VÁRZEA GRANDE

DESTAQUE (3)

Um drone e a digital do PCC no assalto milionário no Paraguai

Publicado em

DESTAQUE (3)

Entenda o que vincula o PCC ao assalto planejado com drone e equipamento de guerra à Prosegur no Paraguai

Da Redação

O assalto à transportadora de valores Prosegur em Ciudad del Este, município paraguaio na fronteira com o Brasil, foi uma ação planejada com recursos tecnológicos e militares pelos criminosos. Eles pilotaram um drone para reconhecer a vizinhança e estudar a rotina de vigilância na transportadora, que fica próxima a um posto policial e dista cerca de quatro quilômetros da Ponte da Amizade, na divisa com Foz do Iguaçu (PR). Os assaltantes conseguiram roubar 11,7 milhões de dólares da Prosegur, após explodir a entrada e fuzilar um policial que trabalhava como vigia. Depois, o bando incendiou cerca de quinze carros nas ruas de Ciudad del Este, trocou tiros por horas com policiais e espalhou pelas ruas objetos pontiagudos de metal para dificultar a perseguição. Uma madrugada de terror na fronteira.

O drone de cor preta foi apreendido nesta quinta-feira pela polícia paraguaia, numa residência de luxo no Paraná Country Club, em Hernandarias – cidade por onde parte do bando escapou atravessando o rio. A casa era alugada pelo brasileiro Wellington Tiago de Miranda Rossini, com passagens por ameaça, estelionato e uso de documento falso. Ele é o décimo sexto suspeito detido, o primeiro em solo paraguaio. Também foram apreendidos três novos carros, sendo duas picapes – todos com chapa brasileira.

Além do drone e das picapes, que se somam a outros carros potentes estilo SUV apreendidos no Brasil, os investigadores paraguaios também encontraram escondidas na mata quatro lanchas rápidas de cor escura, à beira do Lago Itaipu. O plano de assalto foi afinado numa casa de alto padrão em Ciudad del Este, onde o bando pernoitou nos dias anteriores ao assalto. O Ministério Público do Paraguai estima que fossem sessenta criminosos com armamento pesado – apreendeu-se seis fuzis (entre eles um Armalite AR-50 A2 de 3 500 dólares, cujo calibre pode abater aeronaves), pistolas, sete quilos de explosivos, farta munição, rádios comunicadores, coletes balísticos, máscaras e roupas camufladas.

Leia Também:  Rádio Digital: Governo investe em tecnologia para combater a criminalidade

A quantidade de recursos empregados e o planejamento são indícios de uma organização criminosa estruturada, capaz de injetar dinheiro na preparação do assalto, por isso os investigadores e o governo do Paraguai rapidamente atribuíram a ação ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O método do ataque também lembra outros perpetrados pelo PCC no Brasil recentemente. Desde o ano passado, a facção tenta reestruturar seus negócios no Paraguai – seja o tráfico de drogas ou aquisição de armamento. Integrantes do alto escalão, Fabiano Paca, solto em 2015, e Gegê do Mangue, solto em fevereiro deste ano e o atual número dois na hierarquia, estariam escondidos em solo paraguaio. A maior evidência, porém, surgiu de um dos criminosos mortos em tiroteio no Paraná.

A digital do PCC confirmou-se com a identificação de Dyego Santos Silva, o Coringa, como um dos três mortos na fuga. Ele foi baleado por policiais e morreu num matagal. Vestia coturnos pretos, camisa e calça camuflada. “O Dyego tinha uma função relevante de rua no PCC. O fato de ele estar lá é um indicativo forte de que o PCC pode estar envolvido nesse assalto ou, na melhor das hipóteses, vários integrantes da facção se associaram em quadrilha para praticar o assalto com armamentos próprios ou emprestados pela facção, em troca da partilha dos lucros do roubo. Como ele tinha função de rua, de quem organiza a parte financeira e de tráfico, faz contatos com a cúpula, para se ausentar teria pelo menos a aquiescência da cúpula”, diz o promotor paulista Lincoln Gakiya. Em 2013, na maior investigação já realizada contra o PCC, Dyego foi apontado como um dos líderes da “sintonia final de rua” da facção. Comandava o tráfico, a logística e mantinha contato direto e a confiança da cúpula presa na Penitenciária II de Presidente Venceslau (SP). “Coringa tem autonomia para comandar as ações criminosas da facção na rua”, diz trecho da denúncia do Ministério Público de São Paulo.

Trecho de denúncia do Gaeco de São Paulo sobre posição de Dyego Santos Silva no PCC

A Polícia Federal mantém sigilo sobre os rumos da investigação e não envolveu ainda o PCC no crime. Em solo brasileiro, quinze suspeitos foram detidos – e sete deles libertados a mando da Justiça. Em sua maioria, eram paulistas e paranaenses, Estados onde a facção é predominante no crime. As buscas continuam em toda a fronteira. De acordo com fontes policiais, existe uma ordem para colher material genético de todos os detidos em situação suspeita, para depois confrontar com os achados da perícia na mansão alugada e no local do crime. A PF recuperou 1,5 milhão de dólares do total roubado.

Nesta quinta, cinco brasileiros foram encontrados escondidos num imóvel na zona rural de Capitán Bado, que dista 377 quilômetros de Ciudad del Este. Eles não tinham documentos nem comprovaram ter entrado legalmente no país.

