VÁRZEA GRANDE

DESTAQUE (3)

Leverger: Assistência Social investe na eficiência da tecnologia para melhor atender a população

Publicado em

DESTAQUE (3)

Da Redação.

A Prefeitura de Santo Antônio de Leverger, através da Secretaria de Assistência Social realizou a entrega de dez tabletes, para todas as equipes da pasta, exclusivamente para o “Programa Criança Feliz”.

“No início do Programa Criança Feliz foi com apenas 100 famílias, hoje o município já atende 200 famílias”.

Só no Programa Criança Feliz, cada servidora atende 33 crianças, ao todo 200 famílias são assistidas pelas colaboradoras da Assistência Social, que necessitam deste tipo de equipamento, para agilizar no atendimento da população.

“Nós notamos que as colaboradoras estavam utilizando os seus próprios smartphones, desta forma, para proporcionar mais eficiência na prestação serviços, decidimos investir na tecnologia, com a aquisição dos tabletes”, explicou a secretária de assistência social, Tayane Castro.

O projeto é uma parceria entre o Governo Federal, juntamente com a Prefeitura de Santo Antônio de Leverger e Tribunal de Justiça, que atende as crianças nestes período da primeira infância, um projeto que é muito bem aceito pela população.

“Se tudo der certo na primeira infância, esta criança tem mais capacidade de vencer na vida”, disse Tayane.

Outros serviços que também foram contemplados com o tablete, é a habitação, já que o município possui dois conjuntos habitacionais e a coordenadora vai no local, e com o equipamento na mão, ela consegue estar preenchendo formulários, dando uma resposta mais imediata.

“A equipe volante, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) itinerante, que vai nas comunidades onde está entregando as cestas básicas, é essencial o tablete para preencher o formulário digital”, explicou a secretária.

Foto: Prefeitura Leverger

O Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), o desenvolvimento do trabalho prestado por este Centro exige constantemente o preenchimento e envio de formulários para o Ministério Público, Juizado e Ministério do Desenvolvimento Social, neste caso o tablete é um instrumento que auxilia nas pesquisas e envio de e-mails.

“O serviço Bolsa Família também foi contemplado com um equipamento, que é responsável pelo cadastro único, e a porta de entrada para o auxílio emergencial do Governo Federal, as buscas estão intensas, e com o tablete, em qualquer lugar a colaboradora já consegue preencher o formulário online, para a família que ainda não tem o cadastro”, disse Tayane Castro.

A secretária explicou que o recurso usado para aquisição dos tabletes, é um recurso específico, destinado para estruturação, modernização e logística da Secretaria de Assistência Social.

O prefeito Valdir Castro Filho aprovou de imediato a proposta de compra dos tabletes, porque entendeu que a tecnologia proporciona eficiência no serviço prestado pela secretaria, beneficiando diretamente o povo.

“O Conselho Municipal de Assistência Social aprovou a compra dos equipamentos, é um trabalho em conjunto, em parceria, onde estão trabalhando para atender de melhor forma possível a população, que neste período de pandemia, requer ainda mais cuidados e eficiência nos serviços prestados”, ressaltou Tayane Castro.

Foto: Prefeitura de Leverger.

Leia Também:  Embrapa registra lucro social de R$ 46,4 bilhões em 2019

  

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

DESTAQUE (3)

CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal ouve presidente da CooperPoconé

Publicados

em

Foto: Ronaldo Mazza

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa ouviu hoje (8) o presidente da Cooperativa de Desenvolvimento Mineral de Poconé (CooperPoconé), geólogo André Luiz da Silva Molina. As principais questões debatidas foram sobre fiscalização dos órgãos de controle, evasão fiscal e possibilidade de investimento para criar uma fundação de pesquisa para aperfeiçoamento do setor, além das questões ambientais como os danos causados pelo sistema de extração com uso de mercúrio, andamento dos programas de recuperação das áreas degradas e riscos para a população com garimpos localizados próximo ao perímetro urbano do município de Poconé.

Indagado pelo presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), sobre a estrutura da CooperPoconé, Molina explicou que a cooperativa reúne 20 empreendimentos minerários com capacidade para extrair uma média de 5 milhões de toneladas ao ano o que gera mais de 1 bilhão de reais de produção de ouro. Os números, segundo ele, fazem parte do relatório de produção dos últimos quatro anos da organização coletiva. 

O presidente da CPI questionou sobre a regularidade das fiscalizações feitas pelos órgãos competentes como Agência Nacional de Mineração e Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

“Então, eu não vejo como uma coisa distante, mas algo cotidiano”, afirmou Molina. Segundo as averiguações são feitas com bastante regularidade e que apenas durante a pandemia as visitas diminuíram. “A ação de fiscalização da ANM e da Sema são corriqueiras e cada renovação da autorização de exploração é feita uma fiscalização dos órgãos”. Somente este ano, segundo ele, já ocorreram duas visitas, inclusive uma mais recente no ultimo mês para conhecer melhor as práticas do estado, considerando o interesse do governo federal em investir no desenvolvimento do setor.

