VÁRZEA GRANDE

DESTAQUE

Moro condena Palocci a 12 anos e 2 meses de prisão

Publicado em

DESTAQUE

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma foi condenado na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; ele está preso em Curitiba desde setembro de 2016

Da redação

 

O juiz federal Sérgio Moro condenou nesta segunda-feira, 26, o ex-ministro Antonio Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão. Ex-ministro dos governos Lula e Dilma foi condenado na Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Operação Omertà. É a primeira condenação de Palocci no escândalo Petrobrás.

Seu assessor Branislav Kontic foi absolvido por falta de provas, além do ex-executivo da Odebrecht Rogério dos Santos Araújo. Ao todo são 13 condenados, incluíndo  empresário Marcelo Odebrecht e os marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura – os três, delatores da Lava Jato.

A ação apontou pagamentos de USD 10.219.691,08 em propinas, referentes a contratos firmados pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu – de propriedade da Odebrecht – com a Petrobrás, por intermédio da Sete Brasil.

“Além disso, o crime insere-se em um contexto mais amplo, revelado nestes mesmos autos, de uma conta corrente geral de propinas com acertos de até duzentos milhões de reais”, escreveu Moro, em sua sentença.

Leia Também:  Balança comercial tem segundo maior superávit para meses de julho

“Reconhecido o concurso formal entre os crimes de corrupção e lavagem, unifico as penas de ambos pela regra do art. 70 do Código Penal. Sendo um crime de corrupção em concurso formal com dezenove de lavagem, elevo as penas dos crimes mais graves, de lavagem, em um terço, resultando em doze anos, dois meses e vinte dias de reclusão”, decretou Moro.

A força-tarefa cobrava os R$ 32.110.269,37, valor correspondente à suposta propina paga pela empreiteira Odebrecht por contratos de afretamento de sondas com a Petrobrás, objeto desta ação penal.

Os pagamentos teriam sido efetuados pelo Setor de Operações Estruturadas das Odebrecht, no qual Palocci era identificado como “Italiano”. Os pagamentos estão registrados em planilha apreendida no Grupo Odebrecht de título “Posição Programa Especial Italiano”.

Os delatores da Odebrecht confessaram que Palocci era “Italiano”, e que era responsável pelo “caixa geral” de acertos de propinas entre o grupo e  PT.

Os pagamentos que totalizaram US$ 10 milhões foram feitos sob supervisão de Paloccim, entre 2012 e 2013, para João Santana. “Tais pagamentos encontrariam correspondência em lançamento na planilha que retrataria o “caixa geral” da propina a título de “Feira (pgto fora=US10MM)”, sendo “Feira” o codinome atribuído pelo Grupo Odebrecht ao casal de publicitários”, destaca Moro, na sentença.

Leia Também:  Aumenta pedidos de aposentadoria antes da reforma

A ação aponta que Odebrecht acertou vantagens indevidas com Palocci, em 2010, quando ele era deputado federal do PT e membro do Conselho de Administração da Petrobrás.

“Segundo a denúncia, parte das propinas pagas estaria relacionada com a interferência de Antônio Palocci Filho em favor do Grupo Odebrecht na contratação pela Petrobrás de vinte e oito sondas de perfuração marítima para exploração de petróleo na área do pré-sal”, registra a sentença.

“Estima a denúncia em R$ 252.586.466,55 a propina que teria sido solicitada e paga em decorrência dos contratos celebrados com o Estaleiro Enseada do Paraguaçu.”

Foram condenados ainda os marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobrás Renato de Souza Duque, os ex-executivos da Sete Brasil João Carlos Ferraz e Eduardo Vaz Musa, o empresário Marcelo Bahia Odebrecht, e Hilberto Silva Mascarenhas, Fernando Migliaccio, Luiz Eduardo Soares, Marcelo Rodrigues e
Olívio Rodrigues.

 

 

 

 

Fonte: Estadão

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

DESTAQUE

Leonardo e Bruno e Marrone lançam a cerveja Cabaré em live-show nesta quarta

Os sertanejos são amigos há 36 anos, apresentarão uma bagagem de hits e sucessos que fazem parte da memória dos fãs

Publicados

em

Foto: Marcos Lopes

Nesta quarta-feira (16), O Grupo Petrópolis lança a cerveja Cabaré e, para celebrar, o cantor Leonardo fará um show exclusivo transmitido para todo o Brasil pelo próprio canal do Youtube, com a parceria com a dupla Bruno & Marrone. O artista é o embaixador da cerveja. A live será às 19h (horário de Cuiabá) e já é possível acionar o lembrete neste link.

A live-show terá um cenário grandioso, painéis de LED e romantismo. Os sertanejos são amigos há 36 anos, apresentarão uma bagagem de hits e sucessos que fazem parte da memória dos fãs.

A Cabaré é uma cerveja puro malte dourada, com lúpulos alemães, no estilo American Lager e de baixa fermentação. O rótulo foi criado a partir da parceria entre o Engenho Dom Tapparo e a empresa, que produz outras marcas, como a Itaipava, a Black Princess, a Petra e a Weltenburger.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  IGP-M acumula inflação de 31,12% em 12 meses
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA