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Muxirum da Alfabetização contemplará 11 mil jovens e adultos

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Programa pretende diminuir drasticamente a taxa de analfabetismo em Mato Grosso

Da Redação

 

O governador Pedro Taques, o secretário de Educação, Esporte e Lazer, Marco Marrafon, e prefeituras parceiras lançaram na tarde desta segunda-feira (12.06), no Palácio Paiaguás, o programa Muxirum da Alfabetização. A iniciativa tem como meta diminuir drasticamente a taxa de analfabetismo em Mato Grosso, alfabetizando cerca de 11.200 jovens, adultos e idosos, até dezembro de 2018.

A previsão é de que sejam investidos aproximadamente R$ 3,7 milhões no projeto.

O secretário de Educação, Esporte e Lazer, Marco Marrafon, destacou que a taxa de analfabetismo em Mato Grosso é de 5,9%, na faixa etária que vai dos 15 aos 69 anos, público-alvo do Muxirum.

“Esse é um dos compromissos mais importantes do governador Pedro Taques, e temos lutado muito para implementar. Acreditamos que ele vai dar certo, pois contamos com o envolvimento de toda a sociedade civil. Precisamos unir as denominações religiosas, sindicatos, comunidade, os profissionais, para que juntos consigamos avançar, reduzir e erradicar o analfabetismo em nosso Estado”, afirmou Marrafon.

O secretário destacou que a metodologia utilizada é inovadora, com alfabetização em até seis meses. “Esperamos alcançar 3 mil alfabetizados até o final deste ano. O que significa um recorde histórico, já que de 2010 a 2015 foram alfabetizados no Estado um pouco mais de mil pessoas. Nossa meta é atingir 11 mil pessoas. Porém, se conseguirmos realizar o fortalecimento das ações, vamos avançar para 15 mil pessoas”, enfatizou.

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O governador Pedro Taques lembrou que as pessoas precisam de uma educação formal para que tenham melhor qualidade de vida.

“Elas precisam ser inseridas na sociedade em que vivem, para que possam criticar os políticos, votar, debater sobre a concretização de políticas públicas, por exemplo. Alfabetizar essas pessoas, para a nossa administração, é mais importante do que construir estradas, do que entregar viaturas para a polícia ou reformar escolas. Neste programa, estamos tratando de gente. Tratando as pessoas com respeito, dando a elas a oportunidade de ter um caminho melhor. Tirar as pessoas da escuridão é um compromisso de todos”.

Primeira etapa

Inicialmente, nove municípios mato-grossenses foram selecionados para a implantação do programa, a partir da situação geográfica e pelo índice de analfabetismo, de acordo com dados da Secretaria de Planejamento de Mato Grosso (Seplan), para pessoas com idade de 15 anos ou mais.

Os municípios contemplados na primeira etapa do programa foram Acorizal, com 914 pessoas analfabetas, ou seja 19,8% da população do município, Chapada dos Guimarães, com 1.554 (10,6%), Ipiranga do Norte, com 180 (4,3%), Jangada, com 1.042 (17,1%), Nossa Senhora do Livramento, com 1.863 (19,1%), Nova Brasilândia, com 643 (16,9%), Planalto da Serra, com 255 (11,6%), Tapurah, com 381 (4,4%) e Várzea Grande, com 10.294 (4,9%).

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Para dar andamento ao programa, nessas localidades foram capacitados mais de 270 alfabetizadores, que estão atuando em 278 turmas.

As aulas tiveram início no mês de maio e ocorrem em diversos espaços, como salões paroquiais, centros comunitários, sedes de fazendas e até mesmo nas residências dos alfabetizadores, além de escolas.

Segunda etapa

Outros 10 municípios serão contemplados na segunda etapa: Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Campo Verde, Confresa, Nobres, Porto Alegre do Norte, Rosário Oeste, Santa Carmem e Vila Rica. 

Nestas regiões, a meta é alfabetizar cerca de 4.984 pessoas. As aulas terão início em julho. Ao todo, já estão formadas 484 turmas, sendo 373 na região rural e 111 na urbana.

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Invasores de lotes no entorno do Contorno Leste em Cuiabá implantam terror

FAMÍLIAS ESTÃO DESESPERADAS COM AS INVASÕES QUE ACONTECEM DIARIAMENTE NA REGIÃO DO CONTORNO LESTE DA CAPITAL MATO-GROSSENSE.

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Fotos: Arquivo Pessoal

Muitas propriedades e pequenos lotes, situados na região do Contorno Leste, em Cuiabá-MT, nas imediações do condomínio Belvedere, foram invadidas recentemente por grupos motorizados, fato amplamente noticiado na mídia estadual.

Os invasores utilizam métodos violentos, genuinamente no estilo viking, segundo descrevem as vítimas, e continuam agindo impunemente na área. Segundo reunião que fizeram para análise da situação, todos os terrenos de pequeno, médio e grande porte no entorno do Contorno Leste estão na mira dos criminosos, alertam.

“Basta ir lá para ver a movimentação intensa deles, mais parecendo cobras querendo dar o bote nas pessoas”, diz um geólogo que adquiriu lote no lugar, aquisição registrada em cartório.

“Eu nem saio do carro, pois temo ser agredido. A coisa está assim: invadem e expulsam o dono da propriedade. Ele nem pode retornar ao local”.

Foto: Arquivo Pessoal

Temendo pela sua segurança pessoal e da família, ele pediu para não postar fotos suas, apenas do BO. A esperança é de que alguma resolução judicial garanta a reintegração de posse das áreas invadidas.

“Eu fui um dos primeiros a denunciar essa tropa infame. São abusados, querem tomar tudo que construímos à força, que suamos tanto para pagar. E o pior é que estão conseguindo, como fosse direito deles. Em resumo: quem tem terreno por ali (Contorno Leste) não tem mais qualquer segurança: de um dia pra outro pode perder sua propriedade. E ainda levar baita surra dos brutamontes que integram os grupos”.

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Ainda que tenha sido um dos primeiros a registrar BO, frisando na Polícia que os proprietários de lotes e chácaras próximas ao Contorno Leste estão sendo prejudicados, ameaçados e até agredidos. O geólogo lamenta que nada tenha sido feito ainda em prol de proteger pessoas e propriedades.

“Esses invasores chegam em quantidade sempre maior, e continuam de prontidão, atentos ao menor descuido de algum sitiante para se apoderar de suas terras. Têm agido mesmo com violência, segundo muita gente já confirmou. Pelo menos no meu caso isso ainda não aconteceu, pois não estava lá quando invadiram meu lote”, disse.

Um dos chacareiros mais prejudicados é o português João Antônio Pinto, informa, já com grande parte de suas terras invadidas. Na propriedade, acessada pelo Planalto (Coxipó Mirim) ou pelo Jardim Imperial, João Pinto cria modesta quantidade de gado, tem pista, hangar, e é onde guarda um monomotor, avião modelo Super Hélio Courier.

“Não sei se os vikings, como estão sendo denominados esses invasores, já chegaram ao centro da propriedade do vizinho João Pinto, também se apoderando de tudo que se encontra por lá. Porém, nos arredores, fincaram bandeira de posse ilegal”.

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O geólogo conta ter ficado sabendo que um dos filhos de João Pinto foi agredido ao tentar barrar a derrubada de cerca, operação feita por tratores.

“As autoridades precisam tomar providências urgentes! Estamos mesmo vivenciando, em Cuiabá, as barbaridades protagonizadas pelos vikings há séculos, quando invadiam terras e trucidavam pessoas. E isso  é movimento orquestrado por quadrilha especializada: dispõem de maquinário pesado, carros de luxo e recursos para bancar proteção de leões de chácara. Como um simples chacareiro vai enfrentar esses brutamontes? É um caso de Polícia!”

 

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