VÁRZEA GRANDE

DESTAQUE (3)

Baby Kim quer guerra? Então vai ter. Mundo que se prepare

Publicado em

DESTAQUE (3)

Da Redação 

A guerra pode ser a salvação para os norte-coreanos, escravizados pelos japoneses durante a II Guerra e depois por seus próprios líderes, a dinastia Kim. Para os coreanos em geral, terá, obviamente, um custo terrível. Para o mundo, será um tranco danado.

Mas a hipótese de uma escalada catastrófica que levaria a uma intervenção da China, a terceira maior potência dos nove países que têm armas nucleares, é relativamente exagerada.

Os riscos não podem ser minimizados, mas também não devem ser superdimensionados.  Isso costuma acontecer porque, de certa maneira, como os generais, muitos analistas também “lutam a última guerra”. Ou seja, aplicam as lições do último conflito a uma situação que parece replicá-lo.

Existem, evidentemente, muitos paralelos com o conflito que começou em 1950 e, de várias maneiras, continua até hoje. O mais impressionante é o da “auto-contenção”, a opção política do presidente Harry Truman para não bombardear o Exército do Povo, que havia entrado diretamente na Guerra da Coreia, e, principalmente, não usar bombas atômicas para virar um jogo que parecia perdido.

Detalhe importantíssimo: em 1950, só os Estados Unidos tinham bombas de plutônio operacionais. A União Soviética havia feito o primeiro teste nuclear um anos antes, mas não tinha como lançá-las.

CASUS BELLUM

Truman, que havia autorizado as bombas de Hiroxima e Nagasaki para obter uma rendição que, com armas convencionais, teria causado enormes baixas entre os americanos, seguiu a política de autocontenção na Guerra da Coreia.

Exatamente o mesmo termo foi usado pelo atual comandante das forças americanas na Coreia do Sul, general Vincent Brooks, para explicar o único motivo pelo qual ainda não foi desfechada uma ação militar contra o Norte.

A justificativa para o casus bellum é a sequência de testes com mísseis usados como veículos para bombas nucleares. O ápice foi o foguete que voou durante 40 minutos, habilitando experimentalmente o regime de Kim Jong-Un a atingir o Alasca.

O limiar é inadmissível para os Estados Unidos e ponto final. Quem quiser, pode ficar discutindo se é certo ou errado. Mas a realidade não vai mudar por causa disso. Kim Jong-Un recebeu todos os avisos, os alertas, as advertências, as ameaças. Outros ainda serão feitos, em termos mais urgentes. Não ouviu nem ouvirá?  Que aguente.

A divisão da Península Coreana em dois países é a única que persiste no mundo pós-Guerra Fria, como aconteceu com a unificação da Alemanha, ou guerra quente, no caso do Vietnã.

MONSTRO PREFERIDO

A separação  foi consequência da II Guerra, que chegou ao fim com uma área de ocupação americana, o sul, e outra sob controle soviético, ao norte. O avô do ditadorzinho atual, Kim Il-Sung, com 26 anos de exílio, tinha sido criado pelos soviéticos e escolhido para dominar a Coreia liberada por ninguém menos que Laurenti Beria, o monstro preferido de Stalin.

Leia Também:  Fachin manda a Moro denúncia contra Cunha, Geddel, Alves e Loures por organização criminosa

A propaganda soviética também produziu o mito de uma luta heróica contra o domínio do Japão, instaurado em 1910 e levado a extremos de brutalidade, incluindo a escravidão sexual, quando o império entrou no conflito mundial. Na verdade, Kim Il-Sung havia lutado com forças chinesas contra os japoneses, não em solo pátrio.

A associação da ideologia comunista com nacionalismo independentista aconteceu em vários países, mas na Coreia do Norte produziu um regime bizarro que viria a romper com todos os aliados comunistas, embora continuasse recebendo ajuda soviética até o fim. Literalmente, 1991.

A Coreia foi também o único caso em que um levante comunista-nacionalista redundou em guerra direta com os Estados Unidos, embora com mandato da ONU (no Vietnã, os americanos davam “assessoria militar” ao governo do Sul).

Por ordem da URSS stalinista e de um novo líder supremo chinês chamado Mao Tsé-tung, sob o comando de Kim Il Sung, forças norte-coreanas e chinesas invadiram o Sul. Os americanos, desmobilizados, só não levaram uma sova maior porque o general Douglas MacArthur sabia uma coisa ou duas sobre guerra.

GENERAL ESTRESSADO

Só não sabia seus limites: entrou em tantas brigas com o presidente Harry Truman, que foi demitido, em pleno conflito, no maior caso de confronto entre um presidente americano e um dos generais mais estrelados – e estressados –  da história. MacArthur queria bombardear diretamente a China e usar armas nucleares.

