Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Denúncia Racial

“Cobrei 20 reais pelo café que ela tomou na minha casa” afirma quilombola que não foi atendida em VG

Liderança quilombola relata humilhação, repressão e promessa não cumprida de portas abertas à população.

Publicado em

Cidades

Reprodução: M. O Mato Grosso
Reprodução: M. O Mato Grosso

O relato de uma liderança comunitária e presidente quilombola trouxe à tona denúncias graves contra a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti. A moradora afirma ter sido vítima de racismo, humilhação e repressão ao tentar ser atendida no gabinete da gestora, que havia prometido, durante a campanha, manter as portas abertas à população.

Segundo a liderança, a prefeita estava com a porta aberta, mas se recusou a recebê-la. “Ela não me atendeu porque eu sou preta. Hoje me tratou como uma escrava. Hoje eu passei vergonha”, declarou. A moradora relatou que, mesmo debilitada por problemas de saúde, buscava cobrar direitos básicos. “Eu estava no pronto-socorro, tomando soro. Meu braço está marcado. Eu tenho fibromialgia, uma doença sem cura. Estou com pressão alta, toda inchada”, disse.

Apesar das dificuldades, ela contou que se compadeceu de um senhor acamado durante o atendimento médico. “Sou cuidadora e mesmo assim ajudei. Mas quando fui cobrar meus direitos, fui chamada de louca e de ruaceira”, relatou.

A situação se agravou quando assessores da prefeita acionaram a Guarda Municipal. “Chamaram a guarda para me prender porque eu estava reivindicando meus direitos. Sou contribuinte, votei nela e hoje me arrependo”, afirmou. A liderança disse que precisou chamar a Polícia Militar para evitar ser detida injustamente.

O episódio contrasta com as promessas de campanha de Flávia Moretti. “Ela veio na minha casa, tomou meu café, disse que o gabinete estaria aberto para mim. Agora me chamou de louca e mandou a polícia”, denunciou. A moradora reforçou o sentimento de traição. “Tratei ela como rainha e hoje fui tratada como escrava. É uma vergonha ter votado nela”, concluiu.

A liderança quilombola destacou ainda o caráter racista da recusa em ser atendida. “Sou neta de escrava e fui discriminada. Ela me ouviu, mas não teve a dignidade de me receber”, disse. Indignada, chegou a ironizar o episódio. “Cobrei 20 reais pelo café que ela tomou na minha casa, porque me sinto enganada”, afirmou.

O relato também expôs o contraste entre a realidade enfrentada pelos moradores e as ações da atual gestão. Enquanto bairros sofrem com falta de água e descaso nos serviços básicos, a prefeita fala em decretar calamidade financeira, mas autoriza contratos milionários sem licitação. Para a comunidade, o episódio reforça a percepção de abandono e falta de compromisso com os cidadãos.

“Quem votou nela fomos nós. Ela trabalha para nós, mas não é o que está acontecendo. Hoje fui chamada de louca, de ruaceira, quando apenas buscava justiça”, disse a liderança, que encerrou o relato com indignação e sentimento de arrependimento.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cidades

Presidente do SIMVAG agradece aprovação de projetos que valorizam servidores em Várzea Grande

Ao finalizar, o presidente do SIMVAG reforçou que a conquista é resultado do diálogo entre sindicato, Executivo e Legislativo

Publicados

em

Crédito: Jornal O Mato Grosso

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Várzea Grande (SIMVAG), Carlino Neto, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para agradecer publicamente a aprovação dos cinco projetos de lei de autoria do Poder Executivo que tratam da valorização dos servidores públicos municipais.

Durante seu pronunciamento, Carlino destacou que a aprovação das matérias representa um marco histórico para a categoria, simbolizando não apenas um avanço administrativo, mas o reconhecimento concreto da importância dos servidores para o funcionamento da cidade.

O líder sindical enfatizou o papel do Executivo municipal na construção das propostas, ressaltando a sensibilidade da gestão em atender uma demanda antiga da categoria. Ele também reconheceu o empenho dos vereadores, que contribuíram para a tramitação e aprovação dos projetos, garantindo celeridade e responsabilidade no processo legislativo.

Carlino Neto pontuou ainda que a medida corrige distorções históricas e inaugura uma nova fase de valorização profissional no serviço público municipal. Segundo ele, a reestruturação representa justiça para os trabalhadores que, ao longo dos anos, mantiveram suas funções com dedicação, mesmo diante de desafios e defasagens.

Ao finalizar, o presidente do SIMVAG reforçou que a conquista é resultado do diálogo entre sindicato, Executivo e Legislativo, destacando que a união entre as instituições foi fundamental para transformar uma reivindicação antiga em realidade.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

CIDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA