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Secretaria de Saúde de Cuiabá, oferece terapias, reiki e yoga

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Da Redação

 

Diante da complexidade do processo de saúde e adoecimento, a medicina alternativa tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. Muitos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda desconhecem, mas terapias como reiki, yoga, auriculoterapia, homeopatia, nutrição funcional e aromaterapia são serviços oferecidos pela rede Municipal de Saúde de Cuiabá.

Denominadas de ‘Práticas Integrativas e Complementares em Saúde’, elas estão à disposição da comunidade no Horto Florestal Tote Garcia, no bairro Coxipó, região sul, de segunda a sexta-feira, em período integral. Cada serviço é oferecido em horário específico, sendo que, em alguns casos, há necessidade de encaminhamento pela Unidade Básica de Saúde e agendamento prévio, que pode ser feito pelo telefone (65) 3665-2420.  

“Essas práticas passaram de geração em geração, por meio da sabedoria popular, e continuam incorporadas no atual conhecimento de saúde da população cuiabana. As ‘Práticas Integrativas e Complementares’ já são uma realidade do SUS em todo Brasil”, considerou a secretária Municipal de Saúde, Elizeth Araújo.  

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Da benzeção ao café da manhã solidário e terapêutico, passando por leitura biológica, terapia comunitária integrativa, terapia de bory talk, trilha guiada, biondaza e florais de minas. Estes são algumas das práticas oferecidas gratuitamente à população, pela Prefeitura de Cuiabá.

História

Com a publicação da ‘Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC)’, em 2006, a homeopatia, as plantas medicinais e fitoterápicas, a medicina tradicional chinesa, acupuntura, a medicina antroposófica e o termalismo social-crenoterapia foram institucionalizados no SUS.

As Práticas iniciaram em Cuiabá com o ‘Programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicas (Fitoviva)’, em 2004. Transformou-se em Lei Municipal em 2007. A Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS), localizada no Horto Municipal, foi criada em 2014 e, neste ano, transformou-se em ‘Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde’, por meio da Resolução nº 23/2017.

Agenda de atividades

  • Atendimento Social – Segunda a quinta-feira (13h às 17h)
  • Auriculoterapia – Segunda a quinta-feira (13h às 17h)
  • Benzeção – Sexta-feira (09h às 10h)
  • Café da Manhã Solidário e Terapêutico – Sexta-feira (08 às 09h)
  • Homeopatia – Segunda e terça-feira (08h às 12h e 14h às 17h), quinta-feira (14h às 17h) e sexta-feira (08h às 12h)
  • Leitura Biológica – Terça-feira (07h30 às 11h30)
  • Nutrição Funcional – Segunda, terça e quarta-feira (13h30 às 17h)
  • Reiki – Terça e quinta-feira (08h às 12h e 13h30 às 17h)
  • Terapia Comunitária Integrativa – Sexta-feira (09h às 11h)
  • Terapia de Body Talk – Segunda e quarta-feira (07h30 às 17h)
  • Trilha Guiada Saúde e Ambiente – Segunda a quinta-feira (07h30 às 17h) e na sexta-feira no período vespertino.
  • Yoga – Quarta-feira (16h às 17h)
  • Biondaza – Quinta-feira (15h30 às 16h30)
  • Florais de Minas – Terça e sexta-feira (08h às 11h30 e 13h30 às 17h)
  • Aromaterapia – Segunda a quinta-feira (13h30 às 17h) e sexta-feira (08h às 11h30)
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CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal ouve presidente da CooperPoconé

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Foto: Ronaldo Mazza

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa ouviu hoje (8) o presidente da Cooperativa de Desenvolvimento Mineral de Poconé (CooperPoconé), geólogo André Luiz da Silva Molina. As principais questões debatidas foram sobre fiscalização dos órgãos de controle, evasão fiscal e possibilidade de investimento para criar uma fundação de pesquisa para aperfeiçoamento do setor, além das questões ambientais como os danos causados pelo sistema de extração com uso de mercúrio, andamento dos programas de recuperação das áreas degradas e riscos para a população com garimpos localizados próximo ao perímetro urbano do município de Poconé.

Indagado pelo presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), sobre a estrutura da CooperPoconé, Molina explicou que a cooperativa reúne 20 empreendimentos minerários com capacidade para extrair uma média de 5 milhões de toneladas ao ano o que gera mais de 1 bilhão de reais de produção de ouro. Os números, segundo ele, fazem parte do relatório de produção dos últimos quatro anos da organização coletiva. 

O presidente da CPI questionou sobre a regularidade das fiscalizações feitas pelos órgãos competentes como Agência Nacional de Mineração e Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

“Então, eu não vejo como uma coisa distante, mas algo cotidiano”, afirmou Molina. Segundo as averiguações são feitas com bastante regularidade e que apenas durante a pandemia as visitas diminuíram. “A ação de fiscalização da ANM e da Sema são corriqueiras e cada renovação da autorização de exploração é feita uma fiscalização dos órgãos”. Somente este ano, segundo ele, já ocorreram duas visitas, inclusive uma mais recente no ultimo mês para conhecer melhor as práticas do estado, considerando o interesse do governo federal em investir no desenvolvimento do setor.

Sobre as informações de sonegação fiscal fornecidas por outros empresários do ramo durante oitivas da CPI, que afirmam que a cada R$ 1 pago corretamente de imposto, de R$ 7 a R$ 10 são sonegados por falta de fiscalização, Molina discorda dos números e defende a necessidade de que se apresente dados e documentos que comprovem essa estimativa. “Não existe sonegação nenhuma. O que acontece com o ouro é que se ele não é legalizado, não tem valor nenhum. No meu entendimento essas informações precisam ser averiguadas”. Segundo ele, a cooperativa segue todos os trâmites de emissão de nota e recolhimento sobre toda produção para que possa ser comercializado corretamente e legalmente. 

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Sobre as preocupações ambientas e de segurança para a saúde da população, Wilson Santos questionou sobre os programas de recuperação de áreas degradadas, se a cooperativa investe e executa os planejamentos, ao que Molina  respondeu “que todos os garimpos da cooperativa possuem plano e práticas para garantir a efetividade dos projetos com compromisso dos prazos e ações”. “Não existe nenhum investimento licenciado que não tenha esse planejamento e que não seja cumprido”, defendeu.

Wilson questionou também se Molina tem conhecimento sobre a prática de contrabando de ouro, denunciada na CPI, como o caso das 45 toneladas que teriam saído da Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, rumo à Bolívia, para serem legalizadas. “Não tenho conhecimento sobre isso nem vejo porque alguém contrabandearia ouro para Bolívia. Não vejo a razão e se alguém fala tem que comprovar o que está falando”, afirmou. “Discordo dessa afirmação, não tenho conhecimento e se tem uma denúncia seria dessas precisa chamar a policia federal e o Gefron  [Grupo Especial de Fronteira da Polícia Militar] para ser investigado o que esta acontecendo”, destacou.

“A preocupação com essas denúncias é sobre os riscos da mineração estar sendo usado para lavar dinheiro sujo, do narcotráfico, da politica suja. Que há a sonegação a gente sabe que há, inclusive com apreensão de avião, em Goiás, com contrabando de minérios extraviados de Mato Grosso, sem declaração de imposto nenhum. O nosso questionamento é para buscar sugestões para diminuir a sonegação da atividade mineral no estado”, justificou o parlamentar.

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A utilização de mercúrio também foi abordada pelo presidente, bem como a produção do “ouro ético” ou “ouro limpo”, que é obtido dentro dos padrões de melhores práticas ambientais e sociais. Molina afirmou que a eliminação de produto químico é um processo difícil, por se tratar da prática mais eficiente e utilizada há séculos. No entanto ele afirmou que o grupo tem preocupação e adquiriu recentemente um equipamento que utiliza cianeto de sódio com o intuito de eliminar completamente o mercúrio do circuito de depuração do ouro. “É uma máquina bastante complexa, mas que já estamos testando e finalizando os ajustes para iniciar as operações” adiantou. 

Questionado sobre a viabilidade da parceria com a Prefeitura Municipal de Poconé para elaboração de um plano diretor de desenvolvimento para o município, Molina afirmou que a cooperativa tem interesse e disponibilidade para contribuir com o projeto bem como com outras ações para o desenvolvimento do município. A iniciativa é um pedido do prefeito do município que visa fazer um melhor planejamento dos recursos provenientes da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem) destinada ao município para promover melhorias da região afetada pela exploração. “Tudo que contribua para o desenvolvimento do setor a cooperativa vê com bons olhos”. 

Outro investimento para aprimorar as atividades de mineração do estado levantada pelo presidente da CPI foi criação de uma fundação e pesquisa, seguindo os moldes do agronegócio, para elaboração de estudos e orientações técnicas que contribuam com fortalecimento do setor. Molina destacou que a proposta é muito boa e deve ser discutida considerando o grande potencial do estado em produção de diversos minérios. “Os principais pontos que poderiam avançar com um trabalho desses é quanto a possibilidade de implantação de siderúrgicas para beneficiamento dos minérios ao escoamento da produção”, destacou.

Wilson finalizou a reunião enfatizando que a CPI entende a importância da extração de minérios como fonte econômica do estado e que apoia o desenvolvimento do setor inclusive para ampliação dos recursos financeiros. “A preocupação da comissão é conhecer a realidade  dos garimpos para melhorar as práticas e propor aperfeiçoamento na legislação para garantir  o desenvolvimento sustentável do setor sem prejuízos ao meio ambiente e com retorno para a população”.

A próxima reunião está marcada para a próxima segunda-feira (12) e vai receber o empresário Valdiney Mauro da Silva Molina.

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