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Comemoração do centenário do 1º Batalhão da PMMT reúne autoridades civis e militares e moradores

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O governador Pedro Taques destacou a importância da unidade na Segurança Pública e relembrou passagens históricas

Da Redação

 

O 1º Batalhão da Polícia Militar, “Batalhão Daniel Queiroz”, completou 100 anos neste sábado (03.06). Essa unidade centenária, hoje responsável pelo policiamento de 32 bairros de Cuiabá (quase 350 mil habitantes) é importante não somente pelo trabalho que faz como parte do sistema de Segurança Pública de Mato Grosso.

Está sob a responsabilidade do 1º BPM, o policiamento preventivo e repressivo da área central de Cuiabá, onde se concentra o maior número de lojas e bancos, além de regiões tombadas como patrimônio histórico no bairro do Porto e no centro.

 Para celebrar a data, o 1º Comando Regional de Cuiabá (CR), reuniu autoridades civis e militares na sede do quartel, na Avenida XV de Novembro, no bairro do Porto.  

No alvorecer, às 6h, sob o toque de corneta, os convidados foram recebidos. Logo depois todos compartilharam do café da manhã tipicamente cuiabano, o “chá com bolo” e assistiram a apresentações da Banda da Polícia Militar e do grupo folclórico de siriri Flor Ribeirinha, da comunidade São Gonçalo Beira Rio.  

A solenidade seguiu com homenagens aos ex-comandantes e outras autoridades civis e militares. O governador do Estado, Pedro Taques, recebeu um mini busto de Tiradentes, o patrono da Polícia Militar.

Homenagem similar receberam o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas; o comandante-geral, coronel Jorge Luiz de Magalhães, e o comandante do 1ºCR (Comando Regional) coronel Edgar Maurício Monteiro Domingues, ambos ex-comandantes do 1º BPM, e demais ex-comandantes.

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O desfile militar na frente do quartel fechou as comemorações. Para as autoridades e convidados, entraram em forma pelotões desse e de outros batalhões, além de unidades do policiamento especializados como Rotam, Cavalaria e Ambiental.

O governador Pedro Taques voltou quatro décadas no passado para lembrar a importância do 1º Batalhão. Discorreu sobre a grande enchente do Rio Cuiabá, ocorrida em 1974, que desabrigou centenas de famílias. “A água chegou aqui, ao lado do Batalhão, e os policiais desse batalhão estavam lá, salvando vidas”, observou, lembrando que ainda criança testemunhou essa passagem histórica.

No dia a dia, citou Pedro Taques, esse histórico Batalhão permanece com seus policiais nas ruas, ajudando a manter a paz e a tranquilidade da população.

O coronel Jorge Luiz de Magalhães, comandante geral da PMMT, disse que a história do 1º BPM, onde já funcionou a sede do Comando Geral, se confunde com a da própria Polícia Militar pelo que essa unidade representa institucionalmente.

“Por meio do trabalho de seus valorosos policiais, esse Batalhão contribuiu e contribui para a construção de nossa cidade”, pontuou. O coronel ainda destacou os investimentos do Governo do Estado na Segurança Pública, especialmente no aumento do efetivo, aquisição de novas viaturas e outros equipamentos. De acordo com ele, nos últimos dois anos a PM recebeu quase 2 mil novos policiais, dos quais muitos estão servindo no 1º Batalhão.

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HONRA E RESPONSABILIDADE

Para o comandante do Batalhão, tenente-coronel Fábio Luiz Bastos, é uma honra e ao mesmo tempo grande responsabilidade comandar uma unidade histórica da qual a PMMT e a sociedade se orgulham e inferem tamanho apreço.

Bastos reconhece como desafio fazer a segurança de quase 350 mil moradores, incluindo áreas históricas como o bairro do Porto, porém diz que conta com a dedicação e o empenho dos policiais e o reconhecimento da sociedade.

 HISTÓRIA

O Decreto estadual de número 08, de junho de 1917, o mesmo que reorganizou e denominou a polícia local de ‘Força Pública’ e instituiu o Comando-Geral, criou os dois primeiros batalhões do Estado, o 1º, com sede em Cuiabá, e o 2º, em Campo Grande, hoje capital de Mato Grosso do Sul.       

