional, independentemente do mando de campo, o Maior Campeão do Brasil aparece duas vezes no Top 5, ocupando a terceira e a quarta colocação, quando, respectivamente, acumulou 33 e 26 jogos invictos de 2018 a 2019 e entre 1972 e 1973. À frente do Verdão nessa lista, estão apenas o Santa Cruz (35 jogos invictos entre 1977 e 1978) e o Botafogo-RJ (42 jogos seguidos sem perder pelo Nacional entre 1977 e 1978).

Já quando o tema muda para série de vitórias, o Palmeiras é o número um tanto quanto mandante – 18 jogos, de 2018 a 2019, seguido do Atlético-MG, 17, de 2021 a 2022 -, como quanto visitante, pois o Alviverde de 1993 e 1994 acumulou 10 vitórias seguidas no torneio; depois, aparecem outros seis clubes com seis vitórias seguidas: o Corinthians (1973), o Botafogo (1976), o Flamengo (1978), o Vasco (1978), o Internacional (1978) e o Atlético-MG (1986). E em vitórias seguidas gerais na competição, independentemente do mando de campo, o Palmeiras emplacou oito seguidas em 1993 e, nesse ranking, só fica atrás de três clubes: Cruzeiro (nove vitórias de 2003 a 2004), Internacional (nove vitórias de 2020 a 2021) e Santos (dez vitórias de 1963 a 1964.

E as estatísticas positivas do Maior Campeão do Brasil no torneio Nacional não acabam por aí.  Voltando a focar apenas na edição atual, o time, além de melhor visitante, é também o melhor mandante, o dono do segundo melhor ataque geral da competição (45, apenas um a menos do que o Fluminense); e o detentor da defesa mais sólida (vazado apenas 19 vezes, seguido do Internacional, que sofreu 26 gols).

E se não bastasse, é o time que tem a melhor série invicta deste Brasileirão independentemente do mando de campo: foram 13 jogos seguidos com o de hoje – ou seja, é o dono da maior sequência atual. Número este de jogos invictos que já foi alcançado nesse campeonato uma vez antes entre a 2ª e a 14ª rodada por um único clube: o próprio Palmeiras. Ou seja: hoje o Alviverde repetiu a melhor marca invicta do Brasileirão 2022 que pertencia a si próprio.

Este foi o jogo de número 91 entre Palmeiras e Atlético-MG. No geral, o Maior Campeão do Brasil tem uma ampla vantagem diante do Galo: são, já com a desta noite, 40 vitórias palestrinos contra 29 do clube mineiro, além de 22 empates (com 120 gols marcados pelo Alviverde contra 101 que sofreu do adversário da vez). Apenas pelo Brasileirão, a vantagem também é palestrina: no 65ª embate entre as equipes pelo torneio, agora são 28 vitórias do Palmeiras contra 23 vitórias do Galo, e outros 13 empates (80 gols marcados pelo Verdão contra 74 vezes que foi vazado).

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Com vantagem no retrospecto geral e pelo Brasileiro, o Palmeiras agora, com essa importante vitória, passa a não ter mais retrospecto negativo contra o Atlético-MG quando o assunto se restringe apenas aos jogos disputados entre as equipes no Mineirão: em 29 partidas, agora são 12 vitórias para cada lado e cinco empates – o Verdão marcou 32 gols e sofreu 33. O mesmo vale para o retrospecto entre times no Mineirão apenas por jogos do Campeonato Brasileiro: neste cenário, são 25 jogos, com 11 vitórias do Alviverde contra 11 do Galo (26 gols marcados pelo Palmeiras contra 27 que sofreu).

Nos aspectos individuais, vale ressaltar que o fato de o único gol da peleja ter sido anotado por um zagueiro, o Murilo, fez com que o Palmeiras passasse a deter um novo recorde de sua própria história, de forma isolada, que era de 18 gols: em 1999 (dez gols de Júnior Baiano, cinco de Roque Jr., dois de Cléber e um de Agnaldo) e em 2006 (quatro de Daniel, três de Gamarra e Nen e dois de Dininho, Douglas, Leonardo Silva e Thiago Gomes). Com mais um tento, portanto, o Palmeiras de 2022 se isola no topo da lista.

Vale lembrar que os nove gols de Murilo em 2022 já o colocam na vice-liderança dos zagueiros com mais bolas na rede em uma única temporada pelo clube, ao lado de Gustavo Gómez (também com nove gols neste mesmo ano). Neste quesito, ambos estão atrás só de Júnior Baiano, recordista, com dez, em 1999.

FICHA TÉCNICA 

ATLÉTICO-MG 0 X 1 PALMEIRAS 

Competição: Campeonato Brasileiro 

Local: Mineirão, em Belo Horizonte 

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique-CE 

Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva-GO (FIFA) e Nailton Junior de Souza Oliveira-CE 

VAR: Diogo Carvalho Silva-RJ 

Gols: Murilo, aos 5′ do 2º tempo 

Cartões Amarelos: Dodô, Jair e Zaracho (CAM); Murilo, Luan e Dudu (PAL) 

PALMEIRAS: Lomba; Marcos Rocha; Kuscevic, Murilo e Piquerez; Luan, Atuesta (Jorge) e Scarpa (Tabata); Mayke (Garcia), Rony (Breno Lopes) e Dudu (Navarro). Técnico: João Martins 

ATLÉTICO-MG: Everson, Mariano, Nathan Silva, Jemerson e Dodô (Ademir); Allan (Otávio), Jair (Nacho) e Zaracho; Keno (Pavón), Sasha (Alan Kardec) e Hulk. Técnico: Cuca.

Fonte: Agência Esporte

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