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Governo de MT e banco privado discutem criação de Centro de Excelência Agrícola

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Da Redação

 

Após participar da abertura do seminário “A Força do Campo” na manhã desta quinta-feira (25.05), o governador Pedro Taques e o presidente do Banco Santander, Sérgio Rial, se reuniram para discutir o desenvolvimento de um Centro de Excelência Agrícola no estado de Mato Grosso. De acordo com o secretário Estadual de Fazenda (Sefaz), Gustavo de Oliveira, o Estado e o banco privado conversaram sobre a criação de um instituto que a princípio seria voltado para uma evolução tecnológica de alto nível.

“Contaríamos com a participação da Universidade de Mato Grosso (Unemat) e com apoio institucional do Banco Santander e de outras empresas ligadas ao agronegócio, focado especificamente no desenvolvimento tecnológico e de pesquisa de ponta para o setor agro”, destaca o titular da Sefaz.

Para o gestor, essa é a grande vocação do estado de Mato Grosso. “Essa é nossa grande vocação econômica, e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento nessa área sem dúvida renderão muitos frutos econômicos para o estado”. Oliveira informa que a agenda será conduzida com a Unemat ainda este ano para que seja possível acelerar as tratativas para a implementação do centro.

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A reunião entre os gestores dá continuidade ao trabalho iniciado uma semana antes, quando o governador visitou o estado de Iowa, nos Estados Unidos, para conhecer unidades de ensino superior que realizam trabalho semelhante ao que será implementado aqui.

Taques viajou na companhia da reitora da Unemat, Ana di Renzo, e de uma comitiva formada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomzcyk; a professora Zulema Netto Figueiredo (Unemat); Daniele Laurindo (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico – Sedec); Rita Chiletto (Assessoria Internacional); Marcela Gaiva (Assessoria Internacional); e o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e produtor rural, Otaviano Pivetta.

Na ocasião, o governador de MT verificou in loco o modelo de operação lá instalado, e como funciona a relação entre universidade e o setor privado. “No Brasil existem algumas experiências neste sentido, e talvez a mais notória delas seja o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), unidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”, conclui Gustavo de Oliveira.

O COPPE coordena os programas de pós-graduação em engenharia da universidade, e é considerado o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina.

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Partiu hoje um amigo querido: José Arley Lopes

Amigos nunca partem: apenas se desligam temporariamente do nosso convívio…

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Imagine alguém sempre bem-humorado, dotado de perspicácia para perceber detalhes que passam ao largo da maioria das pessoas; imagine, na sequência, um sujeito com firme disposição solidária, como se cumprisse plantão permanente, zeloso pelo bem dos amigos e parentes…

Complementem tal busca imaginária ao visualizá-lo colocando apelidos marcantes naqueles com os quais interage cotidianamente. Acréscimo importante.

Mais ainda: transformem o improvável vivente em um ser humano excepcional, preocupado em ir à luta com o intuito de sobreviver dignamente. Imaginaram?

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Pessoas assim existem, sim, por maior que sejam as dúvidas! E uma delas partiu hoje. Trata-se do meu companheiro de longos anos de convívio em Montes Claros-MG, José Arley Lopes.

Há anos, de forma intensiva, José Arley lutava contra um câncer impiedoso, doença originária da próstata.

Após se alastrar pelo corpo do amigo, o câncer conseguiu vencer a longa queda de braço travada entre a vida e a morte, levando Arley a descansar precocemente.

José Arley foi daqueles amigos inesquecíveis, apesar de décadas de desencontro físico. Mas nunca deixou de fazer parte das minhas lembranças dos tempos felizes de MOC. Tantas noites e dias divertidos!

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Parece que ainda o vejo andando sorridente pela Praça da Matriz, rumo à antiga casa de dona Ana Lopes. E já chamava os conhecidos por apelidos arquitetados ladinamente…

Tais apelidos – tema que já abordei no FACEBOOK – vão permanecer incólumes. O amigo José Arley possuía o dom de apelidar implacavelmente quem quer que fosse.

Incrível como conseguia escolher nomes improváveis, mas todos pegavam que nem cola bombástica, para desespero das vítimas. A relação é bem extensa em Montes Claros…

Também não escapei de ser apelidado: ao me encontrar nas ruas, antes mesmo do tradicional aperto de mãos, Arley ensaiava gestos de golpes de Kung Fu, alusão ao esporte de karatê que eu praticava na época, idos dos anos 70.

“Iôoo, Iáaa” – gritava alto. Daí, pra ser apelidado de “João Iô”, foi um pulo…

Meu pai também entrou na incessante roda de troca-nome: “Carlão Rapadura”. Meu irmão mais velho, José Antônio, passou a ser “Popotinha”.

Certos apelidos aos parentes eram comentados apenas às escondidas, em função do humor limitado das vítimas.

Enquadra-se nessa lista os saudosos Vicente e Moacir Lopes, tios de J.A, e também sisudas tias. Nem arrisco mencionar seus nomes…

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Alguns primos também penam com apelidos emplacados pelo amigo José Arley: é o caso dos irmãos Ricardo (“Jegaço”) e Vinícius Lopes (“Pela Jegue”).

Nem sei exatamente como, o próprio José Arley ganhou apelido estratosférico: “Zé Bucânia”. Suspeito que ele mesmo tenha se apelidado…

José Arley ainda protagonizou passeios memoráveis no Pentáurea Clube, igualmente garantindo almoço grátis no clube campestre e outras mordomias.

Para tanto, fez amizade com garçons e dirigentes do balneário. Até hoje tenho saudades daquela comida deliciosa…

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Enfim, é mais um companheiro que parte, e confesso ser difícil me conformar com isso. Só desejo que continue [no plano celestial] a encantar os novos amigos com seu jeitão irônico e tão simpático: não tenho dúvidas de que o Paraíso é sua próxima parada!

Quanto à Praça Doutor Chaves, a popular Praça da Matriz, por onde José Arley andava costumeiramente, ganhou, a partir de hoje, mais um anjo de luz a perambular pelas suas alamedas…

João Carlos de Queiroz, jornalista

 

 

 

 

 

 

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