Sobre as informações de sonegação fiscal fornecidas por outros empresários do ramo durante oitivas da CPI, que afirmam que a cada R$ 1 pago corretamente de imposto, de R$ 7 a R$ 10 são sonegados por falta de fiscalização, Molina discorda dos números e defende a necessidade de que se apresente dados e documentos que comprovem essa estimativa. “Não existe sonegação nenhuma. O que acontece com o ouro é que se ele não é legalizado, não tem valor nenhum. No meu entendimento essas informações precisam ser averiguadas”. Segundo ele, a cooperativa segue todos os trâmites de emissão de nota e recolhimento sobre toda produção para que possa ser comercializado corretamente e legalmente. 

Sobre as preocupações ambientas e de segurança para a saúde da população, Wilson Santos questionou sobre os programas de recuperação de áreas degradadas, se a cooperativa investe e executa os planejamentos, ao que Molina  respondeu “que todos os garimpos da cooperativa possuem plano e práticas para garantir a efetividade dos projetos com compromisso dos prazos e ações”. “Não existe nenhum investimento licenciado que não tenha esse planejamento e que não seja cumprido”, defendeu.

Wilson questionou também se Molina tem conhecimento sobre a prática de contrabando de ouro, denunciada na CPI, como o caso das 45 toneladas que teriam saído da Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, rumo à Bolívia, para serem legalizadas. “Não tenho conhecimento sobre isso nem vejo porque alguém contrabandearia ouro para Bolívia. Não vejo a razão e se alguém fala tem que comprovar o que está falando”, afirmou. “Discordo dessa afirmação, não tenho conhecimento e se tem uma denúncia seria dessas precisa chamar a policia federal e o Gefron  [Grupo Especial de Fronteira da Polícia Militar] para ser investigado o que esta acontecendo”, destacou.

“A preocupação com essas denúncias é sobre os riscos da mineração estar sendo usado para lavar dinheiro sujo, do narcotráfico, da politica suja. Que há a sonegação a gente sabe que há, inclusive com apreensão de avião, em Goiás, com contrabando de minérios extraviados de Mato Grosso, sem declaração de imposto nenhum. O nosso questionamento é para buscar sugestões para diminuir a sonegação da atividade mineral no estado”, justificou o parlamentar.

A utilização de mercúrio também foi abordada pelo presidente, bem como a produção do “ouro ético” ou “ouro limpo”, que é obtido dentro dos padrões de melhores práticas ambientais e sociais. Molina afirmou que a eliminação de produto químico é um processo difícil, por se tratar da prática mais eficiente e utilizada há séculos. No entanto ele afirmou que o grupo tem preocupação e adquiriu recentemente um equipamento que utiliza cianeto de sódio com o intuito de eliminar completamente o mercúrio do circuito de depuração do ouro. “É uma máquina bastante complexa, mas que já estamos testando e finalizando os ajustes para iniciar as operações” adiantou. 

Questionado sobre a viabilidade da parceria com a Prefeitura Municipal de Poconé para elaboração de um plano diretor de desenvolvimento para o município, Molina afirmou que a cooperativa tem interesse e disponibilidade para contribuir com o projeto bem como com outras ações para o desenvolvimento do município. A iniciativa é um pedido do prefeito do município que visa fazer um melhor planejamento dos recursos provenientes da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem) destinada ao município para promover melhorias da região afetada pela exploração. “Tudo que contribua para o desenvolvimento do setor a cooperativa vê com bons olhos”. 

Outro investimento para aprimorar as atividades de mineração do estado levantada pelo presidente da CPI foi criação de uma fundação e pesquisa, seguindo os moldes do agronegócio, para elaboração de estudos e orientações técnicas que contribuam com fortalecimento do setor. Molina destacou que a proposta é muito boa e deve ser discutida considerando o grande potencial do estado em produção de diversos minérios. “Os principais pontos que poderiam avançar com um trabalho desses é quanto a possibilidade de implantação de siderúrgicas para beneficiamento dos minérios ao escoamento da produção”, destacou.

Wilson finalizou a reunião enfatizando que a CPI entende a importância da extração de minérios como fonte econômica do estado e que apoia o desenvolvimento do setor inclusive para ampliação dos recursos financeiros. “A preocupação da comissão é conhecer a realidade  dos garimpos para melhorar as práticas e propor aperfeiçoamento na legislação para garantir  o desenvolvimento sustentável do setor sem prejuízos ao meio ambiente e com retorno para a população”.

A próxima reunião está marcada para a próxima segunda-feira (12) e vai receber o empresário Valdiney Mauro da Silva Molina.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Setasc participa do Projeto MT Ciências com serviços de cidadania
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA