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De julgador a investigado, “lobos com peles de cordeirinhos” conselheiros afastados são apontados em mais um esquema de corrupção

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Da Redação.

Humberto Bosaipo, o ex-governador Dante de Oliveira (falecido), e os cinco conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano, podem ter participado de mais um esquema de corrupção, que gerou prejuízos aos cofres públicos de R$ 22 milhões.

“A operação Arca de Noé foi deflagrada em 2002 e desbaratou um esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa. Segundo denúncia, o montante desviado passou de R$ 22 milhões. A dívida da Casa, segundo Riva, era de aproximadamente R$ 25 milhões. Riva disse que, para conseguir quitar as dívidas, provenientes de campanha eleitorais de parlamentares, recorreu ao então governador Dante Martins de Oliveira (morto em 2006)”.

As informações teriam sido apresentadas em um depoimento de delação premiada, do ex-deputado estadual José Geraldo Riva, que na oportunidade exercia o cargo de primeiro secretário.

De acordo com o depoimento de Riva, os conselheiros, Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano teriam participados de auditorias fraudulentas, que omitia dados para beneficiar os políticos envolvidos:  Humberto Bosaipo, o ex-governador Dante de Oliveira (falecido) e José Geraldo Riva.

“Para justificar os repasses, eram usadas empresas de fachada, por meio de licitações direcionadas, as “licitações de mural”. A necessidade do serviço era divulgado somente no mural da Assembleia “para facilitar que as empresas usadas para lavagem de dinheiro ganhassem a licitação”.

Os cinco conselheiros já foram afastados em 2017, por determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), após delação do ex-governador Silval Barbosa, que detalhou suposto pagamento de propina para Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano.

“Na delação do ex-governador Silva Barbosa os conselheiros teriam recebido R$ 53 milhões em propina”.

Os jornalistas Laerte Lanes (O Matogrosso) e Pedro Ribeiro (Pagina12) já havia realizados várias denúncias envolvendo as atividades dos cinco conselheiros afastados, na época, os jornalistas estavam incomodando tanto os membros da corte, que o jornalistas até acabaram presos, acusados de extorsão, após uma “reunião”, que caracterizou armação para impossibilitar a continuidade das denúncias dos jornalistas.

“Os 5 conselheiros são acusados por corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. 

Vale ressaltar que durante o período de execução dos projetos e obras da Copa do Mundo de 2014, que na sua maioria não ficaram prontas, e até hoje tem obra inacabada, os cinco conselheiros eram também responsáveis por fiscalizar o investimento do recurso público.

“Mais de R$ 1 bilhão jogado fora”.

“O Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) que só de estudo de viabilidade já vai completar seis (6) anos, quatro anos da gestão José Pedro Gonçalves Taques e um ano e cinco meses da gestão Mauro Mendes virou um verdadeiro “Elefante Branco”, travando as duas maiores cidades de Mato Grosso, Cuiabá e Várzea Grande”.

Mesmo com os nomes envolvidos até nos escândalos das obras da Copa do Mundo de 2014, em fevereiro deste ano de 2020, os cinco conselheiros tentaram retornar aos seus cargos, mas o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) manteve o afastamento.

O ex-governador Silval Barbosa, ficou cerca de 2 anos presos, como também, o ex-deputado José Geraldo Riva, que ficou por cerca de 6 meses presos, e estão devolvendo de uma forma ou de outra, recursos desviados para os cofres públicos, resta saber quando os cinco conselheiros: Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Waldir Teis e Valter Albano irão degustar das quentinhas do Centro de Custódia de Cuiabá.

As informações da delação de José Riva agrava ainda mais a situação dos conselheiros afastados que estavam lutando para viabilizar o retorno as atividades no Tribunal de Contas de Mato Grosso.

O ex-deputado estadual do Mato Grosso José Riva, que responde a mais de 100 processos, afirmou em depoimento à Justiça que participou de esquema de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa de Mato Grosso no período de 1999 a 2002.
Para justificar os repasses, eram usadas empresas de fachada, por meio de licitações direcionadas, as “licitações de mural”. A necessidade do serviço era divulgado somente no mural da Assembleia “para facilitar que as empresas usadas para lavagem de dinheiro ganhassem a licitação”.

 

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Foto: Montagem G1

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Médicos que atuavam em Água Boa são denunciados pelo MPE

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Médicos não habilitados pelas autoridades brasileiras foram denunciados pelo Ministério Público do Estado por exercício ilegal da medicina em Água Boa, a 730 Km de Cuiabá. Victor Gustavo Barja Oliva, Jéssica da Vera Cruz Sousa e Lydia da Vera Cruz Souza. De acordo com a instituição, eles vão responder por expor a vida ou a saúde de outras pessoas a perigo, associação criminosa e falsidade ideológica.

 

Também foram acionados o médico Sebastião Siqueira de Carvalho Júnior e Raquel Guerra Garcia, sócios e administradores da empresa Cure Tratamento em Saúde Ltda, que era responsável até então pela prestação dos serviços de saúde na Unidade de Terapia Intensiva de Covid-19 do hospital onde os fatos ocorreram.

 

De acordo com o MPMT, várias reclamações relacionadas à atuação dos denunciados chegaram ao Ministério Público e os fatos estão sendo apurados na esfera cível e criminal. Existe, inclusive, inquérito policial instaurado para apurar possíveis consequências criminais envolvendo a morte de duas pessoas.

 

Na denúncia cita, que o grupo atuou entre os meses de abril e maio deste ano no Hospital Regional Paulo Alemão. Além de exercer a profissão de médico sem autorização legal, as investigações descobriram que eles faziam declaração falsa, com o intuito de alterar a verdade sobre fato juridicamente importante.

 

O MPMT cita ainda, que por várias vezes o grupo atuou sem a supervisão do médico responsável pelo local, prescrevendo medicamentos, avaliando pacientes e exames clínicos, e realizando procedimentos médicos, como dreno de tórax, acesso central, intubação e massagem cardíaca.

 

Os administradores da unidade hospitalar, que atuavam nesse período, estão sendo acusados de substituir os medicamentos de primeira linha, por outros que não da mesma eficácia. O MPMT disse ainda, que existem relatos de pacientes que teriam passado pela experiência de acordar durante o período em que se encontravam intubados.

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