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Gerente que recebia propina para fazer vendas ilícitas é preso em 2ª fase de operação em MT, diz polícia

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Organização criminosa causou prejuízo de R$ 15 milhões à empresa de aço, segundo a polícia. Vinte e duas pessoas foram denunciadas à Justiça por participarem de desvio.

Da Redação

A Polícia Civil prendeu mais um gerente da empresa Aço Metal, com sede em Sinop, a 503 km de Cuiabá, apontado como integrante de uma organização criminosa desarticulada em março deste ano. O grupo, segundo a polícia, causou um prejuízo de R$ 15 milhões à empresa. O esquema teria sido montado por funcionários da empresa, que desviavam mercadorias a partir do cancelamento de notas fiscais.

Ao G1, o delegado Bruno Abreu, que investiga o caso, afirmou que o gerente foi preso dentro da loja em que trabalhava, nesta segunda-feira (8), após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça na segunda fase da operação Confidere. A reportagem não localizou a defesa do suspeito.

“A prisão dele foi solicitada pela Polícia Civil. Até agora, já foram indiciadas e denunciadas pelo Ministério Público 22 pessoas que integravam a organização. Todos os que continuam presos são funcionários da empresa”, afirmou o delegado.

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De acordo com as investigações da polícia, o gerente preso hoje recebia propina para atuar na execução de vendas ilícitas na empresa. Ele, assim como outros cinco gerentes presos durante a primeira fase da operação, está entre os indiciados pela Polícia Civil e foi encaminhado ao Presídio Osvaldo Florentino, o Ferrugem, em Sinop.

Conforme a Polícia Civil, os denunciados respondem pelos crimes de formação de organização criminosa, furto, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, receptação e sonegação fiscal. Durante a primeira fase, a polícia ainda solicitou o sequestro de R$ 7 milhões em bens móveis e imóveis dos suspeitos de integrarem a organização criminosa.

Operação Confidere

As investigações que resultaram na operação Confidere tiveram início em janeiro deste ano, após denúncia da empresa Aço Metal, que suspeitava que gerentes de confiança estariam desviando materiais por meio do cancelamento de notas fiscais, fazendo parecer que o material comercializado não havia saído do depósito.

Durante a primeira fase da operação, além de cinco gerentes, outras nove pessoas foram presas por receptação. Segundo a Polícia Civil, desde que deram início ao esquema os funcionários acumularam patrimônios milionários, incompatíveis com o salário de R$ 4 mil que cada um recebe. Naquela ocasião, foram apreendidos diversos veículos de luxo que pertencem aos investigados.

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Ao todo, mais de 1200 notas foram canceladas, mas os materiais mesmo assim foram entregues para os clientes. De acordo com a polícia, os denunciados são dos municípios de Alta Floresta, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Rondonópolis.

Fonte: G1

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Invasores de lotes no entorno do Contorno Leste em Cuiabá implantam terror

FAMÍLIAS ESTÃO DESESPERADAS COM AS INVASÕES QUE ACONTECEM DIARIAMENTE NA REGIÃO DO CONTORNO LESTE DA CAPITAL MATO-GROSSENSE.

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Fotos: Arquivo Pessoal

Muitas propriedades e pequenos lotes, situados na região do Contorno Leste, em Cuiabá-MT, nas imediações do condomínio Belvedere, foram invadidas recentemente por grupos motorizados, fato amplamente noticiado na mídia estadual.

Os invasores utilizam métodos violentos, genuinamente no estilo viking, segundo descrevem as vítimas, e continuam agindo impunemente na área. Segundo reunião que fizeram para análise da situação, todos os terrenos de pequeno, médio e grande porte no entorno do Contorno Leste estão na mira dos criminosos, alertam.

“Basta ir lá para ver a movimentação intensa deles, mais parecendo cobras querendo dar o bote nas pessoas”, diz um geólogo que adquiriu lote no lugar, aquisição registrada em cartório.

“Eu nem saio do carro, pois temo ser agredido. A coisa está assim: invadem e expulsam o dono da propriedade. Ele nem pode retornar ao local”.

Foto: Arquivo Pessoal

Temendo pela sua segurança pessoal e da família, ele pediu para não postar fotos suas, apenas do BO. A esperança é de que alguma resolução judicial garanta a reintegração de posse das áreas invadidas.

“Eu fui um dos primeiros a denunciar essa tropa infame. São abusados, querem tomar tudo que construímos à força, que suamos tanto para pagar. E o pior é que estão conseguindo, como fosse direito deles. Em resumo: quem tem terreno por ali (Contorno Leste) não tem mais qualquer segurança: de um dia pra outro pode perder sua propriedade. E ainda levar baita surra dos brutamontes que integram os grupos”.

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Ainda que tenha sido um dos primeiros a registrar BO, frisando na Polícia que os proprietários de lotes e chácaras próximas ao Contorno Leste estão sendo prejudicados, ameaçados e até agredidos. O geólogo lamenta que nada tenha sido feito ainda em prol de proteger pessoas e propriedades.

“Esses invasores chegam em quantidade sempre maior, e continuam de prontidão, atentos ao menor descuido de algum sitiante para se apoderar de suas terras. Têm agido mesmo com violência, segundo muita gente já confirmou. Pelo menos no meu caso isso ainda não aconteceu, pois não estava lá quando invadiram meu lote”, disse.

Um dos chacareiros mais prejudicados é o português João Antônio Pinto, informa, já com grande parte de suas terras invadidas. Na propriedade, acessada pelo Planalto (Coxipó Mirim) ou pelo Jardim Imperial, João Pinto cria modesta quantidade de gado, tem pista, hangar, e é onde guarda um monomotor, avião modelo Super Hélio Courier.

“Não sei se os vikings, como estão sendo denominados esses invasores, já chegaram ao centro da propriedade do vizinho João Pinto, também se apoderando de tudo que se encontra por lá. Porém, nos arredores, fincaram bandeira de posse ilegal”.

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O geólogo conta ter ficado sabendo que um dos filhos de João Pinto foi agredido ao tentar barrar a derrubada de cerca, operação feita por tratores.

“As autoridades precisam tomar providências urgentes! Estamos mesmo vivenciando, em Cuiabá, as barbaridades protagonizadas pelos vikings há séculos, quando invadiam terras e trucidavam pessoas. E isso  é movimento orquestrado por quadrilha especializada: dispõem de maquinário pesado, carros de luxo e recursos para bancar proteção de leões de chácara. Como um simples chacareiro vai enfrentar esses brutamontes? É um caso de Polícia!”

 

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