Foi este o caso que também produziu a melhor frase de Truman, um político sem carisma que havia assumido a presidência pela primeira vez com a morte de Franklin Roosevelt duas semanas antes da rendição da Alemanha, em 12 de abril de 1945.

“Eu não o demiti porque ele é um filho da mãe tapado, embora ele seja”, disse Truman sobre o legendário general. O termo usado não foi exatamente filho da mãe.

A autocontenção de Truman, praticada também em nome da preservação de vidas americanas, redundou na transformação da divisão provisória em permanente. Kim Il Sung transformou-se numa espécie de ditador por direito divino, usando mitos religiosos para fundamentar um totalitarismo de matriz racial.

Gênio da Filosofia e Gênio da Música foram alguns dos milhares de títulos criados para ele e, depois, transmitidos para o filho, Kim Jong-Il. O povo, doutrinado em padrões que fariam o ápice do maoísmo parecer uma sociedade libertária, só tinha uma opção: obedecer. E louvar a própria miséria como um padrão de vida sem igual no mundo todo.

Leia Também:  Brasil está preparado para impactos econômicos da guerra, diz Tesouro

MORTOS DE FOME

Uma rápida comparação. Quando, com o fim da União Soviética, também acabou a mesada dos estados-clientes, Cuba entrou no “período especial” de falência alimentar. Os cubanos emagreceram em massa, mas o regime forçado diminuiu em até a metade a morte por doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, associadas à alimentação. Na Coreia do Norte, o número estimado dos mortos de fome, pelo mesmo motivo, é de 500 mil.

Mas até pelos padrões norte-coreanos de lavagem cerebral a figura de Kim Jong-Il é associada, mesmo que nos mais profundos recônditos, à grande fome dos anos 90. É por isso que seu filho, o baby Kim, procura acentuar a semelhança física com o avô – inclusive, plantam os sul-coreanos que monitoram os irmãos inimigos, com cirurgias plásticas.

Kim Jong-Un também tem um programa de obras públicas vistosas e obras privadas mais visíveis ainda, como mandar matar o tio, por rivalidade política, e o irmão que vivia exilado, mas poderia ser uma alternativa de poder.

Mas seu projeto mais espetacular é o da aceleração do programa nuclear bélico, iniciado pelo pai. A cada novo teste, Kim e seus generais são fotografados em poses efusivas, dando risada. Depois do ateste com o míssil que voou 940 quilômetros sobre o mar, ele mandou dizer que haveria mais “pacotes de presente”, grandes e pequenos, para “os ianques”.

Donald Trump pôs na mesa uma série de argumentos para a China cortar as linhas vitais que permitem ao baby Kim sobreviver e ainda tripudiar. O novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, também tentou uma política de acomodação, mandando suspender a instalação dos mísseis interceptadores americanos que incomodavam a China.

Existe ainda espaço para uma saída diplomática? Acreditar que sim faz parte do jogo, especialmente diante dos custos de uma guerra. Um dos cálculos mais citados é o de um ex-comandante americano na Coreia do Sul, general Gary Luck: um milhão de baixas em custo humano e um trilhão de dólares em perdas econômicas.

É poder saber que os adversários farão de tudo para não sofrer estes custos que baby Kim ri e tripudia deles. Até que passe do limite claramente especificado. Daí, só Tomahawk dá jeito.

Fonte: Veja

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

DESTAQUE (3)

Prefeitura de VG fornece transporte gratuito a pequenos produtores rurais

Somente nestas duas primeiras semanas do ano, já foram transportadas três cargas de mudas de capiaçu para comunidades Sadia 1 e Umuarama, além de outros insumos

Publicados

em

SECOM VG

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), realizou o transporte gratuito de uma carga de capiaçu (capim) no assentamento Nossa Senhora Aparecida 1 (Sadia 1), o que vai beneficiar 11 famílias que vivem da agricultura. Esta é a segunda entrega de mudas de capim na comunidade rural. A primeira ocorreu na semana passada, beneficiando cinco pequenos produtores.

As remessas de capiaçu foram doadas por um pequeno produtor do assentamento São Miguel (Sadia 3). Os produtores se uniram para pagar uma pessoa para fazer o corte da gramínea. Já o transporte foi feito de forma totalmente gratuita pela SEMMADRS, que dispõe de dois caminhões-caçamba (com capacidade de 15 toneladas cada) para atender às demandas do campo. Se fossem pagar o frete entre as duas comunidades, os agricultores teriam que desembolsar em torno de R$ 1,2 mil.

