VÁRZEA GRANDE

Economia

Atividade econômica cresceu 2% em outubro, mostra novo indicador

Publicado em

Economia


A atividade econômica cresceu 2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. A estimativa consta do Indicador de Atividade Econômica (IAE), lançado hoje (25) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia.

A expansão foi puxada pelos serviços de informação, cuja atividade cresceu 8,4% em relação a outubro do ano passado. Em seguida, vieram os transportes, com expansão de 7,2%, e a categoria outros serviços, com alta de 6,5%. Em contrapartida, a indústria de transformação registrou contração de 4,9%, e o comércio encolheu 3,3% na mesma comparação.

Com a previsão de ser divulgado todos os meses, o IAE compara alguns dados econômicos divulgados diariamente para traçar uma estimativa de quanto a atividade cresceu ou contraiu em cinco setores da economia em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os dados usados no indicador, estão os valores de notas fiscais da Receita Federal e das Receitas Estaduais, a variação do consumo de energia elétrica e estatísticas de mobilidade no trânsito urbano, em estradas e aeroportos.

Leia Também:  Indicador de Consumo de Bens Industriais cresce 0,6% em janeiro

De acordo com o Ministério da Economia, o indicador pretende antecipar, de um a dois meses, a divulgação de indicadores relacionados ao desempenho da economia. Até agora, o indicador mais confiável para traçar previsões para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) se baseava em pesquisas mensais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e só fornecia dados com três meses de defasagem.

Segundo a SPE, o indicador pretende fornecer um termômetro para o PIB, mas sem traçar previsões para o comportamento da economia. A ideia é apenas mostrar se a atividade econômica está crescendo ou encolhendo para basear a tomada de decisões pelo Ministério da Economia.

O IAE será o segundo indicador oficial a fornecer dados sobre a atividade econômica. Desde 2003, o Banco Central divulga todos os meses o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que reúne dados de produção, de importações, de impostos e de subsídios sobre os produtos para estimar o desempenho mensal da agropecuária, da indústria e dos serviços. Para eliminar oscilações típicas na atividade econômica em determinadas épocas do ano, o IBC-Br tem ajuste sazonal dos dados.

Leia Também:  População desocupada sobe para 12,4 milhões em julho, diz IBGE

Edição: Maria Claudia

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Turismo nacional deve encerrar o ano com crescimento de 16%

Publicados

em


O turismo brasileiro deve terminar o ano com crescimento de 16% e faturamento de R$ 130 bilhões, 22% inferior ao registrado no período pré-pandemia, de acordo com dados do levantamento do Conselho de Turismo (CT) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Os segmentos que registraram os resultados mais expressivos, a partir do quarto mês do ano, foram os de transporte aéreo, com alta anual de 83,9% e serviços de alojamento e alimentação, que teve elevação de 61,9%. “No entanto, a base de comparação explica o resultado, pois, esses foram os setores que mais sofreram o impacto da crise em 2020, estando, também, abaixo do patamar de abril de 2019”, diz a FecomercioSP.

Segundo os dados, a demanda dos passageiros aéreos atingiu nível superior a 6 milhões em julho, mantendo-se no mesmo nível nos meses seguintes. Até junho esses números estavam menores do que 5 milhões de pessoas. A perspectiva da Fecomercio é a de que o transporte aéreo encerre o ano com faturamento de R$ 37,8 bilhões, o que representa um crescimento anual de 30,5%. “Porém, ainda 36% abaixo do nível de 2019. Já o resultado projetado do último trimestre deve ser 12% menor em relação ao mesmo período do ano pré-pandemia”, estima a entidade.

O transporte rodoviário (intermunicipal, interestadual e internacional), que apresentou quedas relativamente modestas no início do ano, deve encerrar 2021 com alta de 9% e faturamento de R$ 17,7 bilhões (5,1% abaixo do patamar de 2019). Para o transporte aquaviário, a projeção de alta é 8,4% (R$ 467 milhões em valores absolutos).

Para o grupo de locação de veículos, agência e operadoras de turismo, a expectativa é que haja aumento no faturamento de 4,2%, chegando a R$ 29 bilhões. Na comparação com 2019, o nível ainda é 8,5% abaixo do obtido. Embora negativo, é um dos resultados relativos mais favoráveis entre os setores analisados pelo levantamento. O último trimestre deve registrar um ritmo de crescimento de 7%.

Leia Também:  Indicador de Consumo de Bens Industriais cresce 0,6% em janeiro

Os dados indicam ainda que o grupo de alimentação e alojamento deve registrar alta de 15,9%, com faturamento de R$ 25 bilhões, um quadro ainda negativo quando comparado ao ano de 2019, quando a alta foi de 26%.

Para as atividades culturais, recreativas e esportivas, a projeção para a segunda metade do ano é aumento de 11,7%, encerrando 2021 com alta de 1,9%. No primeiro semestre de 2021 houve queda de 7,4% nesse grupo. “Como este grupo depende, essencialmente, do número de pessoas completamente imunizadas, com o ritmo de vacinação bem estabelecido, a tendência é que haja cada vez mais aumento de público e atividades no próximo ano, dando condições para uma recuperação mais robusta”, diz a FecomercioSP.

Impacto da inflação no turismo

Apesar de os números apontarem para um bom desempenho no início de 2022, o processo inflacionário, que impacta tantos as famílias como as empresas, pode limitar um crescimento mais expressivo do setor no próximo ano, embora o dólar alto ainda mantenha a atratividade do turismo doméstico, que passou a ser “descoberto” por muitos brasileiros.

Segundo a presidente do CT da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, a pressão da inflação no orçamento das famílias é, e continuará sendo, o fator mais importante a ser observado no próximo ano, principalmente a partir de março, quando a demanda começa a diminuir. “Infelizmente, como em outros momentos relevantes para o turismo, fez-se muito pouco em termos de investimentos, oferta de crédito e estímulo à inovação, o que deixa o Brasil ainda mais dependente de seu mercado interno”, analisou.

Leia Também:  IBGE mostra 83,5 milhões de ocupados na segunda semana de junho

O levantamento, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o setor tem enfrentado inflação de 16,75% nos últimos 12 meses. Esta variação é superior à média do Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), de 10,67%. Isto é, há um avanço real de preços do turismo de 5,49%. As passagens aéreas são as principais responsáveis pela alta. Em 12 meses, o preço aumentou 50,11%, resultado da demanda reprimida pela pandemia e do aumento de custos, sobretudo do querosene (QAV), que subiu 90%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Segundo as análises da FecomercioSP, a alta do combustível e da energia elétrica deve impactar outras atividades importantes do setor, como hotéis e translados, que repassarão os custos aos consumidores e aos pacotes turísticos, pressionando os valores nos próximos meses. Embora algumas atividades ainda não repassem a inflação para o preço final (caso da hospedagem, que teve aumento médio de preços de 4,44%), como o processo inflacionário atual é estrutural, o ajuste é questão de tempo e deve continuar, pelo menos, até metade do próximo ano.

“O resultado não surpreende, uma vez que já se previa um aumento considerável da demanda, que esteve reprimida ao longo dos últimos 18 meses. Os aumentos generalizados nos insumos de todos os setores também colaboram com a elevação dos preços, e é provável que a curva de aumento siga ascendente nos próximos meses (pelo menos até o carnaval), podendo ser revertida somente em caso de queda acentuada na demanda”, disse Aldrigui.

Edição: Valéria Aguiar

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA