Economia
Receita paga hoje lote da malha fina do Imposto de Renda
Cerca de 144 mil contribuintes receberão R$ 448,96 milhões
Economia
Aproximadamente 144 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertarão as contas nesta segunda-feira (30). A Receita Federal pagará o lote da malha fina de dezembro. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 144.225 contribuintes receberão R$ 448,96 milhões. Desse total, R$ 290,87 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso.
Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul, neste ano, os contribuintes gaúchos foram incluídos na lista de prioridades.
Em relação à lista de prioridades, a maior parte – 64.089 contribuintes – informou a chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) na declaração do Imposto de Renda ou usou a declaração pré-preenchida. Desde o ano passado, a informação da chave Pix dá prioridade no recebimento.
Em segundo, há 27.264 contribuintes entre 60 e 79 anos. Em terceiro, aparecem 7.435 contribuintes residentes no Rio Grande do Sul. Em quarto, estão 5.997 pessoas cuja maior fonte de renda é o magistério. Os demais contribuintes prioritários são 5.617 idosos acima de 80 anos e 2.697 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
Chave PIX
A lista é concluída com 31.126 contribuintes que não informaram a chave PIX e não se encaixam em nenhuma das categorias de prioridades legais.
Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se houver pendência, a pessoa pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Prazo para resgate
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração – como no caso de conta desativada – os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, a pessoa deve acessar o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária“.
Economia
Conabio suspende temporariamente inclusão da tilápia na lista de espécies invasoras
Comissão adia avaliação da tilápia após pedido de produtores; proposta volta a ser debatida com ampliações nas consultas
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), anunciou nesta quinta-feira (4/12) a suspensão temporária do processo de elaboração da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras presentes no Brasil, lista que incluía a tilápia. A proposta havia sido apresentada em outubro.
A decisão de suspender a inclusão se deu em resposta a um pedido de tempos maiores para consulta a produtores e demais setores econômicos que dependem da criação da piscicultura. No comunicado, a Conabio afirma que a medida visa permitir um debate mais amplo e aprofundado, com vistas a definir controles de escape para o ambiente natural sem comprometer a atividade produtiva.
O anúncio ocorreu simultaneamente a uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que discute os possíveis impactos da proposta.
Desde o início da discussão, o MMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) têm repetido que a inclusão na lista não representa uma proibição automática da criação da tilápia e sim um alerta técnico sobre risco ambiental. A proposta serve como referência para futuras políticas de controle e monitoramento, não como medida de bloqueio imediato da produção.
Mesmo assim, produtores e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) manifestaram preocupação com os impactos que a medida poderia causar ao setor.
*Sob supervisão de Daniel Costa
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