Os caminhões foram doados pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) para o Município, no dia 11 de novembro de 2022. Em menos de dois meses, os veículos já haviam transportado 56 toneladas de insumos. Em menos de duas semanas de 2023, foram realizados os transportes de três cargas de capiaçu para as comunidades do Sadia 1 e Umuarama; uma carga de areia para reforma de baia de suínos, no Umuarama; uma carga de terra preta para a implantação de uma horta comunitária no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Santa Maria, além de atender outros setores da SEMMADRS, como o viveiro municipal.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio dos Santos, comemora a produtividade. “Em Várzea Grande, vivemos um momento muito propício para a agricultura familiar, em que os pequenos produtores estão empenhados em desenvolver suas atividades, nossas equipes, sob determinação do prefeito Kalil Baracat têm elaborado projetos que atendem às demandas e, além disso, contamos com várias parcerias que favorecem produção agrária no nosso município. Estamos muito felizes com os resultados obtidos e vamos continuar trabalhando para melhorar ainda mais”, assevera.

Leia Também:  Mundo vive turbulência econômica que vai piorar, diz ministro

Aproveitamento do suporte

Dentre os pequenos agricultores da comunidade Sadia 1, alguns já criam gado e outros querem começar a trabalhar com a bovinocultura, a fim de diversificar a produção. Vera Lúcia Pereira Reis é dona de uma propriedade onde, junto com o esposo, cria 24 cabeças de gado, galinhas caipiras e peixes. Ela já conta com 12 hectares de pasto, composto por braquiara e andropogon. Agora, já preparou o solo de mais um hectare para receber as mudas de capiaçu. “Vai ajudar no período de seca porque geralmente o pasto fica mais escasso e temos que gastar com ração, servir casca de mandioca para o gado”, afirma.

Já o agricultor José Domingos vive com a esposa em uma propriedade de 10 hectares, onde cria porcos, galinha caipira e trabalha com olericultura. Agora, pretende começar a criar gado e, por isso, aproveitou a doação e transporte gratuito de capim para iniciar o pasto. “Vou aproveitar a época de chuva para plantar capim. O pasto nosso vai dar uns 5 hectares. Um macinho desse pra mim começar já está bom porque depois dá para tirar mais ramos dele mesmo”, afirma.

A respeito do apoio ofertado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), ele elogia, destacando que além do transporte de capim, já recebeu calcário e sua esposa participou de cursos. “É ótimo porque eu tenho plantação de mandioca, milho e a terra melhorou muito desde o calcário que nós ganhamos ano passado da Prefeitura. Temos vários apoios com orientações. Minha esposa já fez vários cursos. Tudo o que vem, a gente quer”.

A presidente da Associação de Produtores do Assentamento Nossa Senhora Aparecida 1, Lucineia Ferreira da Silva, destaca a relevância do trabalho da Prefeitura no fomento aos pequenos produtores rurais. “É muito importante para os agricultores da nossa comunidade estar ganhando essas mudas de capiaçu porque aqui para nós é tudo mais difícil, mas, com a equipe dando todo esse suporte fica mais fácil. Nessa época da chuva, precisamos de mudas e os agricultores estão muito empenhados em criar gado para produzir leite, fazer doces. Com a ajuda da Secretaria aqui conosco, dando esse apoio, o desenvolvimento da nossa comunidade é melhor. Estamos muito animados com essa parceria!”, comenta.

Leia Também:  Presidente do STF Dias Toffoli determina que União garanta empréstimo com Banco Mundial

Compromisso com resultados

Além de fazer o transporte das mudas de capim de forma gratuita, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) também fornece apoio no preparo do solo, por meio de tratores e grades aradoras com operador de máquinas e doação de calcário, além da assistência técnica fornecida por agrônomos e técnicos agrícolas.

“Vamos dar toda a orientação no plantio dessas mudas e acompanhar também o seu desenvolvimento futuramente, ver as falhas, ver as condições do solo. A comunidade Sadia 1 conta com um trator de 50 cavalos da Prefeitura para suporte no gradeamento do solo. Nosso objetivo é fazer com que de fato esses pequenos produtores tenham um resultado satisfatório com esse trabalho”, diz o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável do Município, Jhonattan Ferreira.

Capiaçu

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o BRS Capiaçu é um clone de capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) de alto rendimento para suplementação volumosa na forma de silagem ou picado verde. Devido ao seu elevado potencial de produção (50t/ha/ano), também pode ser utilizada para a produção de biomassa energética. Tem porte alto (até 4,20 metros de altura), se destacando pela produtividade e pelo valor nutritivo da forragem quando comparada com outras cultivares de capim-elefante. A BRS Capiaçu apresenta maior produção de matéria seca a um menor custo em relação ao milho e a cana-de-açúcar. A silagem deste capim constitui uma alternativa mais barata para suplementação do pasto no período da seca.

Fonte: SECOM VG

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA