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Senado à vista

Cidinho comenta sobre caminho de Mauro para o Senado

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Claro e Escuro

Mayke Toscano
O ex-senador e empresário Cidinho dos Santos acredita que o governador Mauro Mendes (União) está trilhando um caminho semelhante ao de Blairo Maggi, preparando-se para deixar o governo e disputar uma vaga no Senado. Em entrevista, ele afirmou que, devido aos resultados positivos da gestão de Mendes, essa candidatura seria um movimento natural.

Cidinho prevê que o governador renuncie ao cargo em abril do próximo ano, permitindo que o vice-governador Otaviano Pivetta assuma o comando do Estado. Ele também destacou que, apesar de o segundo mandato ser um período desafiador para muitos gestores, Mauro Mendes tem se destacado ao manter um ritmo acelerado de entregas e obras, contrariando essa tendência.

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Flávia e Tião na campanha aliados, na gestão adversários

Ruptura entre Flávia Moretti e Tião da Zaeli gera conflitos, esvazia secretarias e aprofunda crise política e administrativa em Várzea Grande.

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Foto: Reprodução/Instagram

A parceria propagada na campanha de 2024 em Várzea Grande, que uniu Flávia Moretti e Tião da Zaeli sob o slogan “Sede por Mudança”, se desfez em menos de um ano de gestão. O discurso de renovação administrativa, prometido em palanque, naufragou rapidamente após a posse. O que era apresentado como união sólida virou um dos rompimentos políticos mais profundos já vistos na cidade.

A crise começou quando a prefeita centralizou decisões estratégicas e reduziu o espaço do vice nas articulações internas. Secretarias foram reorganizadas e pastas antes atribuídas a aliados de Zaeli perderam influência, especialmente a Secretaria de Obras, considerada um dos pilares do plano de governo. O movimento simbolizou o fim da convivência política e revelou uma disputa silenciosa dentro do Executivo.

O racha ganhou novos contornos com o aumento das críticas no próprio PL. O vereador Samir Japonês, aliado histórico de Zaeli e um dos mais votados da eleição, elevou o tom ao afirmar que a prefeita “não cumpriu promessas” e, em discurso mais duro, a chamou de “mentirosa”. Flávia reagiu anunciando pedido de expulsão do parlamentar do partido e uma ação criminal, ampliando o enfrentamento entre grupos.

Em resposta, Samir reforçou publicamente seu vínculo com Tião da Zaeli, exaltando o vice como líder e “padrinho político”. O embate evidenciou que a crise já não era pessoal, mas estrutural. Qualquer ataque a Samir passou a atingir o próprio Zaeli, e qualquer defesa do gabinete principal passou a ser interpretada como tentativa de isolar o vice. O ambiente ficou hostil e praticamente irreconciliável.

As consequências logo chegaram às ruas. O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, afirmou que mais de R$ 100 milhões foram retirados da Secretaria de Obras, que possui orçamento de R$ 238 milhões. Segundo ele, essa retirada explica o aumento de ruas esburacadas, o atraso em serviços básicos e a falta de planejamento urbano. Wanderley também rejeitou interferências do Executivo e criticou o esvaziamento das ações estruturantes.

O senador Jayme Campos se somou às críticas. Ele declarou que o problema de Várzea Grande não é falta de dinheiro, mas falta de administração, reforçando a percepção de desorganização no Paço Municipal. O peso político de Jayme amplificou a cobrança por resultados e trouxe ainda mais desgaste ao grupo da prefeita.

Vereadores relatam falta de diálogo e tentativas de atropelo em processos legislativos. Feitoza afirmou que diversos projetos chegam sem discussão adequada, o que compromete a autonomia da Câmara. As reclamações mostram uma gestão isolada, sem articulação e marcada por conflitos em praticamente todos os setores.

Enquanto isso, a população sente os efeitos. Servidores relatam falta de continuidade nas políticas públicas, problemas na mobilidade urbana, filas na saúde básica, irregularidade na limpeza pública e atrasos em pequenos reparos em escolas. O desgaste político interno tem drenado energia administrativa que deveria ser destinada ao atendimento da cidade.

Tião da Zaeli mantém postura reservada, evita ataques públicos, mas a distância é evidente. Em eventos oficiais, evita dividir palco com a prefeita e chega a deixar solenidades antes da presença dela. Bastidores indicam irritação com o rumo da gestão e com acordos de campanha não cumpridos.

Flávia tenta controlar danos com discursos que mencionam “planejamento” e “avanços”, mas a percepção pública é oposta. A queda de aprovação, a perda de aliados e o aumento da pressão institucional revelam uma gestão fragmentada, marcada por disputas internas que paralisam decisões importantes.

O que prometia ser um governo alinhado e renovador se transformou em um cenário de tensão permanente. A aliança histórica entre Flávia e Tião virou um dos capítulos mais conturbados da política local. As promessas de mudança se perderam, o slogan esvaziou e a pergunta é inevitável: quem, de fato, está governando Várzea Grande?

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