VÁRZEA GRANDE

Economia

Previsão do Ipea é de estabilidade para setor agropecuário em 2022

Publicado em

Economia

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje (21) a revisão da projeção do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2022, que passou de crescimento de 1% em março para estabilidade, ou seja, crescimento nulo no ano.

Segundo o Ipea, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do setor foi motivada pela piora na projeção da colheita de soja feita pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de queda de 12,1%, ante recuo de 8,8% anteriormente divulgado.

No caso do valor adicionado da produção vegetal, um dos componentes do setor, a revisão foi de alta de 0,3% para redução de 0,9%; e na produção animal, a estimativa era de crescimento de 2,9%, ante previsão de alta anterior de 3%.

Soja

A redução da produção de soja é parcialmente contrabalançada pelo bom desempenho esperado para outras culturas como milho e café. O milho deve apresentar crescimento de 27,6% em sua produção. A segunda safra de milho, que começa a ser colhida neste trimestre, tem previsão de crescimento de 38,9%. Caso mantenha o desempenho, o grão deve ser o principal responsável por compensar a queda no valor adicionado da soja.

Leia Também:  Rio: pesquisa mostra impacto do isolamento no mercado de trabalho

Bovinos

Na produção animal, apesar da melhora na projeção para o setor de bovinos, o resultado foi motivado por uma estimativa menor para a produção de leite, o segmento com a maior contribuição negativa do componente, cuja revisão foi de alta de 0,2% para queda de 3,8%, devido ao desempenho negativo no primeiro trimestre (queda de 10,3% na aquisição de leite no primeiro trimestre em relação a igual período do ano anterior), de acordo com dados do IBGE.

Ovos

A produção de ovos também teve resultado negativo no primeiro trimestre. “Para os demais segmentos, o primeiro trimestre foi positivo, com destaque para a produção de bovinos, cuja estimativa de crescimento foi revista de 3,8% para 4,6%. No caso dos suínos, a previsão é de crescimento de 4,5% para alta de 4,7%. Para a produção de aves, o resultado do primeiro trimestre veio abaixo do que esperavam e, por isso a previsão para o ano foi revista de crescimento de 3% para alta de 1,9%”, diz o Ipea.

Leia Também:  Vendas de motos têm alta e mostra recuperação do setor em abril

Edição: Maria Claudia

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5,16

Publicados

em

Um dia após a maior queda desde 2018, o dólar encerrou a terça-feira (4) praticamente estável. A bolsa de valores iniciou o dia em alta, mas desacelerou e fechou com leve alta.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,168, com queda de 0,11%. A cotação começou em baixa, chegando a R$ 5,11 por volta das 9h15, pouco depois da abertura da sessão. No início da tarde, teve forte alta, chegando a R$ 5,20, mas perdeu força nos momentos finais de negociação até encerrar estável.

As pressões pela alta da moeda norte-americana estão relacionadas a um ajuste técnico, porque investidores aproveitaram a forte baixa de ontem para comprar divisas por um preço menor. No entanto, a divulgação de dados econômicos fracos nos Estados Unidos trouxe otimismo ao mercado financeiro, empurrando o dólar para baixo ao longo da tarde.

O mercado de ações também teve um dia volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 116.230 pontos, com alta de apenas 0,08%. O indicador chegou a subir 1,81% por volta das 10h, mas desacelerou em um movimento de realização de lucros, com investidores aproveitando os ganhos de ontem para vender papéis e embolsar os ganhos.

Leia Também:  Comércio eletrônico de São Paulo deverá faturar 32% a mais em 2020

Ontem (3), a bolsa subiu 5,54% e teve a maior alta diária desde abril de 2020, influenciada pelo resultado do primeiro turno das eleições. Ações de empresas estatais, que foram as que mais se valorizaram ontem, tiveram queda hoje, puxando o Ibovespa para baixo.

Nos Estados Unidos, a divulgação de que a criação de empregos teve a maior queda mensal em dois anos e meio trouxe alívio aos investidores. A desaceleração do mercado de trabalho reduz as pressões para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) aumente os juros além do previsto, o que estimula as bolsas norte-americanas.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 2,8%. O Nasdaq, das empresas tecnológicas, ganhou 3,34%. O S&P 500, das maiores empresas, avançou 3,06%. As altas registradas nos últimos dois dias ajudam a repor as perdas das bolsas norte-americanas nas últimas semanas.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA