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Jovens encontram na educação inspiração para serem atletas

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Da Redação

Dos primeiros golpes de criança franzina na escola aos tatames internacionais. Das primeiras cestas e enterradas à coleção de títulos. Empenho, esforço físico e psicológico, além de muita disciplina, são fundamentais para o sucesso dos atletas olímpicos, lembrados na data comemorativa de 23 de junho. Neste mesmo dia, também é celebrado o Dia Olímpico, uma homenagem à criação do Comitê Olímpico Internacional (COI), em 23 de junho de 1894, em Paris, por iniciativa do Barão Pierre de Coubertins.

Em Mato Grosso, no primeiro estádio escola, na Arena da Educação – Escola Estadual Governador José Fragelli – crianças e adolescentes dividem o tempo entre a sala de aula e uma das nove modalidades esportivas ofertadas. É uma unidade educacional de período integral vocacionada ao esporte. Em um dos turnos, os alunos estudam as disciplinas básicas, como português, matemática e história, e, no outro, há o treinamento esportivo. A ideia é formar estudantes-atletas de alto nível, com todo suporte técnico e profissional. 

A estudante Carolina Teixeira, de 12 anos de idade, tem o Judô entranhado nas veias. Boa aluna, com preferência para a matemática, ela começou a treinar no próprio bairro, o Jardim União, e já mira no ídolo David Moura. “Ele aplica um golpe muito difícil, tem muita habilidade”. O pai foi quem comprou o quimono para ela, que usa para treinar nas aulas da sensei Marilene Dias.

Para Carolina, os benefícios do esporte são pensamento estratégico e resistência. “No tatame, temos que decidir rapidamente o golpe que vamos usar e como sair dele, se vai usar força ou estratéa”, exemplifica. Outro ponto crucial é o respeito com o sensei, colegas e adversários nas lutas. Ela sente que, com a prática da arte marcial, ficou mais determinada. “Era mais devagar nos estudos, agora meu pensamento é mais rápido, tenho mais estímulo, minhas notas são acima de oito. O Judô mudou minha vida”, define.

Enaltecendo o sentimento de respeito que o Judô confere a quem o pratica, Lucas Valdelírio da Costa Schinaider começou a treinar com seis anos de idade e não parou mais. Está na faixa verde. O ídolo dele é Teddy Riner. Lucas aponta ganhos em estudar na Arena da Educação, no maior complexo esportivo de Mato Grosso. “Ter um local para estudar e para treinar é mais fácil. Estudar na Arena estimula na pessoa o interesse pelo esporte”.

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Um ambiente inovador

Daqueles que nunca curtiram futebol, João Gabriel Basaglia Cademartare, de 13 anos, sempre teve entusiasmo pelo Judô. Treina desde os nove. “Na minha igreja, a Sara Nossa Terra, colocaram esporte entre as atividades. Começaram com o Jiu-Jitsu para atrair mais público e depois colocaram Judô. Meu pai me incentivou e comecei a gostar cada vez mais, logo estava nos campeonatos”. Sobre estudar num Complexo Esportivo, ele diz que é inovador. “Nunca pensei em estudar dentro de um camarote, olhando para um campo de futebol”. João Gabriel não tem dúvidas de que o ambiente desperta nos alunos o sonho de serem esportistas. “Chama a atenção para querer ser atleta”.

A responsável pela turma do Judô, sensei Marilene Dias, de 43 anos, acredita que a arte marcial está no sangue. Quem a pratica não quer nem saber de futebol, vôlei e basquete. “A arte marcial é muito específica, então, na maioria das vezes, não é o aluno que a escolhe. É a arte marcial que escolhe o aluno”. Formada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ela começou a fazer o Judô com 15 anos de idade. Só encerrou as disputas profissionais em São Paulo e voltou para Mato Grosso porque tinha que concluir os estudos. Hoje, diz que é uma satisfação ensinar. “É algo que eu amo fazer. Fico mais empolgada quando os vejo progredindo”.

Ao lado da Arena Pantanal, no Aecim Tocantins, Gabriel dos Santos, de 16 anos, bate a bola de basquete em mais um treino junto com os companheiros. Ele é o pivô e o destaque da equipe. Gabriel começou a jogar, por incentivo do pai, aos 14 anos nas quadras da escola. Já integrou a equipe de Mato Grosso em jogos estaduais. Na quadra, ele tenta representar as jogadas dos ídolos Marcelinho Ortes e Leblon. “Eles são mais agressivos, com corte rápido”. Gabriel explica que o esporte influencia notas boas, até porque quem tem no boletim número abaixo da média fica impedido de disputar campeonatos.

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Sintonia em quadra

Já Isabelle Catarina da Silva, de 15 anos, só foi estudar na Arena da Educação porque é uma escola voltada à prática esportiva aliada ao estudo básico. “Gosto de todos os tipos de esporte, a primeira coisa que fiz foi ginástica rítmica, depois futsal e atletismo. Agora, meu foco é vôlei de praia, porque é uma coisa que nunca tinha feito”. Dessa modalidade, ela leva para a vida o espírito de parceria e união. “Em quadra, somos uma dupla, tem que ter essa sintonia”.

Quem instrui os alunos do vôlei de praia é Cristiane Soares dos Santos, de 33 anos. “Fui jogadora dos 16 aos 25 anos, tive que parar por causa da faculdade. Trabalhei em academia, mas gosto mais de esportes coletivos, em especial o vôlei. Passo aquilo que já sabia como atleta e que aprofundei na faculdade”.

Ela elogia as políticas da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer. “Para mim, foi maravilhoso este projeto de educação integral e de escola vocacionada para o esporte, possibilita diferenciar e conseguir alunos para competição e olimpíada. Vamos acabar descobrindo novos talentos, em todas as modalidades sempre tem aluno que se destaca, é muito gratificante”. 

Os estudantes-atletas de Mato Grosso têm à disposição uma ajuda de custo do Governo do Estado para se manterem nas competições. No caso do Bolsa Atleta Estudantil, está disponível para jovens de 12 a 16 anos de idade que participaram dos últimos Jogos Estudantis Nacionais (Jogos Escolares da Juventude – JEJ’s, Paralímpiadas Escolares), em disputas de modalidades individuais ou selecionado, pelo técnico do time, entre os cinco atletas de destaque das modalidades coletivas que obtiveram, em qualquer caso, até a terceira colocação, e que continuem a treinar para futuras competições oficiais.

A bolsa mensal prevista para esta categoria é de R$ 500. O programa fornece apoio financeiro mensal, pelo período de 12 meses, aos selecionados após a inscrição.  

 

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Invasores de lotes no entorno do Contorno Leste em Cuiabá implantam terror

FAMÍLIAS ESTÃO DESESPERADAS COM AS INVASÕES QUE ACONTECEM DIARIAMENTE NA REGIÃO DO CONTORNO LESTE DA CAPITAL MATO-GROSSENSE.

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Fotos: Arquivo Pessoal

Muitas propriedades e pequenos lotes, situados na região do Contorno Leste, em Cuiabá-MT, nas imediações do condomínio Belvedere, foram invadidas recentemente por grupos motorizados, fato amplamente noticiado na mídia estadual.

Os invasores utilizam métodos violentos, genuinamente no estilo viking, segundo descrevem as vítimas, e continuam agindo impunemente na área. Segundo reunião que fizeram para análise da situação, todos os terrenos de pequeno, médio e grande porte no entorno do Contorno Leste estão na mira dos criminosos, alertam.

“Basta ir lá para ver a movimentação intensa deles, mais parecendo cobras querendo dar o bote nas pessoas”, diz um geólogo que adquiriu lote no lugar, aquisição registrada em cartório.

“Eu nem saio do carro, pois temo ser agredido. A coisa está assim: invadem e expulsam o dono da propriedade. Ele nem pode retornar ao local”.

Foto: Arquivo Pessoal

Temendo pela sua segurança pessoal e da família, ele pediu para não postar fotos suas, apenas do BO. A esperança é de que alguma resolução judicial garanta a reintegração de posse das áreas invadidas.

“Eu fui um dos primeiros a denunciar essa tropa infame. São abusados, querem tomar tudo que construímos à força, que suamos tanto para pagar. E o pior é que estão conseguindo, como fosse direito deles. Em resumo: quem tem terreno por ali (Contorno Leste) não tem mais qualquer segurança: de um dia pra outro pode perder sua propriedade. E ainda levar baita surra dos brutamontes que integram os grupos”.

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Ainda que tenha sido um dos primeiros a registrar BO, frisando na Polícia que os proprietários de lotes e chácaras próximas ao Contorno Leste estão sendo prejudicados, ameaçados e até agredidos. O geólogo lamenta que nada tenha sido feito ainda em prol de proteger pessoas e propriedades.

“Esses invasores chegam em quantidade sempre maior, e continuam de prontidão, atentos ao menor descuido de algum sitiante para se apoderar de suas terras. Têm agido mesmo com violência, segundo muita gente já confirmou. Pelo menos no meu caso isso ainda não aconteceu, pois não estava lá quando invadiram meu lote”, disse.

Um dos chacareiros mais prejudicados é o português João Antônio Pinto, informa, já com grande parte de suas terras invadidas. Na propriedade, acessada pelo Planalto (Coxipó Mirim) ou pelo Jardim Imperial, João Pinto cria modesta quantidade de gado, tem pista, hangar, e é onde guarda um monomotor, avião modelo Super Hélio Courier.

“Não sei se os vikings, como estão sendo denominados esses invasores, já chegaram ao centro da propriedade do vizinho João Pinto, também se apoderando de tudo que se encontra por lá. Porém, nos arredores, fincaram bandeira de posse ilegal”.

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O geólogo conta ter ficado sabendo que um dos filhos de João Pinto foi agredido ao tentar barrar a derrubada de cerca, operação feita por tratores.

“As autoridades precisam tomar providências urgentes! Estamos mesmo vivenciando, em Cuiabá, as barbaridades protagonizadas pelos vikings há séculos, quando invadiam terras e trucidavam pessoas. E isso  é movimento orquestrado por quadrilha especializada: dispõem de maquinário pesado, carros de luxo e recursos para bancar proteção de leões de chácara. Como um simples chacareiro vai enfrentar esses brutamontes? É um caso de Polícia!”

 

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