VÁRZEA GRANDE

DESTAQUE

Civil cumpre mandado contra autor de feminicídio em Lucas do Rio Verde

Publicado em

DESTAQUE

Da Redação

A Polícia Civil em Lucas do Rio Verde (354 km a norte de Cuiabá) cumpriu o segundo mandado de prisão temporária em desfavor de um dos investigados no crime de feminicídio que vitimou Indiana Geraldo Tardett, 42 anos, e chocou a população do município.

O ex-convivente da vítima apresentou-se na Delegacia de Lucas do Rio Verde, foi ouvido pelo delegado Eugênio Rudy Junior e depois teve formalizado o mandado de prisão.

A equipe da Delegacia permanece com as diligências para prender o terceiro envolvido no crime, que é considerado foragido e estaria em Campinas, no estado de São Paulo.

“Estamos em contato diário com a Polícia Civil de Campinas e temos certeza de que o prenderemos em breve”, acrescentou o delegado.

Na semana passada, a Delegacia de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Encruzilhada para cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão contra os três alvos da investigação. Uma mulher foi presa na sexta-feira (26) e mandados de busca e apreensão cumpridos nas residências dos envolvidos.

Conforme a investigação presidida pelo delegado Eugênio Rudy Junior, foram identificadas três pessoas – o ex-marido da vítima, de 48 anos, e um casal, que teria executado o crime sob encomenda do ex-companheiro de Indiana. A vítima teve um relacionamento durante cinco anos com o investigado e estava separada dele.

Crime

No dia 1º de junho, a filha de Indiana Tardett procurou a Polícia Civil informando que não estava conseguindo contato com a mãe desde o domingo, 30 de maio.

As investigadoras do Núcleo de Atendimento a Mulher Vítima de Violência foram até residência da vítima e verificaram que o veículo dela estava na garagem e a porta encontrava-se apenas encostada. Ao entrar na residência, a equipe policial avistou o corpo de Indiana no quarto, com a cabeça enrolada em um cobertor. Uma faca estava na mão direita da vítima e o pulso apresentava um corte.

Diante do cenário encontrado, o delegado instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Indiana e com as informações coletadas no decorrer da investigação foi apurado que os envolvidos tentaram, claramente, fraudar o local do crime simulando que se tratava de um suicídio.“A perspicácia e experiência dos investigadores, aliada ao entendimento da perícia, demonstrou que se tratava de um homicídio”, pontuou Eugênio Rudy.

As investigações avançaram e a Polícia Civil conseguiu esclarecer que o ex-marido de Indiana teria planejado toda a ação criminosa, contratando outras duas pessoas para executar o crime. O casal contratado era conhecido da vítima e do ex-marido dela. 

Para atrair Indiana e impossibilitar qualquer forma de resistência, o casal simulou que faria um ritual de magia com ela. Porém, tratava-se apenas de uma simulação para tirar qualquer chance de defesa da vítima. A vítima foi morta com um golpe certeiro na cabeça, que pela posição, evidencia que ela possivelmente estava de joelhos quando foi atingida.

Com o objetivo de confundir a Polícia, os envolvidos cortaram os pulsos e pescoço da vítima, situação que poderia levar a polícia a crer que se tratava de um suicídio.

Fonte: PJC MT
Leia Também:  PM é acionada para conter briga entre vizinhos e encontra arma de fogo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

DESTAQUE

Médicos que atuavam em Água Boa são denunciados pelo MPE

Publicados

em

Infomoney

Médicos não habilitados pelas autoridades brasileiras foram denunciados pelo Ministério Público do Estado por exercício ilegal da medicina em Água Boa, a 730 Km de Cuiabá. Victor Gustavo Barja Oliva, Jéssica da Vera Cruz Sousa e Lydia da Vera Cruz Souza. De acordo com a instituição, eles vão responder por expor a vida ou a saúde de outras pessoas a perigo, associação criminosa e falsidade ideológica.

 

Também foram acionados o médico Sebastião Siqueira de Carvalho Júnior e Raquel Guerra Garcia, sócios e administradores da empresa Cure Tratamento em Saúde Ltda, que era responsável até então pela prestação dos serviços de saúde na Unidade de Terapia Intensiva de Covid-19 do hospital onde os fatos ocorreram.

 

De acordo com o MPMT, várias reclamações relacionadas à atuação dos denunciados chegaram ao Ministério Público e os fatos estão sendo apurados na esfera cível e criminal. Existe, inclusive, inquérito policial instaurado para apurar possíveis consequências criminais envolvendo a morte de duas pessoas.

 

Na denúncia cita, que o grupo atuou entre os meses de abril e maio deste ano no Hospital Regional Paulo Alemão. Além de exercer a profissão de médico sem autorização legal, as investigações descobriram que eles faziam declaração falsa, com o intuito de alterar a verdade sobre fato juridicamente importante.

 

O MPMT cita ainda, que por várias vezes o grupo atuou sem a supervisão do médico responsável pelo local, prescrevendo medicamentos, avaliando pacientes e exames clínicos, e realizando procedimentos médicos, como dreno de tórax, acesso central, intubação e massagem cardíaca.

 

Os administradores da unidade hospitalar, que atuavam nesse período, estão sendo acusados de substituir os medicamentos de primeira linha, por outros que não da mesma eficácia. O MPMT disse ainda, que existem relatos de pacientes que teriam passado pela experiência de acordar durante o período em que se encontravam intubados.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  PRF apreende madeira e agrotóxicos em Alto Garças - MT
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA