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Vendas da indústria paulista registram queda de 0,2%

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As vendas reais da indústria paulista caíram 0,2% entre maio e junho, revela o Levantamento de Conjuntura, divulgado hoje (29) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). Segundo o relatório, a produção aumentou 0,4% e o nível de utilização da capacidade instalada cresceu 0,5 ponto percentual, atingindo 80,5%, marca superior à média da série histórica da indústria paulista (79,4%).

De acordo com o levantamento, no segundo trimestre deste ano, as horas trabalhadas na produção fecharam com redução de 0,6%, e as vendas reais recuaram 2,7% na comparação com o primeiro trimestre. Com relação ao segundo trimestre do ano passado, as horas trabalhadas na produção caíram 18,1% e 17,5% nas vendas reais.

Previsão

Conforme a Fiesp, a expectativa para o segundo semestre do ano é de aceleração do ritmo de recuperação na produção e no faturamento da indústria no estado.

Os fatores que poderão contribuir para isso são o setor externo em forte expansão, a renovação do auxílio emergencial, o uso da poupança acumulada em 2020, o avanço do processo de vacinação contra a covid-19 e o baixo nível de estoques do setor.

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Sensor

O sensor de julho fechou em 51,6 pontos, resultado que mantém o indicador no campo de expansão (acima de 50 pontos). A avaliação geral das condições de mercado teve queda e fechou em 48,8 pontos em julho. O índice de vendas atingiu 51 pontos, mantendo-se também em expansão.

Segundo os dados, os níveis de estoque continuam abaixo do planejado, fechando em 58 pontos. O item emprego obteve 50,6 em julho, e o investimento fechou em 55,0 pontos, apontando para a manutenção da trajetória de recuperação da indústria paulista em julho.

Edição: Nádia Franco

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Brasil: 56,4% das dívidas dos inadimplentes são pagas em até 60 dias

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Indicador da Serasa Experian de abril de 2021, mostrou que 56,4% das dívidas de consumidores inadimplentes no Brasil são pagas em até 60 dias, principalmente no segmento de Utilities (67,4%), que abrange água e energia. Na sequência estão Bancos e Cartões, com 62,6% de dívidas quitadas no período. Este é o Indicador de Recuperação de Crédito, que exibe o percentual de dívidas pagas em até 60 dias após a negativação.

O economista da Serasa Experian Luiz Rabi avalia que o fato de os percentuais de recuperação das dívidas estarem menores nos últimos dois meses – março/21 (56%) e abri/21 (56,4%) –, em relação aos do início do ano (58,8% em janeiro e 59,3% em fevereiro), pode estar relacionado com a aceleração da inflação no período, o que acaba corroendo o poder de compra da população e dificultando a quitação das dívidas em atraso.

Ele sugere que os credores proporcionem descontos e facilidades de pagamentos aos seus clientes em débito, a fim de conseguirem aumentar os seus percentuais de recuperação neste momento de inflação acima do previsto.

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O indicador revelou um padrão: as dívidas mais recentes tendem a ser mais recuperadas, enquanto aquelas com mais tempo de existência têm o percentual de quitação mais baixo. Considerando compromissos que estavam vencidos há 30 dias, 74,3% foram quitados; de 30 a 60 dias, 42,4%; de 60 a 90 dias; 31,0%; de 90 a 180 dias; 28,3% entre 180 dias e o primeiro ano e 16,3% entre um e mais anos.

“O esquecimento é muito comum no caso de dívidas mais antigas. Muitas vezes quando a pessoa recebe a notificação de inadimplência, se lembra e realiza o pagamento. Além disso, há também a questão das multas e encargos moratórios que vão encarecendo as dívidas vencidas com o passar do tempo. Por fim, a priorização das contas a pagar também é um fator já que, devido ao atual cenário econômico, os consumidores com dificuldades financeiras acabam escolhendo qual será paga e qual será postergada para o próximo mês”, explicou Rabi sobre os motivos desse movimento.

2020

A Serasa Experian avalia que a pandemia de covid-19 e os desafios econômicos impostos no período fizeram com que, na média de 2020, 57,2% dos registros de negativação fossem recuperados no horizonte de 60 dias após a comunicação do credor, porcentagem menor que 2019, quando o índice ficou em 59,2%.

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O indicador mostrou ainda quais valores são quitados com mais facilidade: em 2020, aquelas dívidas acima de R$ 10 mil tiveram recuperação de 70,4%, enquanto o intervalo de R$ 1 mil a R$ 2 mil teve retorno de 53,4% das contas.

“O aumento do desemprego e a redução da renda das pessoas fizeram com que muitos demorassem mais para pagar as contas atrasadas. Pelos dados, observamos que a maior parte priorizou o pagamento de dívidas mais caras, que costumam estar relacionadas a imóveis ou veículos. Elas geralmente têm o bem como garantia, ou seja, para não perder a aquisição os consumidores ficam inclinados a honrar o compromisso financeiro”, disse Luiz Rabi.

Edição: Aline Leal

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