Leia Também:  Tereza Cristina: transformação digital deve inserir agronegócio

Fonte: Veja.com

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

DESTAQUE (3)

Prefeitura de VG fornece transporte gratuito a pequenos produtores rurais

Somente nestas duas primeiras semanas do ano, já foram transportadas três cargas de mudas de capiaçu para comunidades Sadia 1 e Umuarama, além de outros insumos

Publicados

em

SECOM VG

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), realizou o transporte gratuito de uma carga de capiaçu (capim) no assentamento Nossa Senhora Aparecida 1 (Sadia 1), o que vai beneficiar 11 famílias que vivem da agricultura. Esta é a segunda entrega de mudas de capim na comunidade rural. A primeira ocorreu na semana passada, beneficiando cinco pequenos produtores.

As remessas de capiaçu foram doadas por um pequeno produtor do assentamento São Miguel (Sadia 3). Os produtores se uniram para pagar uma pessoa para fazer o corte da gramínea. Já o transporte foi feito de forma totalmente gratuita pela SEMMADRS, que dispõe de dois caminhões-caçamba (com capacidade de 15 toneladas cada) para atender às demandas do campo. Se fossem pagar o frete entre as duas comunidades, os agricultores teriam que desembolsar em torno de R$ 1,2 mil.

Os caminhões foram doados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) para o Município, no dia 11 de novembro de 2022. Em menos de dois meses, os veículos já haviam transportado 56 toneladas de insumos. Em menos de duas semanas de 2023, foram realizados os transportes de três cargas de capiaçu para as comunidades do Sadia 1 e Umuarama; uma carga de areia para reforma de baia de suínos, no Umuarama; uma carga de terra preta para a implantação de uma horta comunitária no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Santa Maria, além de atender outros setores da SEMMADRS, como o viveiro municipal.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio dos Santos, comemora a produtividade. “Em Várzea Grande, vivemos um momento muito propício para a agricultura familiar, em que os pequenos produtores estão empenhados em desenvolver suas atividades, nossas equipes, sob determinação do prefeito Kalil Baracat têm elaborado projetos que atendem às demandas e, além disso, contamos com várias parcerias que favorecem produção agrária no nosso município. Estamos muito felizes com os resultados obtidos e vamos continuar trabalhando para melhorar ainda mais”, assevera.

Leia Também:  Trio é preso após cometer assalto com arma falsa em Cuiabá

Aproveitamento do suporte

Dentre os pequenos agricultores da comunidade Sadia 1, alguns já criam gado e outros querem começar a trabalhar com a bovinocultura, a fim de diversificar a produção. Vera Lúcia Pereira Reis é dona de uma propriedade onde, junto com o esposo, cria 24 cabeças de gado, galinhas caipiras e peixes. Ela já conta com 12 hectares de pasto, composto por braquiara e andropogon. Agora, já preparou o solo de mais um hectare para receber as mudas de capiaçu. “Vai ajudar no período de seca porque geralmente o pasto fica mais escasso e temos que gastar com ração, servir casca de mandioca para o gado”, afirma.

Já o agricultor José Domingos vive com a esposa em uma propriedade de 10 hectares, onde cria porcos, galinha caipira e trabalha com olericultura. Agora, pretende começar a criar gado e, por isso, aproveitou a doação e transporte gratuito de capim para iniciar o pasto. “Vou aproveitar a época de chuva para plantar capim. O pasto nosso vai dar uns 5 hectares. Um macinho desse pra mim começar já está bom porque depois dá para tirar mais ramos dele mesmo”, afirma.

A respeito do apoio ofertado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), ele elogia, destacando que além do transporte de capim, já recebeu calcário e sua esposa participou de cursos. “É ótimo porque eu tenho plantação de mandioca, milho e a terra melhorou muito desde o calcário que nós ganhamos ano passado da Prefeitura. Temos vários apoios com orientações. Minha esposa já fez vários cursos. Tudo o que vem, a gente quer”.

A presidente da Associação de Produtores do Assentamento Nossa Senhora Aparecida 1, Lucineia Ferreira da Silva, destaca a relevância do trabalho da Prefeitura no fomento aos pequenos produtores rurais. “É muito importante para os agricultores da nossa comunidade estar ganhando essas mudas de capiaçu porque aqui para nós é tudo mais difícil, mas, com a equipe dando todo esse suporte fica mais fácil. Nessa época da chuva, precisamos de mudas e os agricultores estão muito empenhados em criar gado para produzir leite, fazer doces. Com a ajuda da Secretaria aqui conosco, dando esse apoio, o desenvolvimento da nossa comunidade é melhor. Estamos muito animados com essa parceria!”, comenta.

Leia Também:  Funcionário é morto durante assalto em loja de pneus em Várzea Grande

Compromisso com resultados

Além de fazer o transporte das mudas de capim de forma gratuita, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) também fornece apoio no preparo do solo, por meio de tratores e grades aradoras com operador de máquinas e doação de calcário, além da assistência técnica fornecida por agrônomos e técnicos agrícolas.

“Vamos dar toda a orientação no plantio dessas mudas e acompanhar também o seu desenvolvimento futuramente, ver as falhas, ver as condições do solo. A comunidade Sadia 1 conta com um trator de 50 cavalos da Prefeitura para suporte no gradeamento do solo. Nosso objetivo é fazer com que de fato esses pequenos produtores tenham um resultado satisfatório com esse trabalho”, diz o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável do Município, Jhonattan Ferreira.

Capiaçu

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o BRS Capiaçu é um clone de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) de alto rendimento para suplementação volumosa na forma de silagem ou picado verde. Devido ao seu elevado potencial de produção (50t/ha/ano), também pode ser utilizada para a produção de biomassa energética. Tem porte alto (até 4,20 metros de altura), se destacando pela produtividade e pelo valor nutritivo da forragem quando comparada com outras cultivares de capim-elefante. A BRS Capiaçu apresenta maior produção de matéria seca a um menor custo em relação ao milho e a cana-de-açúcar. A silagem deste capim constitui uma alternativa mais barata para suplementação do pasto no período da seca.

Fonte: SECOM VG

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA