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MT recebe 3 mil comprimidos de cloroquina para tratamento de casos graves da COVID-19

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Da Redação

O Estado de Mato Grosso recebeu do Ministério da Saúde cerca de 3 mil comprimidos do medicamento cloroquina para serem usados como terapia auxiliar no tratamento de casos graves de coronavírus, mais especificamente em pacientes hospitalizados.

A confirmação da chegada dos remédios foi anunciada pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. “Apesar de não ter nenhum estudo científico concluído sobre a eficácia do medicamento no enfrentamento ao coronavírus, o Ministério autorizou a utilização do remédio como terapia adjuvante no tratamento de casos graves da doença, em pacientes hospitalizados, devido às experiências promissoras realizadas em outros países”.

O secretário ainda alerta sobre o perigo da automedicação, já que o uso do remédio sem prescrição médica coloca qualquer pessoa em risco eminente, podendo gerar sérias complicações no organismo, como retinopatia e distúrbios cardiovasculares.

“Reforço que esse remédio não pode ser usado ao apresentar algum tipo de sintoma semelhante ao coronavírus e nem como prevenção à COVID-19. A prevenção é aquela básica que todos já sabem: lavar as mãos com água e sabão, usar máscara e ficar em isolamento social, se possível”, lembra Gilberto.

As equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) trabalham para realizar, nesta semana, a distribuição do medicamento aos hospitais de referência que estão habilitados para atuar no tratamento dos pacientes com coronavírus.

O uso do medicamento foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da COVID-19 em pacientes com quadro clínico agravante, seguindo as instruções do Ministério publicadas na Nota Informativa nº 5/2020-DAF/SCTIE/MS.

Dados da COVID-19 em Mato Grosso

O último boletim divulgado no final da tarde desta quinta-feira (02.04), pela SES, mostrou que Mato Grosso tem 41 casos confirmados da doença. Deste total, 14 estão hospitalizados e outros 27 pacientes estão em isolamento social em tratamento domiciliar.

Ainda de acordo com o boletim, o maior número de casos confirmados está na capital Cuiabá, com 25, seguido de 5 em Rondonópolis, 4 em Várzea Grande, 3 em Sinop, 2 em Tangará da Serra, 1 em Nova Monte Verde e 1 em Lucas do Rio Verde.

No final da tarde desta sexta-feira (03.04), será divulgada mais uma Nota Informativa com os números atualizados do novo coronavírus. O documento estará disponível no site da SES, que pode ser acessado pelo link: http://www.saude.mt.gov.br/informe/584 .

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Além disso, o detalhamento de casos por municípios de Mato Grosso será apesentado por meio da coletiva de imprensa virtual com o secretário estadual de Saúde, transmitida pelo Instagram e Facebook do Governo do Estado, às segundas, quartas e sextas-feiras.

Em perspectiva nacional, os dados da Plataforma Integrada de Vigilância do Ministério da Saúde, atualizados na quinta-feira (02.04), confirmou 7.910 casos da Covid-19. Além disso, o país já registra 299 óbitos, até o momento.

Recomendações e cuidados básicos

·    Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
·    Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com
pessoas doentes ou com o meio ambiente;
·    Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
·    Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
·    Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
·    Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
·    Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
·    Manter os ambientes bem ventilados;
·    Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.

 

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Foto: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

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CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal ouve presidente da CooperPoconé

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Foto: Ronaldo Mazza

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa ouviu hoje (8) o presidente da Cooperativa de Desenvolvimento Mineral de Poconé (CooperPoconé), geólogo André Luiz da Silva Molina. As principais questões debatidas foram sobre fiscalização dos órgãos de controle, evasão fiscal e possibilidade de investimento para criar uma fundação de pesquisa para aperfeiçoamento do setor, além das questões ambientais como os danos causados pelo sistema de extração com uso de mercúrio, andamento dos programas de recuperação das áreas degradas e riscos para a população com garimpos localizados próximo ao perímetro urbano do município de Poconé.

Indagado pelo presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), sobre a estrutura da CooperPoconé, Molina explicou que a cooperativa reúne 20 empreendimentos minerários com capacidade para extrair uma média de 5 milhões de toneladas ao ano o que gera mais de 1 bilhão de reais de produção de ouro. Os números, segundo ele, fazem parte do relatório de produção dos últimos quatro anos da organização coletiva. 

O presidente da CPI questionou sobre a regularidade das fiscalizações feitas pelos órgãos competentes como Agência Nacional de Mineração e Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

“Então, eu não vejo como uma coisa distante, mas algo cotidiano”, afirmou Molina. Segundo as averiguações são feitas com bastante regularidade e que apenas durante a pandemia as visitas diminuíram. “A ação de fiscalização da ANM e da Sema são corriqueiras e cada renovação da autorização de exploração é feita uma fiscalização dos órgãos”. Somente este ano, segundo ele, já ocorreram duas visitas, inclusive uma mais recente no ultimo mês para conhecer melhor as práticas do estado, considerando o interesse do governo federal em investir no desenvolvimento do setor.

Sobre as informações de sonegação fiscal fornecidas por outros empresários do ramo durante oitivas da CPI, que afirmam que a cada R$ 1 pago corretamente de imposto, de R$ 7 a R$ 10 são sonegados por falta de fiscalização, Molina discorda dos números e defende a necessidade de que se apresente dados e documentos que comprovem essa estimativa. “Não existe sonegação nenhuma. O que acontece com o ouro é que se ele não é legalizado, não tem valor nenhum. No meu entendimento essas informações precisam ser averiguadas”. Segundo ele, a cooperativa segue todos os trâmites de emissão de nota e recolhimento sobre toda produção para que possa ser comercializado corretamente e legalmente. 

Sobre as preocupações ambientas e de segurança para a saúde da população, Wilson Santos questionou sobre os programas de recuperação de áreas degradadas, se a cooperativa investe e executa os planejamentos, ao que Molina  respondeu “que todos os garimpos da cooperativa possuem plano e práticas para garantir a efetividade dos projetos com compromisso dos prazos e ações”. “Não existe nenhum investimento licenciado que não tenha esse planejamento e que não seja cumprido”, defendeu.

Wilson questionou também se Molina tem conhecimento sobre a prática de contrabando de ouro, denunciada na CPI, como o caso das 45 toneladas que teriam saído da Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, rumo à Bolívia, para serem legalizadas. “Não tenho conhecimento sobre isso nem vejo porque alguém contrabandearia ouro para Bolívia. Não vejo a razão e se alguém fala tem que comprovar o que está falando”, afirmou. “Discordo dessa afirmação, não tenho conhecimento e se tem uma denúncia seria dessas precisa chamar a policia federal e o Gefron  [Grupo Especial de Fronteira da Polícia Militar] para ser investigado o que esta acontecendo”, destacou.

“A preocupação com essas denúncias é sobre os riscos da mineração estar sendo usado para lavar dinheiro sujo, do narcotráfico, da politica suja. Que há a sonegação a gente sabe que há, inclusive com apreensão de avião, em Goiás, com contrabando de minérios extraviados de Mato Grosso, sem declaração de imposto nenhum. O nosso questionamento é para buscar sugestões para diminuir a sonegação da atividade mineral no estado”, justificou o parlamentar.

A utilização de mercúrio também foi abordada pelo presidente, bem como a produção do “ouro ético” ou “ouro limpo”, que é obtido dentro dos padrões de melhores práticas ambientais e sociais. Molina afirmou que a eliminação de produto químico é um processo difícil, por se tratar da prática mais eficiente e utilizada há séculos. No entanto ele afirmou que o grupo tem preocupação e adquiriu recentemente um equipamento que utiliza cianeto de sódio com o intuito de eliminar completamente o mercúrio do circuito de depuração do ouro. “É uma máquina bastante complexa, mas que já estamos testando e finalizando os ajustes para iniciar as operações” adiantou. 

Questionado sobre a viabilidade da parceria com a Prefeitura Municipal de Poconé para elaboração de um plano diretor de desenvolvimento para o município, Molina afirmou que a cooperativa tem interesse e disponibilidade para contribuir com o projeto bem como com outras ações para o desenvolvimento do município. A iniciativa é um pedido do prefeito do município que visa fazer um melhor planejamento dos recursos provenientes da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem) destinada ao município para promover melhorias da região afetada pela exploração. “Tudo que contribua para o desenvolvimento do setor a cooperativa vê com bons olhos”. 

Outro investimento para aprimorar as atividades de mineração do estado levantada pelo presidente da CPI foi criação de uma fundação e pesquisa, seguindo os moldes do agronegócio, para elaboração de estudos e orientações técnicas que contribuam com fortalecimento do setor. Molina destacou que a proposta é muito boa e deve ser discutida considerando o grande potencial do estado em produção de diversos minérios. “Os principais pontos que poderiam avançar com um trabalho desses é quanto a possibilidade de implantação de siderúrgicas para beneficiamento dos minérios ao escoamento da produção”, destacou.

Wilson finalizou a reunião enfatizando que a CPI entende a importância da extração de minérios como fonte econômica do estado e que apoia o desenvolvimento do setor inclusive para ampliação dos recursos financeiros. “A preocupação da comissão é conhecer a realidade  dos garimpos para melhorar as práticas e propor aperfeiçoamento na legislação para garantir  o desenvolvimento sustentável do setor sem prejuízos ao meio ambiente e com retorno para a população”.

A próxima reunião está marcada para a próxima segunda-feira (12) e vai receber o empresário Valdiney Mauro da Silva Molina.

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