VÁRZEA GRANDE

CUIABÁ-MT

Vizinhos pedem socorro para idosos abandonados à própria sorte

As duas idosas adoentadas e um rapaz portador de epilepsia padecem há tempo nessa casa. Vizinhança se uniu em regime de anonimato para tentar socorrê-los. “Tudo de ruim pode acontecer ali se algo não for feito”, alertam

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Foto: Secom VG

O número 1.424 da Rua Joaquim Murtinho, centro de Cuiabá, tem sido observado atentamente pela vizinhança por um motivo bem especial: ali residem três pessoas em situação de gritante vulnerabilidade social. São duas idosas (64/96 anos) e um rapaz de 43 anos, portador de epilepsia.

Nenhum dos três está apto fisicamente para atender sequer a si mesmo. A idosa de 96, Constância Santana, e o rapaz Antônio Carlos Magalhães, 43, demonstram visível comprometimento das faculdades mentais, seja pela senilidade (demência da velhice) ou crises sequenciais de epilepsia, associadas à sedação por medicamentos, tipo tarja preta.

Consequentemente, a obrigação de cuidar da casa [e de quantos nela residem] recai na única moradora lúcida da residência, Helena Magalhães, de 64 anos. Está lúcida, mas extenuada pelo fardo das obrigações imposta a seu corpo, igualmente doente: Helena sofre limitações de movimentos por causa de trombose numa das pernas, sempre muito inchada, conforme a vizinhança. Doença em evolução progressiva.

Praticamente, informaram, ela se arrasta o dia todo pelos cômodos da casa sem parar, tentando atender os parentes atrofiados. Os gritos desesperados de ambos pedindo ajuda são constantes; podem ser ouvidos a dezenas de metros.

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HIGIENIZAÇÃO ZERO

Em função do quadro de desamparo instalado no lugar, a higiene foi deixada 100% de lado, é outra informação dos poucos que adentram regularmente na casa. Segundo eles, há lixo, fezes e urina por todos os lados, o que torna o recinto fétido.

“A impressão é que desativaram o vaso sanitário: a casa inteira virou uma imensa latrina. Ao andar, convém ter cuidado para não pisar em algum monte de fezes”, disse um deles.

Observando esse cotidiano, alguns já recorreram, ainda sem êxito, aos órgãos assistenciais do município e Estado. Alertas de que algo pior possa ocorrer ali têm sido emitidos nos grupos sociais.

O temor geral é de que a única idosa em condições parciais de cuidar dos parentes debilitados venha a ter, em breve, seus movimentos interrompidos pelo avanço da trombose. Soma-se ao inchaço de sua perna insuportável odor de carne em estado de putrefação, disseram.

“A perna doente mais parece a de um elefante”, descrevem, emocionados. E suplicam:

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“Veja aí, moço, como pode ajudar essa gente: chegaram a um ponto de dependência total!”

Nenhum dos denunciantes autorizou citar seu nome, apesar de frisarem a urgência de que alguma providência efetiva seja tomada para resgatar essas pessoas.

“Socorrê-las é a palavra exata. Encontram-se num ambiente insalubre, sem nenhum apoio dos demais parentes. Merecem ser atendidas dignamente. Da forma como se encontram, nem um cão vira-latas suportaria muito tempo”, exemplificam.

FONTE: Da Redação

 

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Coordenadora da Defesa Civil de Várzea Grande é condecorada

A honraria da Defesa Civil Estadual é destinada a agraciar integrantes do Sistema de Proteção e Defesa Civil do Estado de Mato Grosso que prestam notáveis serviços à instituição

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Foto: SECOM VG

A Defesa Civil de Várzea Grande, por meio de sua coordenadora Cristiane Lima Prado, foi agraciada com a Medalha do Mérito “Engenheiro Domingos Iglesias Valério”, pelos relevantes serviços prestados ao sistema estadual de proteção e defesa civil. A honraria foi entregue na última terça-feira (24), pelo secretário-adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel bombeiro militar César Viana de Brum, e foi publicada como Decreto nº 1.550, de 29 de novembro de 2022, assinado pelo governador Mauro Mendes.

“Fiquei muito honrada e estou muito satisfeita e orgulhosa por poder representar o Município de Várzea Grande. Eu estou na Defesa Civil desde 2019 e a gente vem em parceria com a Defesa Civil do Estado e sempre em contato com os municípios próximos para poder fazer o nosso trabalho”, afirma Cristiane Prado.

A medalha de honra ao mérito da Defesa Civil Estadual é destinada a agraciar os integrantes do Sistema de Proteção e Defesa Civil do Estado de Mato Grosso que prestam notáveis serviços à instituição. Em Várzea Grande, a Defesa Civil é regulamentada pela Lei Municipal nº 4.098/2015, que determina que compete a ela, dentre outras atribuições, “adotar medidas de planejamento e execução das operações, especialmente nas situações que impliquem desastres, estados de emergência e calamidade pública, com a possibilidade de ocorrência de sinistros que importem em danos a bens pessoais, estabelecendo parcerias e convênios com outros entes estaduais e federais visando a prevenção e controle de desastres”.

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“Nós fazemos o trabalho preventivo, mas, a nossa maior demanda são as questões dos sinistros que ocorrem, normalmente, quando tem muita chuva, vendaval, intempéries da natureza, em que estamos sempre disponíveis 24 horas por dia para fazer o atendimento”, explica a coordenadora.

O secretário municipal de Defesa Social, Alessandro Ferreira, parabenizou Cristiane Prado e demais servidores da Defesa Civil municipal pela distinção. “É importante porque reconhece o trabalho que vem sendo desenvolvido por parte da Defesa Civil municipal, que é muito conclamada pela população por conta das características do município, que tem muitas áreas de preservação permanente, muitas áreas de risco. E a nossa Defesa Civil é linkada com as Defesas Civis do Estado e Nacional”, afirma.

Fonte: SECOM VG

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