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Especialista alerta para o impacto das altas temperaturas no consumo de energia

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Da Redação

O Brasil enfrenta uma onda histórica de calor extremo. Vários estados registram temperaturas acima da média para o período e em Mato Grosso a situação não é diferente. Os cuiabanos estão há dias convivendo com calor acima de 40°C. Com a temperaturas nas alturas o resultado é o aumento no consumo de energia e, consequentemente, no valor fatura. Isso porque, mesmo sem mudanças na rotina de uso, os equipamentos elétricos consomem mais energia somente com a temperatura elevada.

No calor, geladeira e ar-condicionado, por exemplo, são mais exigidos para conseguirem rejeitar o calor e atingir a temperatura programada. “Por isso, as contas de energia devem chegar mais ‘salgadas’. De uma forma geral, estima-se que o calor excessivo influencia num aumento de cerca de 20% no consumo de energia – isso com os mesmos aparelhos sendo utilizados na mesma quantidade de horas de dias normais ”, explica o engenheiro eletricista Teomar Estevão Magri. 

Mas o engenheiro ainda chama a atenção para um agravante: o calor provoca hábitos diferentes, já que para escapar dos desconforto térmico as pessoas tomam mais banho, bebem mais água gelada, utilizam com mais frequência e por mais tempo ar condicionado e umidificadores. “Pelas horas a mais de uso, o consumo pode aumentar em torno de 50%, dependendo do perfil do consumidor e da quantidade de equipamentos que utiliza”.

Soma-se a isso a tributação de ICMS, que em Mato Grosso é aplicado por faixa de consumo. Ou seja, consumo maior resulta também em uma taxa maior de tributo. 

Pandemia

E em 2020, mais um fator tem influenciado no aumento da conta: a pandemia, alerta Magri.  A crise do coronavírus trouxe uma nova realidade, com as pessoas passando mais tempo em casa. Nesse cenário, o uso de aparelhos eletrodomésticos tende a ser maior, uma vez que as crianças estão assistindo mais TV, usando videogames e computadores, além de muitas pessoas estarem trabalhando de forma remota. Logo, altera-se toda a logística de uso dos equipamentos e a conta de energia elétrica fica ainda mais cara.

Em razão da crise sanitária mundial, a bandeira tarifária segue verde até o final do ano, ou seja, sem acréscimos por condições de produção de energia elétrica. Entretanto, desde 1º de agosto de 2020 as concessionárias de energia retomaram o corte por falta de pagamento – que havia sido suspenso temporariamente. 

O secretário adjunto de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, Edmundo Taques, lembra que ao receber a conta de energia elétrica o consumidor deve estar atento às informações contidas na fatura, como total de dias faturados e histórico dos 12 meses anteriores. Se perceber alguma inconsistência nas informações, o consumidor deve primeiramente procurar a concessionária.

Caso não a demanda não seja resolvida, o consumidor pode registrar a reclamação via Consumidor.gov.br ou procurar a unidade de Procon mais próxima. 

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Governo de Mato Grosso avança no ranking de oferta de serviços públicos digitais

Índices satisfatórios em relação aos serviços públicos digitais decorrem do trabalho do governador Mauro Mendes em estruturar o Estado em todos os polos

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Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Mato Grosso é o terceiro estado que mais avançou no ranking de oferta de serviços públicos digitais em relação a 2020. É o que aponta o Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital. O levantamento, organizado pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), contou com o apoio da Secretaria de Governo Digital, do Ministério da Economia.

O índice mensura os principais serviços públicos oferecidos pelos Governos Estaduais e Distrital disponibilizados por meios digitais, verificando se estão em conformidade com as Leis Federais 13.460/2017 (Código de Defesa do Usuário do Serviço Público), 13.726/2018 (Desburocratização e Simplificação) e 14.129/2021 (Governo Digital e Eficiência Pública).

O estudo analisou três dimensões: Capacidades para a oferta digital de serviços, Oferta de serviços digitais e Regulamentação sobre modernização para a oferta de serviços públicos.

No ranking geral, Mato Grosso subiu 12 posições desde o último levantamento, realizado no ano passado, passando a ocupar a 12ª colocação. De 0 a 100, o Estado alcançou 55,50 pontos. O Rio Grande do Sul é apontado como o estado com a melhor oferta de serviços públicos digitais.

“Com organização, comprometimento e estratégia, o governo de Mato Grosso tem trabalhado para fortalecer o atendimento digital ao cidadão e aos empreendedores em geral e, com isso, simplificar procedimentos e facilitar o acesso aos serviços públicos. Os projetos em andamento proporcionarão uma revolução na maneira de atender a todos que precisam dos serviços públicos do Estado”, disse o titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, ao acrescentar que o crescimento do Estado neste índice reflete o novo posicionamento do governo com relação ao assunto.

Vista da capital mato-grossense do  Mirante do Parque Mãe Bonifácia. Créditos: omatogrosso

De 0 a 100, Mato Grosso alcançou 55,50 pontos e subiu 12 posições desde o último levantamento, realizado no ano passado. Fonte: Reprodução ABEP-TIC.

De acordo com o secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão, a meta é elevar para 95% o índice do Estado com relação à oferta de serviços públicos digitais até o próximo levantamento da ABEP-TIC, que deve ocorrer no início de 2022.

Entre os serviços que ajudaram o governo de Mato Grosso a alavancar a posição no ranking, Brandão lista o registro digital de abertura e fechamento de empresas pela Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), o Siga-DOC como o sistema integrado de gestão documental na administração pública, as estratégias estabelecidas pelo programa Mais MT e a criação do Sistema de Governança Digital, grupo coordenado pela Seplag e pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) e que conta com o apoio técnico da Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

A “Carta de Serviços ao Usuário” é um exemplo dos projetos em execução que estão no escopo do grupo.  Assim que concluído, o material deverá informar ao cidadão, de forma clara e precisa, quais são os serviços públicos disponibilizados pelo Estado, bem como a forma de acessá-los e os padrões de qualidade e de atendimento que o público deve esperar, tudo em um único local.

“Mais importante que o ranking é a evolução da maturidade digital do Estado de Mato Grosso. O programa Mais MT é uma estratégia que fortalece essa visão e que tem como propósito trazer grandes resultados para Mato Grosso e para a vida dos mato-grossenses. Dentre seus 12 eixos, o Simplifica MT e o Eficiência Pública são estruturantes para as ações do Governo Digital e de outros importantes projetos que impactarão positivamente toda a sociedade. É uma grande jornada, pois proporcionar valor público com as ações digitais é nossa constância de propósito”, salientou Brandão.

SECOM MT

O estudo analisou três dimensões: Capacidades para a oferta digital de serviços, Oferta de serviços digitais e Regulamentação sobre modernização para a oferta de serviços públicos. Fonte: Reprodução ABEP-TIC.

Serviços públicos digitais

Nesse processo de transformação digital de Mato Grosso, a MTI é responsável pelo desenvolvimento e gerenciamento de toda parte tecnológica. Desde tecnologias envolvidas em processos e serviços governamentais até a estrutura tecnológica dos serviços. 

O Diretor-presidente da MTI, Antônio Marcos de Oliveira, ressaltou o trabalho desenvolvido pela empresa na modernização e melhoria dos serviços digitais no Estado. “Evoluímos muito na capacidade de ofertas de serviços digitais e na visão de um governo digital voltado cada vez mais para o cidadão. Nos concentramos em 30 índices principais que vão de desburocratização à dimensão de serviços públicos, como no caso do login único e portal de serviços ao cidadão”.

Conforme o presidente, o trabalho desenvolvido ao longo do último ano superou todas as metas estabelecidas pelo governo estadual. “O ranking é um dos norteadores para as ações desenvolvidas no âmbito da transformação digital. Graças ao trabalho desenvolvido, conseguimos superar esta meta e evoluir 12 posições. Ainda há espaço para melhorias e a nossa expectativa é evoluir ainda mais para o próximo ciclo, visando nos tornar referência nacional”, concluiu.

Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, Mato Grosso avançou significativamente no último ano no que diz respeito à modernização dos serviços públicos ofertados, “inserindo o Estado no mundo digital”. “Vamos facilitar o dia a dia do cidadão que, por meio do governo digital, poderá acessar todos os serviços públicos que ele precisar pelo celular ou computador”, afirmou ao ressaltar que a pasta fazendária, desde 2019, disponibiliza um atendimento online aos contribuintes – o chamado Sefaz para Você.

Gallo destacou, ainda, que estão em desenvolvimento projetos com foco na simplificação, na redução de custos da máquina pública, no fomento da eficiência pública e no combate à sonegação. Além do projeto Sem Parar, que vai dinamizar a fiscalização fazendária, de trânsito e do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM/MT).

Confira aqui a íntegra do levantamento feito pela ABEP-TIC.

Com informações das assessorias de comunicação da MTI e Sefaz.

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