O nome ‘Batalhão Queiroz’ é uma homenagem ao policial Daniel Queiroz, um carioca nascido em 1891 que atuou por mais de 40 anos na Polícia Militar de Mato Grosso, inclusive no 1º BPM, onde chegou ao posto de comandante.

O prédio é tomado como patrimônio histórico estadual. Além de sediar um batalhão com mais de 230 policiais, lá funciona o Museu da Polícia Militar, onde estão guardadas as relíquias (antigas armas, uniformes, insígnias entre outros) da policial militar mato-grossense. 

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Invasores de lotes no entorno do Contorno Leste em Cuiabá implantam terror

FAMÍLIAS ESTÃO DESESPERADAS COM AS INVASÕES QUE ACONTECEM DIARIAMENTE NA REGIÃO DO CONTORNO LESTE DA CAPITAL MATO-GROSSENSE.

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Fotos: Arquivo Pessoal

Muitas propriedades e pequenos lotes, situados na região do Contorno Leste, em Cuiabá-MT, nas imediações do condomínio Belvedere, foram invadidas recentemente por grupos motorizados, fato amplamente noticiado na mídia estadual.

Os invasores utilizam métodos violentos, genuinamente no estilo viking, segundo descrevem as vítimas, e continuam agindo impunemente na área. Segundo reunião que fizeram para análise da situação, todos os terrenos de pequeno, médio e grande porte no entorno do Contorno Leste estão na mira dos criminosos, alertam.

“Basta ir lá para ver a movimentação intensa deles, mais parecendo cobras querendo dar o bote nas pessoas”, diz um geólogo que adquiriu lote no lugar, aquisição registrada em cartório.

“Eu nem saio do carro, pois temo ser agredido. A coisa está assim: invadem e expulsam o dono da propriedade. Ele nem pode retornar ao local”.

Foto: Arquivo Pessoal

Temendo pela sua segurança pessoal e da família, ele pediu para não postar fotos suas, apenas do BO. A esperança é de que alguma resolução judicial garanta a reintegração de posse das áreas invadidas.

“Eu fui um dos primeiros a denunciar essa tropa infame. São abusados, querem tomar tudo que construímos à força, que suamos tanto para pagar. E o pior é que estão conseguindo, como fosse direito deles. Em resumo: quem tem terreno por ali (Contorno Leste) não tem mais qualquer segurança: de um dia pra outro pode perder sua propriedade. E ainda levar baita surra dos brutamontes que integram os grupos”.

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Ainda que tenha sido um dos primeiros a registrar BO, frisando na Polícia que os proprietários de lotes e chácaras próximas ao Contorno Leste estão sendo prejudicados, ameaçados e até agredidos. O geólogo lamenta que nada tenha sido feito ainda em prol de proteger pessoas e propriedades.

“Esses invasores chegam em quantidade sempre maior, e continuam de prontidão, atentos ao menor descuido de algum sitiante para se apoderar de suas terras. Têm agido mesmo com violência, segundo muita gente já confirmou. Pelo menos no meu caso isso ainda não aconteceu, pois não estava lá quando invadiram meu lote”, disse.

Um dos chacareiros mais prejudicados é o português João Antônio Pinto, informa, já com grande parte de suas terras invadidas. Na propriedade, acessada pelo Planalto (Coxipó Mirim) ou pelo Jardim Imperial, João Pinto cria modesta quantidade de gado, tem pista, hangar, e é onde guarda um monomotor, avião modelo Super Hélio Courier.

“Não sei se os vikings, como estão sendo denominados esses invasores, já chegaram ao centro da propriedade do vizinho João Pinto, também se apoderando de tudo que se encontra por lá. Porém, nos arredores, fincaram bandeira de posse ilegal”.

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O geólogo conta ter ficado sabendo que um dos filhos de João Pinto foi agredido ao tentar barrar a derrubada de cerca, operação feita por tratores.

“As autoridades precisam tomar providências urgentes! Estamos mesmo vivenciando, em Cuiabá, as barbaridades protagonizadas pelos vikings há séculos, quando invadiam terras e trucidavam pessoas. E isso  é movimento orquestrado por quadrilha especializada: dispõem de maquinário pesado, carros de luxo e recursos para bancar proteção de leões de chácara. Como um simples chacareiro vai enfrentar esses brutamontes? É um caso de Polícia!”

 

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